Em um momento de crescente tensão com os Estados Unidos, o regime de Nicolás Maduro enfrenta um cenário de isolamento sem precedentes. Segundo o Wall Street Journal, aliados históricos da Venezuela — como Rússia, China e Irã — não demonstram disposição para intervir ou oferecer suporte efetivo, apesar de anos de discursos alinhados contra Washington.
A teia de apoio internacional que sustentava Caracas parece se desintegrar. Países como Cuba, Nicarágua e o próprio Irã atravessam graves fragilidades econômicas, reduzindo sua capacidade de ação. Já a Rússia está profundamente envolvida na guerra contra a Ucrânia e não tem margem para abrir um novo flanco de confrontos diplomáticos.
A China, por sua vez, volta-se para seus problemas internos e evita se comprometer em disputas que possam afetar seus interesses globais. Tanto Moscou quanto Pequim têm ampliado esforços para reconstruir pontes com Donald Trump, sinalizando que não pretendem gastar capital político para defender Maduro neste momento crítico.
O resultado é um presidente venezuelano cada vez mais isolado no tabuleiro geopolítico, com menos aliados dispostos a enfrentar os custos de uma briga aberta com os Estados Unidos.
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