quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

CPMI do INSS aprova quebra de sigilos de filho do presidente Lula e amplia investigações

 

A CPMI do INSS aprovou, nesta quinta-feira (26), a quebra dos sigilos bancário e fiscal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida abrange o período de 1º de janeiro de 2022 a 31 de janeiro de 2026 e integra a apuração sobre supostas fraudes relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social.

O requerimento que autorizou a quebra de sigilos foi apresentado pelo relator da comissão, o deputado Alfredo Gaspar, e aprovado pelo colegiado. Após a votação, a sessão foi marcada por tumulto entre parlamentares, com registros de discussões e empurra-empurra, o que levou à interrupção temporária da transmissão pela TV Senado.

Além da medida, a comissão também aprovou a convocação de Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha, para prestar depoimento na condição de testemunha.

As diligências foram motivadas por informações divulgadas pela jornalista Andreza Matais, indicando que Lulinha teria sido citado em depoimento encaminhado à comissão após investigação conduzida pela Polícia Federal do Brasil. No relato, o ex-funcionário Edson Claro afirmou que o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, teria realizado repasses financeiros ao filho do presidente, incluindo pagamentos expressivos e valores mensais.

Segundo a reportagem, também há menção à possível colaboração premiada envolvendo ex-integrantes da estrutura do INSS, que poderia trazer novos elementos à investigação sobre descontos indevidos no instituto.

Em nota encaminhada à imprensa, a defesa de Fábio Luís Lula da Silva negou qualquer envolvimento do empresário nas irregularidades apuradas, afirmando que ele não participou de fraudes, não possui relação com os fatos investigados e não recebeu recursos de origem ilícita.

A CPMI segue com oitivas e análise de documentos, enquanto as medidas aprovadas deverão subsidiar novas etapas da apuração parlamentar em curso no Congresso Nacional do Brasil.

Fonte: Evellyn Paola — Metrópoles.

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