quinta-feira, 3 de março de 2016

Caminhão incendeia na RN – 041 entre Currais Novos e Lagoa Nova

Foto; WathsApp
Foto; WathsApp reprodução

No início da tarde de terça-feira(1) um internauta fotografou um caminhão em chamas na RN 041, nas proximidades da serra de Lagoa Nova. Não se tem ainda detalhes do que teria ocorrido. Mas na imagem dá para perceber que o veículo ficou totalmente destruído. O trânsito também foi interrompido por um bom tempo.


* Blogue Assis Silva via Caicó Digital

Leituristas da Cosern encontram focos do Aedes em Pau dos Ferros e mais 22 cidades

Os leituristas da Cosern identificaram 140 focos do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika, em 23 cidades, sendo Natal e São José de Mipibu as cidades com mais focos. O primeiro relatório emitido pela Cosern, a partir do trabalho de campo dos leituristas, foi recebido hoje (2) pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

Em Natal foram identificados 66 focos; São José de Mipibu,17; Caicó, 12; e Parnamirim, 7, sendo as cidades com maior número de focos do mosquito. Além destas cidades, os focos também foram encontrados em Angicos, Assu, Baraúna, Ceará-Mirim, Extremoz, Goianinha, João Câmara, Jucurutu, Martins, Mossoró, Nova Cruz, Pau dos Ferros, Santa Maria, São José do Seridó, São Miguel do Gostoso, Serra do Mel, Taipu e Touros. Os dados estão sendo enviados para a Sala de Situação, localizada no 7º andar da sede da Sesap, que os repassa aos municípios para que os agentes sejam enviados ao local.
 Cerca de 400 leituristas da Cosern passaram por treinamento e têm acesso a mais de 1,3 milhão de residências no Estado. A iniciativa soma-se às outras que já estão em curso e que são monitoradas pela equipe da Sala de Situação, coordenada por Cláudia Frederico, da Coordenação de Promoção à Saúde (CPS) da secretaria:  os aplicativos Aedes na Mira e Observatório do Aedes, além do Disque Dengue, que recebe denúncias pelo número 199.
* Assis Silva

SMA de Itaú-RN realiza entrega de sementes a agricultores


A Secretaria Municipal de Agricultura de Itaú-RN, secretário José Roberto, através da Prefeitura Municipal, prefeito Ciro Bezerra (DEM), em parceria com a EMATERN, Lazaro Pinheiro, realizaram a entrega de sementes crioulas aos agricultores cadastrados nos bancos de sementes, para o plantio da safra 2016.
A entrega aconteceu na sede do Poder Executivo na manhã desta quarta-feira, 02 de março de 2016, sendo 4 quilos de feijão, 4kg de Milho e 2kg de sorgo para cada agricultor cadastrado. As sementes foram entregues aos representantes das comunidades rurais, que ficaram responsáveis de repassar a quantidade aos agricultores listados em documentação. Tomé Edson – Sítio Jerusalém; Erimar Pinheiro – Sítio São Francisco; Batista Praxedes – Sítio Massapê e Pedro Paulo - Assentamento Paraná.



No ato da entrega o Secretário de Agricultura, José Roberto, agradeceu o empenho e o esforço que o Prefeito Ciro Bezerra tem feito para dar assistência ao homem do campo, destacando a preocupação de sair na frente, ao iniciar o corte de terra logo ao cair às primeiras chuvas do município.
José Roberto parabenizou também o prefeito pela adesão ao Programa Garantia Safra e pelas ações que vem realizando para garantir melhor qualidade de vida.


Ciro Bezerra disse se sentir muito feliz em poder ajudar o homem do campo, onde os mesmos não sabem tamanha alegria que o mesmo sente em poder contribuir com o corte de terras; ação doada integralmente pela administração municipal sem nenhum custo para os agricultores; o abastecimento através dos carros-pipa, que embora esteja enfrentando dificuldades financeiras, o prefeito não tem deixado o município ser penalizado, principalmente o homem do campo e os animais.



Os agricultores também agradeceram a ação e atenção do prefeito Ciro Bezerra, onde os mesmos são testemunhas e reconhecedores de todo esse esforço, principalmente no período de seca, quando as comunidades são abastecidas pelo carro-pipa; gratidão ainda maior são as ações como construção de açudes e barreiros para o acumulo da água da chuva para matar a sede dos animais e utilidades para os sítios onde foram contemplados.
Depois de um bato pato com os agricultores, as sementes foram entregues pelas autoridades do município: Prefeito Ciro Bezerra, Secretário Municipal de Agricultura José Roberto; Chefe da EMATERN Lazaro Pinheiro e o Presidente da Câmara dos Vereadores Antônio Dias (Toinho Galego).


Fonte: Assecom de Itaú-RN

AQUI NO RN: Polícia civil prende homem suspeito de estuprar criança de 6 anos no sítio Riachão

Ação conjunta das delegacias de polícia civil das cidade de Florânia/RN e Jucurutu/RN culmina com a prisão de Lusinaldo Ferreira da Fonseca, vulgo “Fonseca”, de 44 anos de idade, autor do crime de estupro de que foi vítima uma criança de 06 anos de idade.
O fato aconteceu na noite de 16 de fevereiro desse ano, no sítio Riachão, e desde então a polícia civil das duas cidades, sob o comando da Delegada Renata Rodrigues, vem trabalhando diuturnamente para desvendar o crime, o que conseguiu com sucesso. O acusado é morador da localidade e tinha convívio com a família da criança vitimada. De acordo com informações passadas pela delegada ao nosso blog, essa é a terceira prisão efetuada pela polícia civil em desfavor de estupradores de crianças no ano de 2016, em Jucurutu.
Nosso blog parabeniza a polícia civil por mais um belíssimo trabalho no município de Jucurutu.

* Focoelho via PM Jucurutu

MÊS DE MARÇO ENTROU SECO NA REGIÃO DO ALTO OESTE POTIGUAR

As Chuvas sumiram na região do alto oeste potiguar, açudes maiores não tomaram água, os menores que tomaram um pouco estão secando muito rápido devido ao clima muito quente nos últimos dias, calor de rachar a cocuruta, com diz os mais velhos.

Nessa semana há previsão de a chuva volte a cair no solo potiguar, os agricultores estão vendo suas plantações morrerem ou serem devoradas pelos insetos, principalmente a largata que devora tudo com muita rapidez, onde a solução são as proverizações feitas com agrotóxicos que matam desde o alimento até o ser humano.
A Previsão é de chuvas nos próximos dias, esperamos que se concretize essa previsão.

* Por Márcio Melo

terça-feira, 1 de março de 2016

Contas de luz adotam bandeira amarela a partir de hoje

Começa hoje (1º) o desligamento das 21 usinas termelétricas com preço de geração de energia superior a R$ 250 por megawatt-hora (MWh). Com isso, as contas de luz passarão a adotar a cor amarela, reduzindo o custo extra para R$1,50 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumido. Essa taxa deixará de ser cobrada a partir de abril, quando será adotada a bandeira verde.
O sistema de bandeiras foi criado com o objetivo de informar mensalmente ao consumidor se a energia consumida por ele está mais cara ou mais barata. Com a melhora da situação dos reservatórios das hidrelétricas e a entrada de energia nova no sistema – caso, por exemplo, da fornecida pelas usinas de Belo Monte, Jirau e Santo Antônio – foi possível iniciar os desligamentos das termelétricas com custo mais caro de geração.
A decisão levou em conta também o comportamento de carga, influenciado pela redução de consumo. Apesar do cenário mais favorável, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mantém o alerta para que os consumidores façam uso eficiente de energia, de forma a combater os desperdícios e a evitar um futuro retorno às bandeiras vermelha ou amarela – o que implicaria a volta da taxa extra.
Ao fazer, em 25 de abril, o anúncio do desligamento, previsto para abril, das termelétricas com custo acima de R$ 211 por MWh, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse que a adoção da bandeira verde deverá resultar em redução média entre 6% e 7% na conta de luz.
Até o final de abril, 5 mil MW gerados pelas térmicas terão sido desligados do sistema, o que representará economia total de R$ 10 bilhões ao ano. Segundo Braga, mantida a previsão positiva da situação hidrológica, mais 2 mil MW gerados em usinas térmicas poderão ser desligados nos próximos meses.
Também entram hoje em vigor as novas regras da resolução que estabelece o Sistema de Compensação de Energia Elétrica. Por meio desse sistema, é possível que o consumidor instale pequenos geradores (painéis solares fotovoltaicos, microturbinas eólicas, entre outras fontes renováveis) em sua unidade consumidora e troque energia com a distribuidora local, de forma a reduzir os gastos com energia elétrica.

Ao simplificar a norma, a Aneel estima que até 2024 mais 1,2 milhão de consumidores passem a produzir sua própria energia – o que equivaleria a uma potência instalada de 4,5 gigawatts.
 
 
 

Receita recebe declaração do Imposto de Renda a partir de hoje

O prazo para entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoas Física 2016 (IRPF) começa hoje (1º) e termina no dia 29 de abril. O programa gerador da declaração para ser usado no computador pode ser baixado no site da Receita Federal.
Quem perder o prazo está sujeito à multa de 1% do imposto devido por mês de atraso ou de R$ 165,74, prevalecendo o maior valor. A multa máxima equivale a 20%.
O aplicativo do Imposto de Renda para dispositivos móveis (tablets e smartphones) na versão Android para a Google Play deve ser liberado hoje na loja virtual da empresa. De acordo com a Receita, a versão iOS já foi enviada para a Apple e aguarda autorização.
A versão online da declaração, que estará disponível no Centro Virtual de Atendimento (eCAC) para usuários com certificado digital, é prevista também para ser disponibilizada hoje.

Cerca de 28,5 milhões de contribuintes deverão enviar à Receita Federal a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física em 2016. A estimativa é do supervisor nacional do Imposto de Renda, Joaquim Adir. O número representa crescimento de 2,1% em relação aos 27,9 milhões de documentos entregues no ano passado.
 
 

Tribunal de Contas do Estado determina auditoria nas despesas com pessoal da Assembleia Legislativa do RN

O Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) determinou, em sessão realizada nesta terça-feira (01), a realização de uma auditoria na Assembleia Legislativa do RN para apurar a legalidade dos atos de gestão relativos ao quadro funcional do órgão e as despesas de pessoal deles recorrentes. A auditoria deverá ser finalizada num prazo de 90 dias.
O processo foi relatado pelo conselheiro Gilberto Jales, cujo voto foi aprovado pelo Pleno da Corte de Contas, à exceção do conselheiro Renato Costa Dias, que alegou impedimento. No voto, o conselheiro acatou pedido do procurador-geral do Ministério Público de Contas em exercício, Thiago Guterres, que havia entrado na última quinta-feira (25) com uma representação requisitando a auditoria.
Segundo o voto, os indícios de comprometimento da boa gestão do erário são os seguintes: “desproporção dos cargos de provimento efetivo e os de livre nomeação e exoneração, que totalizam 379 e 2592 servidores, respectivamente, o que significa que para cada cargo efetivo existem hoje 07 cargos em comissão”; e o “crescimento exponencial dos cargos comissionados entre 2011 e 2016, com a criação de novos 1.756 cargos, que implica em elevação em 86% do seu quantitativo global de funcionários ativos”.
Além disso, o Tribunal de Contas, em levantamento anteriormente empreendido pela Diretoria de Despesa de Pessoal, identificou a “subsistência de 296 (duzentos e noventa e seis) casos potenciais de acumulação ilícita de cargos públicos” e “a existência de 08 (oito) servidores com idades acima do limite de 70 (setenta) anos de idade”. Esses dois pontos também serão levados em consideração na auditoria.

“A potencial gravidade dos pontos abordados, que uma vez confirmados denotam potencial lesão ao erário, enseja uma postura fiscalizatória deste Tribunal de Contas com maior grau de ingerência, com vistas a apurar a realidade do quadro funcional da Assembleia Legislativa e sua adequação aos parâmetros da legalidade, economicidade e eficiência””, disse o conselheiro.
 
 
 

Ministro nega pedido de Cunha para adiar julgamento de denúncia no STF Defesa pediu análise de pedidos em sessão prévia à da análise da denúncia. Decisão do plenário definirá se deputado se tornará réu na Lava Jato.

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (1º) pedido do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para adiar o julgamento da denúncia contra ele pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em inquérito da Operação Lava Jato.
Advogados de Cunha apresentaram nesta segunda um pedido para que o plenário da Corte decidisse sobre dois pedidos da defesa, em "sessão própria e prévia". Caso tivesse sido acatado pelo STF, o pedido levaria ao adiamento da sessão do plenário que vai decidir se aceita ou não a abertura de ação penal contra Cunha dentro da Lava Jato.
Na semana passada, o presidente da Corte, Ricardo Lewandowski, colocou a acusação como primeiro item da pauta da próxima quarta (2).

Na decisão, o minstro afirma que o julgamento foi marcado para esta quarta seguindo as regras do regimento interno do Supremo e que o inquérito contra Cunha "tem recebido atento e constante acompanhamento dos competentes representantes do acusado".
"A inclusão em pauta deste inquérito [...] observou o prazo previsto no art. 83 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, que determina a publicação com antecedência mínima de 48 (quarenta e oito) horas. Trata-se, ademais, de inquérito que tramita há aproximadamente um ano e que tem recebido atento e constante acompanhamento dos competentes representantes do acusado signatários das petições. A apresentação de memoriais pode ser perfeitamente promovida no prazo que antecede ao julgamento, sendo ainda facultado aos defensores a produção de sustentação oral", diz o ministro na decisão.
Zavascki esclareceu que os recursos dos advogados que questionavam mais prazo para a defesa serão julgados nesta quarta, no mesmo dia da análise da denúncia, e por isso, o julgamento não se justifica.
"A matéria objeto dos agravos regimentais, renovada na resposta à acusação, será examinada juntamente com o juízo de recebimento da denúncia, não justificando o adiamento requerido", afirma.
Denúncia
Com a decisão de Teori de negar o pedido da defesa, a análise da denúncia está mantida para a sessão desta quarta. Na sessão, os 11 ministros vão analisar a acusação da Procuradoria Geral da República de que ele recebeu ao menos US$ 5 milhões para viabilizar contrato de navios-sonda da Petrobras.
Desde de que surgiram as suspeitas, Cunha tem negado as acusações da PGR e alega perseguição política por parte de Janot.
Na época em que a denúncia foi feita, em nota, Cunha afirmou nunca ter recebido "qualquer vantagem de qualquer natureza, de quem quer que seja, referente à Petrobras ou a qualquer outra empresa, órgão público ou algo do gênero".
Eduardo Cunha também é alvo de um pedido de afastamento do cargo de presidente da Câmara, feito pela PGR. O pedido ainda não tem previsão para ser analisado. O procurador diz que cunha usou o cargo de presidente para atrapalhar as investigações da operação Lava Jato.
O parlamentar ainda é alvo de outro inquérito, que investiga se ele é dono de contas na suíça que não foram declaradas à autoridades brasileiras. A apuração também visa identificar se houve evasão de divisas e lavagem de dinheiro na remessa de recursos ao exterior. Cunha alega que as contas não estão em seu nome, mas que ele é usufrutário delas.



Mariana OliveiraDa TV Globo, em Brasília

Ex-diretor internacional da Petrobras permanece preso, decide TRF do RJ Votação por 2 a 1 decidiu manter preso Jorge Zelada em Curitiba. Ex-dirigente foi condenado por fraude em contrato com a SBM Offshore.

O Tribunal Federal da 2ª Região (Rio de Janeiro e Espírito Santo) decidiu nesta terça-feira (1º) pela manutenção da prisão de Jorge Zelada, ex-diretor internacional da Petrobras. Em decisão por maioria (2 a 1) da 2ª Turma do TRF2, Zelada, acusado de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e associação criminosa, teve negado o pedido de libertação do habeas corpus em seu nome.

Preso desde julho do ano passado pela Justiça Federal em Curitiba, em processo da Operação Lava Jato, ele também está preso preventivamente por uma ordem da 3ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, em um processo sobre pagamentos da SBM Offshore a executivos da Petrobras.
 O ex diretor da área Internacional da Petrobras, Jorge Luiz Zelada, preso na 15ª fase da Operação Lava Jato, chega ao IML de Curitiba para exame de corpo delito. Zelada é suspeito de ser beneficiário da corrupção na Petrobras (Foto: Paulo Lisboa/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo) 
Zelada foi preso na 15ª fase da Lava-Jato (Foto:
Paulo Lisboa/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo)


“A traição cometida por alto funcionário da Petrobras gerou uma fortuna de US$ 6 milhões, o que não é um feito de menor potencial ofensivo”, afirmou a procuradora regional da República Silvana Batini, que representou o MPF no julgamento e avaliou que o risco de fuga cresce à medida que o risco de punição aumenta. “A gravidade do delito aparece aliada a outros fatores que devem embasar a prisão preventiva.”
Os argumentos da Procuradoria Regional da República da 2ª Região (PRR2) foram acompanhados pelo desembargador federal André Fontes, relator do habeas corpus, que citou os casos de fuga de Salvatore Cacciola e Henrique Pizzolato e o plano de fuga que o senador Delcídio do Amaral teria oferecido a Nestor Cerveró – antecessor de Zelada na diretoria internacional da Petrobras.
Relembre o caso
A Justiça do Rio de Janeiro aceitou, em janeiro, a denúncia do Ministério Público Federal sobre propinas pagas pela empresa holandesa SBM Offshore a funcionários da Petrobras, entre 1999 a 2012.
Além de Zelada, se tornaram réus os ex-dirigentes da Petrobras Renato Duque, Pedro Barusco e Paulo Roberto Buarque Carneiro, além dos ex-representantes da SBM no Brasil Julio Faerman e Luís Eduardo Campos Barbosa.
A Justiça entendeu que existem indícios de que foram cometidos crimes como corrupção ativa, passiva e evasão de divisas e determinou que o processo seja desmembrado – em relação a sete representantes estrangeiros da SBM que foram alvos da denúncia.
Em nota, a defesa de Jorge Zelada nega as acusações e diz que vai se defender no prazo legal da resposta. A assessoria da Petrobras informou que não vai comentar o assunto. Até a a última atualização desta reportagem, não foram localizados os outros citados.
O caso está com a Justiça do Rio porque veio à tona antes do início da Operação Lava Jato, coordenada pela Justiça de Curitiba.



Mariana OliveiraDa TV Globo, em Brasília

Promotor diz que Lula e Marisa não serão intimados novamente a depor Segundo MP-SP, Lula e sua mulher não serão conduzidos coercitivamente. Defesa do ex-presidente prestou esclarecimentos por escrito ao MP.

Lula e Marisa Montagem (Foto: Sérgio Castro/Estadão Conteúdo; Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/Arquivo) 
Lula e Marisa Letícia disseram que não vão depor (Foto: Sérgio Castro/Estadão Conteúdo;
 Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/Arquivo)

O Ministério Público de São Paulo disse na tarde desta terça-feira (1º), que o promotor de Justiça Cássio Conserino não fará novas intimações ao ex-presidente Lula e sua mulher, Marisa Letícia.
"O Promotor de Justiça Cássio Conserino informou que o ex-Presidente Luís Inácio Lula da Silva e a ex-Primeira-Dama Marisa Letícia Lula da Silva, assim como qualquer investigado, não serão conduzidos coercitivamente, uma vez que eles podem não querer exercer a autodefesa. Informou também que não haverá novas intimações dessas pessoas", diz o MP-SP, em nota.
Na noite desta segunda (29), o Instituto Lula divulgou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a mulher dele, Marisa Letícia, não comparecerão ao depoimento marcado para quinta-feira, em São Paulo, sobre o triplex no Guarujá.
O aviso foi feito pelos advogados de defesa do casal ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) nesta segunda. De acordo com o Instituto, foram protocoladas no Ministério Público explicações por escrito a respeito da investigação sobre o imóvel.
A defesa de Lula pediu ainda ao Tribunal de Justiça de São Paulo um habeas corpus preventivo que garanta que eles não sejam obrigados a comparecer para depor. O Ministério Público informou que Lula e Marisa não são obrigados a prestar depoimento.

O MP-SP investiga a transferência de prédios inacabados da Bancoop – cooperativa do sindicato dos bancários que se tornou insolvente – para outras empresas, entre elas a OAS, envolvida no esquema de corrupção da Petrobras.
Há suspeita de que o ex-presidente Lula tenha ocultado ser o dono do triplex 164-A, de 297 m², no Condomínio Solaris, na praia de Astúrias.
A investigação do MP de São Paulo, porém, é independente da Lava Jato, que na 22ª fase apura se os apartamento do condomínio foram usados para repasse de propina.
Promotor
Os advogados negam qualquer irregularidade e dizem que Lula não é proprietário do imóvel. Na petição, a defesa do ex-presidente diz entender que o promotor Cássio Conserino, que intimou o casal, não é o promotor natural do caso e que ele se mostra parcial na condução do procedimento investigatório criminal.
Em nota, o Instituto Lula afirma que o ex-presidente e sua mulher "prestarão todos os esclarecimentos por escrito e não em audiência, uma vez que, houve infração da norma do promotor natural, prejulgamento ou antecipação de juízo de valor e faculdade e não obrigação."
O texto ainda fala que o ex-presidente e sua esposa manifestaram desejo de prestar depoimento à “autoridade imparcial e dotada de atribuição, que respeite os princípios do promotor natural."
Advertência
Os advogados de Lula dizem terem recebidos na sexta-feira (26) a intimação para o depoimento com a advertência de que “em caso de não comparecimento importará na tomada de medidas legais cabíveis, inclusive condução coercitiva pela Polícia Civil e Militar nos termos das normas acima referidas”.
O Ministério Público de São Paulo informou ao "Jornal Nacional" que, por um erro, Lula e Marisa tinham sido notificados de que eram obrigados a ir prestar depoimento. O promotor Cássio Conserino esclareceu que Lula e Mareisa não são obrigados a prestar depoimento no Ministério Público.
Conflito
Os advogados de Lula alegam ainda "conflito de atribuições". Além de haver duas investigações relacionadas aos mesmos fatos, eles afirmam que o caso não poderia ser conduzido pelo MP Federal, já que as propriedades estão localizadas no estado de São Paulo, e também não poderiam ser remetidas para o Paraná, onde se concentra a Lava Jato.
"Ambos os procedimentos investigatórios foram instaurados para apurar os mesmos fatos […]

sendo certo, ainda, que tanto o Parquet Federal como Parquet Estadual têm ciência dessa duplicidade – estando eles, aliás, como já exposto, fazendo compartilhamento de dados e informações”.
Lula e Marisa já tiveram um depoimento suspenso no dia 16 por um integrante do Conselho Nacional do Ministério Público. Eles tinham sido intimados para depor no dia 17, mas a liminar cancelou a presença deles no Fórum da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo.
Apesar do cancelamento, manifestantes contra e a favor do governo federal foram à porta do Fórum protestar e causaram tumulto.


Lívia MachadoDo G1 São Paulo

Lula volta a pedir que STF suspenda investigações sobre triplex e sítio Defesa alega que MP Federal e Estadual investigam os mesmos fatos. Nesta segunda, procurador defendeu investigação de Lula na Lava Jato.

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou nesta terça-feira (1º) documento no Supremo Tribunal Federal (STF) reiterando pedido feito na última semana para que a Corte suspenda, de forma provisória, as investigações em curso sobre propriedades atribuídas a ele.
Os advogados de Lula pedem que a ministra Rosa Weber suspenda as investigações sobre reformas num apartamento no Guarujá (SP) e num sítio em Atibaia (SP), que teriam sido feitas em favor da família do petista por construtoras investigadas no escândalo da Petrobras, até que o Supremo defina se as apurações são de competência do Ministério Público Federal ou do Ministério Público de São Paulo.

Na última semana, a defesa de Lula já havia apontado um "conflito de atribuições", alegando haver duas investigações relacionadas aos mesmos fatos, uma no MPF e outra no MP-SP.
Os advogados defendem que o caso fique com o MP de São Paulo, já que as propriedades estão localizadas no estado de São Paulo e as investigações não poderiam ser remetidas para o Paraná, onde se concentra a força-tarefa da Operação Lava Jato.
A defesa de Lula enviou o novo documento nesta terça para contestar uma manifestação enviada pelo procurador da República Deltan Dallagnol à ministra Rosa Weber defendendo que a investigação sobre o ex-presidente seja mantida no âmbito da Lava Jato.
Coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Paraná, Dallagnol defendeu a atuação do MPF no caso, destacando que possíveis vantagens supostamente recebidas por Lula de empreiteiras teriam sido repassadas durante o mandato presidencial do petista.
O procurador também explicou que a investigação sobre Lula a cargo da Lava Jato é diferente da que é conduzida pelo Ministério Público de São Paulo.

Segundo os advogados de Lula, o Ministério Público Federal busca tumultuar a tramitação da ação e a apreciação do pedido de liminar ao apresentar manifestação sem que houvesse determinação da ministra.
De acordo com a defesa do petista, a manifestação do procurador mostra "extremado apego e interesse incompatível com as funções ministeriais, que não pode escolher quem irá investigar".
"É descabido e censurável a afirmação de que haveria suspeita de que o ex-presidente Lula teria recebido vantagens ilícitas durante o 'mandato presidencial', pois não há qualquer elemento concreto que possa dar suporte a essa afirmação, senão um exacerbado entusiasmo associado a um pensamento desejoso", afirmam.
A decisão sobre a suspensão das investigações caberá a Rosa Weber, em data ainda indefinida. Já a competência sobre qual ramo do MP poderá investigar Lula poderá ser levada para decisão da Primeira Turma do STF, onde atua a ministra.


 Do G1, em Brasília

Investigação na Lava Jato não muda com troca na Justiça, diz Janot Nesta segunda, governo anunciou substituição no Ministério da Justiça. Procurador-geral disse que Ministério Público é 'autônomo e independente'.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse nesta terça-feira (1º) que não haverá mudança nas investigações da Operação Lava Jato com a troca do comando do Ministério da Justiça, anunciada na véspera pela presidente Dilma Rousseff.

Questionado se a saída de José Eduardo Cardozo e a entrada de Wellington Cesar Lima afetaria as investigações, respondeu: “Não, o Ministério Público é autônomo e independente para investigar”.
Também na segunda, delegados federais divulgaram nota em que manifestaram “extrema preocupação” com a troca e afirmaram que “defenderão a independência funcional para a livre condução da investigação criminal e adotarão todas as medidas para preservar a pouca, mas importante, autonomia que a instituição Polícia Federal conquistou”.
Eduardo Cunha
Em rápida conversa com jornalistas, ao deixar reunião do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF), Janot também afirmou que caberá ao Supremo Tribunal Federal (SF) decidir sobre pedido do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para adiar análise de denúncia apresentada contra ele em agosto.
O julgamento foi marcado para esta quarta (2) e definirá se o deputado passará ou não à condição de réu num processo penal. Ele é acusado de receber ao menos US$ 5 milhões de propina para viabilizar contrato de navios-sonda na Petrobras. A defesa nega as acusações e pediu nesta segunda mais tempo para contestar a denúncia. A decisão sobre o pedido caberá ao relator do caso no STF, ministro Teori Zavascki.



Renan RamalhoDo G1, em Brasília

Defesa de Marcelo Odebrecht diz que não conseguiu contato com cliente Alegações finais deveriam ter sido apresentadas até esta segunda (29). Advogados de ex-executivos da empreiteira pediram absolvições.

Na CPI da Petrobras, Marcelo Odebrecht negou a possibilidade de assinar acordo de delação premiada (Foto: Giuliano Gomes/PR PRESS) 
Marcelo Odebrecht é acusado na Lava Jato de
organização criminosa, corrupção e lavagem de
dinheiro (Foto: Giuliano Gomes/PR PRESS)


A defesa do presidente afastado do Grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, não apresentou no prazo estabelecido pelo juiz Sérgio Moro as alegações finais do processo da Operação Lava Jato a que o executivo responde. O prazo venceu na segunda (29), mas, segundo a defesa, não foi possível concluir as alegações por falta de acesso ao cliente, que está preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba.
Em petição protocolada às 23h51, a defesa de Odebrecht explica a Sérgio Moro irá protocolar as alegações finais até o fim desta terça (1º), quando espera poder se reunir com o cliente na sede da PF.
De acordo com Nabor Bulhões, que representa o réu, desde que Marcelo Odebrecht foi transferido do Complexo Médico-Penal em Pinhais para a PF, no dia 22 de janeiro, os contatos com o cliente não foram possíveis. “O peticionário se viu impossibilitado de ter acesso a seus advogados (...) com o mínimo de condições  para o exercício de sua autodefesa”, afirma o criminalista.
Segundo a defesa, o contato com o cliente era necessário para a elaboração das alegações finais, e por isso entrou com pedido de habeas corpus junto ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).  O desembargador João Pedro Gebran Neto atendeu em parte ao pedido, concedendo duas horas diárias para que a defesa conversasse com o réu na PF.
“Não obstante, na data hoje, 29/02/2016, quando dois de seus advogados dirigiram-se à carceragem (...) para o último contato de assistência profissional antes da apresentação das alegações finais (...) foram informados da impossibilidade de terem acesso ao cliente, pois o expediente daquela repartição policial havia se encerrado às 14h”, explica o advogado.
Em contato com o superintendente da PF, Rosalvo Ferreira Franco, a conversa com Marcelo Odebrecht foi remarcada para esta terça-feira (1º), diz Bulhões.
Na manhã desta terça-feira, o juiz Sérgio Moro informou que aguarda a apresentação das alegações finais.
Acusação
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Marcelo Odebrecht comandava a organização criminosa responsável pelo desvio de mais de R$ 300 milhões da Petrobras. Além dele, respondem ao processo ex-executivos da empreiteira, ex-funcionários da Petrobras, e acusadores de serem operadores do esquema, como o doleiro Alberto Youssef.
Conforme a denúncia, a Odebrecht montou uma sofisticada rede de lavagem de dinheiro com a utilização de offshores com contas na Suíça. Com isso, a companhia pôde pagar propinas a funcionários e diretores da Petrobras para fechar contratos com a estatal.
As alegações finais constituem a última etapa do processo antes da sentença. Ex-executivos da Odebrecht apresentaram seus posicionamentos ao longo do dia.

Marcio Faria
Também acusado dos mesmos crimes, a defesa de Márcio Faria, ex-executivo da Odebrecht, apontou para a suspeição e incompetência do juiz Sérgio Moro para julgar o processo, além de alegar que houve cerceamento da defesa desde o princípio da ação. Pediu, ainda, que o juiz desconsidere as provas recebidas por cooperação com a Suíça e que a defesa considera ilegal.
“Na remota hipótese de ver superadas as preliminares, o defendente espera que seja absolvido de todas as infundadas  acusações que lhe são desfechadas”, afirmaram os advogados, que alegam falta de provas para culpar o cliente.
Márcio Faria é apontado pela acusação como o representante da Odebrecht no cartel das empreiteiras, além de ter se envolvido diretamente na negociação e pagamento das propinas.
A defesa pede ainda que, na “inimaginável hipótese de condenação”, o juiz aplique a pena mínima e considere apenas um crime de corrupção ativa e um de lavagem de dinheiro.
Rogério Santos de Araújo
Apontado pelo MPF como representante da Odebrecht nos contatos com a Petrobras, Rogério Araújo é acusado de ter sido responsável direto por pagamentos de propina. Ele também responde pelos crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Nas alegações, a defesa pediu a absolvição do cliente.
“A denúncia não explica que organização criminosa foi essa, tampouco se havia divisão de tarefas, deixando de falar uma única palavra a respeito de estabilidade ou permanência da alegada organização, elementos imprescindíveis para configuração do delito”, alegam os criminalistas.
Sobre a acusação de corrupção, os advogados sustentam que, excluindo depoimentos de delação premiada, nenhuma das quase cem testemunhas ouvidas mencionou indícios de que Rogério Araújo tenha oferecido vantagens ilícitas.
Ainda conforme os advogados, não é possível caracterizar a lavagem de dinheiro imputada pelo MPF, uma vez que não há crimes antecedentes.
Alexandrino Salles de Alencar
A defesa do ex-executivo da empreiteira Alexandrino Salles de Alencar também apresentou as alegações finais pedindo a absolvição do cliente. Segundo os advogados, as acusações do MPF não ficaram comprovadas no processo. “Ao contrário: há diversas provas – testemunhais e documentais – que comprovam a sua inocência”, alegam.
Os advogados refutam a acusação de que Alexandrino Alencar cometeu crime de corrupção ativa na negociação de pagamentos de propina em um contrato da Braskem, braço petroquímico da Odebrecht, com a Petrobras. “O defendente [Alexandrino] não teve qualquer  participação na realização do contrato de nafta questionado na denúncia”, questionam os criminalistas.
Outra acusação questionada pelos advogados é a de organização criminosa, uma vez que Alexandrino não tinha nenhuma relação com as obras da empreiteira no âmbito da Petrobras. A defesa nega também que o cliente tenha cometido o crime de lavagem de dinheiro.
“O defendente confia plenamente que a análise que aqui foi feita das provas produzidas e os esclarecimentos prestados são mais do que suficientes para justifica sua absolvição, única medida capaz de restaurar-lhe a dignidade”, concluem.
César Ramos Rocha
Os advogados de Cesar Rocha, também ex-funcionário da Odebrecht pediram a absolvição do cliente. “Cesar Rocha não pode ser responsabilizado por eventuais desvios da pessoa jurídica que o empregava”, afirmou a defesa ao refutar a possibilidade de condenação pelo crime de organização criminosa.
Rocha é apontado pelo MPF como envolvido no repasse de R$ 7,5 milhões para pagamentos de propinas. O doleiro Alberto Youssef afirmou em delação premiada que Cesar Rocha indicava contas para as quais ele deveria transferir dinheiro de propina. Para a defesa, porém, não há provas de que ele cometeu o crime de corrupção ou de lavagem de dinheiro.
“Induvidoso que, ao longo da instrução, não houve menção, inclusive por delatores, de que Cesar tivesse participado de reuniões com representantes de quaisquer empresas ou clientes, inexistindo indício, então, de que se tivesse envolvido em qualquer tipo de pretenso acerto prévio, considerando celebração de contratos e aprovação de aditivos” apontam os advogados.



Fernando CastroDo G1 PR

PGR pede 3º inquérito para investigar se Eduardo Cunha recebeu propina Presidente da Câmara é suspeito de receber R$ 52 mi; ele não quis comentar. PGR também pediu apuração de doação feita a Henrique Eduardo Alves.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a abertura de um terceiro inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no âmbito da Operação Lava Jato, que apura um esquema de corrupção na Petrobras. A Procuradoria quer saber se ele cometeu os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
A suspeita é de que o parlamentar tenha solicitado e recebido propina do consórcio formado por Odebrecht, OAS e Carioca Christiani Nielsen Engenharia – que atuava na obra do Porto Maravilha – no montante de cerca de R$ 52 milhões.

De acordo com a assessoria de imprensa de Eduardo Cunha, o presidente da Câmara ainda não foi informado do pedido do Ministério Público Federal e por isso, não vai comentar. A OAS e a Odebrecht também informaram que não vão comentar porque não foram notificadas.

Os recursos seriam vantagens indevidas pela aquisição de títulos da prefeitura do Rio de Janeiro pelo Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS). Segundo as investigações, Cunha era próximo do então vice-presidente da Caixa Fábio Cleto, que integrava o conselho curador do FGTS. O dinheiro do fundo seria utilizado para permitir as obras do porto. A defesa de Cleto não foi localizada pela reportagem.
Para que o inquérito que investigará Cunha seja aberto, o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo, terá que autorizar a instauração da investigação.
A investigação se baseia nas delações premiadas dos empresários da Carioca Engenharia Ricardo Pernambuco Júnior e Ricardo Pernambuco, filho e pai, respectivamemte. Os dois citaram, além de Cunha, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o doleiro Mário Góes – as citações sobre os dois são apuradas no Paraná.
Conforme os delatores, Cunha teria recebido propina no valor de 1,5% dos títulos comprados pelo FI-FGTS, paga em 36 parcelas. A primeira transferência de dinheiro teria sido feita no Israel Discount Bank no valor de quase US$ 4 milhões.
Para Janot, as informações apresentadas pelos dois são "robustas" e fundadas. Além dos depoimentos, há documentos bancários que comprovam transferências, extratos de contas na Suíça, e-mails e anotações.
Henrique Eduardo Alves
Dentro do mesmo inquérito, o procurador também quer apurar doações intermediadas por Eduardo Cunha feitas supostamente ao ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), quando ele concorreu ao cargo de governador do Rio Grande do Norte, em 2014.

Segundo os delatores da Carioca, Cunha teria pedido doação para sua campanha para deputado federal, mas, diante da impossibilidade apresentada pela empresa, o agora presidente da Câmara solicitou doação para Henrique Alves. A empresa teria repassado R$ 300 mil para a campanha de Henrique Alves de 2014 ao governo do Rio Grande do Norte, segundo os delatores.

A defesa de Henrique Eduardo Alves afirmou que todas as doações para a campanha ao governo do Rio Grande do Norte foram legais e estão disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral. Segundo a defesa, o ministro está à disposição para esclarecimentos.
De acordo com a PGR, "além de solicitação de vantagem indevida [por parte de Cunha], [os fatos sobre Hernique Alves] podem constituir, conforme a verdadeira destinação dos recursos, indício de falsidade de prestação de contas à Justiça Eleitoral".
Outras apurações sobre Cunha
Eduardo Cunha já é alvo de duas investigações no Supremo. A primeira apura se ele recebeu pelo menos US$ 5 milhões de suposta propina que se originou de contrato de navios-sonda da Petrobras.

Janot denunciou em agosto do ano passado o presidente da Câmara pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e o Supremo decidirá na próxima quarta-feira (2) se transformará ou não Cunha em réu em uma ação penal. A defesa pediu adiamento do julgamento.
O segundo inquérito apura se ele é dono de contas não declaradas na Suíça e se recebeu no exterior propina decorrente de um contrato de exploração de Petróleo feito com a Petrobras em Benin.
Nessa investigação, Janot pediu autorização para Suíça para denunciar Cunha pelos crimes de evasão de divisas e sonegação fiscal. A autorização é necessária porque a investigação começou na Suíça, e evasão e sonegação não são crimes naquele país. Se não for concedida, o parlamentar ainda poderá ser denunciado por outros crimes, como corrupção.
Cunha também é alvo de um pedido de afastamento do cargo, feito pela Procuradoria. Janot argumenta que o presidente da Câmara usa o cargo para tentar atrapalhar as investigações da Lava Jato.
Delação dos empresários da Carioca
Nos depoimentos feitos dentro da delação, os empresários citam encontros com Eduardo Cunha e transferências de conta de Ricardo Pernambuco, na Suíça, para contas indicadas pelo deputado, também na Suíça. Eles entregaram e-mail citando transferência de 181 mil francos suíços. Segundo a PGR, documentação bancária sobre o inquérito que veio da Suíça confirma o recebimento desse dinheiro.
Os encontros narrados teriam ocorrido na Câmara dos Deputados e no Rio de Janeiro, além de reuniões ocorridas no escritório da empresa em São Paulo.
Segundo Janot, os fatos apresentados pelos empresários comprovam ainda suspeitas presentes no principal inquérito da Lava Jato em andamento no Supremo, o que apura se existiu uma organização criminosa para fraudar a Petrobras e outros órgãos, como BR Distribuidora, Transpetro e Caixa Econômica Federal. Atualmente, cerca de 40 pessoas são investigadas por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção.
"Considerando que Eduardo Cunha é suspeito de integrar o alto escalão da organização criminosa que atuou não apenas na Petrobras, mas também em diversos outros órgãos e entes públicos, torna-se imprescindível ao bom andamento da investigação envolvendo os fatos veiculados na presente colaboração que a apuração seja feita em conjunto com as demais peças desse grande quebra-cabeça criminoso denominado Operação Lava Jato," afirmou Janot.
Além disso, Janot pediu que a delação dos empresários seja juntada ao inquérito que apura se Cunha tinha contas na Suíça.



Vladimir Netto e Mariana OliveiraDa TV Globo, em Brasília

Procurador defende investigação de Lula dentro da Lava Jato Dallagnol disse que vantagens teriam sido recebidas durante mandato. Ex-presidente contestou investigações simultâneas de MPF e MP-SP.

O procurador da República Deltan Dallagnol enviou uma manifestação à ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendendo que uma investigação em curso sobre propriedades atribuídas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja mantida dentro da Operação Lava Jato, a cargo do Ministério Público Federal no Paraná.

Coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Paraná, Dallagnol defendeu a atuação do MPF no caso, destacando que possíveis vantagens supostamente recebidas por Lula de empreiteiras teriam sido repassadas durante o mandato presidencial do petista.
O ofício é uma resposta a um pedido feito na última sexta (26) pelo petista para suspender a investigação sobre reformas num apartamento no Guarujá (SP) e num sítio em Atibaia (SP), que teriam sido feitas em favor da família do petista por construtoras investigadas no escândalo da Petrobras.

A defesa de Lula apontou "conflito de atribuições", alegando haver duas investigações relacionadas aos mesmos fatos, uma conduzida pelo Ministério Público Federal e outra pelo Ministério Público do Estado de São Paulo.
Os advogados defendiam que o caso ficasse com o MP-SP, já que as propriedades estão localizadas no estado de São Paulo e as investigações não poderiam ser remetidas para o Paraná, onde se concentra a Lava Jato.
O procurador também explicou que a investigação sobre Lula a cargo da Lava Jato é diferente da que é conduzida pelo Ministério Público de São Paulo.
Segundo ele, a primeira “possui a específica finalidade de apurar as supostas vantagens indevidas recebidas pelo suscitante [Lula] de construtoras investigadas na Operação Lava Jato, materializadas, dentre outros, em imóveis em Atibaia/SP e em Guarujá/SP”.
Já a investigação do MP-SP, segundo Dallagnol, relaciona-se às “transferências de empreendimentos da Cooperativa Habitacional dos Bancários para a OAS, em detrimento dos cooperados da Bancoop”.

Outro argumento para manter as investigações sobre Lula na Lava Jato é o envolvimento do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente; bem como de executivos da Odebrecht e da OAS, “todos investigados e muitos dos quais já denunciados no esquema de corrupção que assolou a Petrobras”, conforme Dallagnol.
O procurador também alega que foi o próprio MP-SP que entregou a investigação relacionada às vantagens supostamente recebidas por Lula ao MPF-PR, com aval do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que chefia o Ministério Público da União.
A decisão sobre a suspensão das investigações caberá a Rosa Weber, em data ainda indefinida. Já a competência sobre qual ramo do MP poderá investigar Lula poderá ser levada para decisão da Primeira Turma do STF, onde atua a ministra.


Renan RamalhoDo G1, em Brasília

Delegados e agentes manifestam 'preocupação' com troca na Justiça Entidades de servidores da PF comentaram substituição de Cardozo. Atual ministro vai para AGU; ex-procurador da BA assumirá pasta.

Entidades que representam delegados e agentes da Polícia Federal apontaram "risco" e manifestaram "preocupação" nesta segunda-feira (29) com a mudança no comando do Ministério da Justiça.
O atual ministro, José Eduardo Cardozo, será deslocado para a Advocacia-Geral da União (AGU) e, no lugar dele, assumirá o ex-procurador-geral de Justiça da Bahia Wellington Silva. A PF é subordinada à pasta.
A troca no comando do Ministério da Justiça ocorre em meio a uma pressão por parte do PT sobre o governo para que Cardozo deixasse a pasta.
Integrantes da legenda argumentavam que ele não tem controle sobre as atividades da Polícia Federal, especialmente nas investigações relacionadas à Operação Lava Jato.

Ao G1, o presidente da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), Carlos Eduardo Sobral, afirmou que, a troca aciona o “alerta” da entidade porque, para ele, o “risco” é o novo ministro da Justiça assumir o cargo com a “missão de interferir” nas investigações em curso da PF.
"Queremos ver, logo na primeira declaração dele [do novo ministro], que ele vai garantir a autonomia da PF para que continue as investigações e continue trabalhando. Queremos que ele diga que a PF vai ser prestigiada. Esta é a nossa ansiedade. Queremos ver o primeiro discurso dele nessa linha", disse Sobral.
Por meio de nota, a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), que representa os agentes, manifestou “preocupação” com a troca no comando do ministério.
Na avaliação da entidade, José Eduardo Cardozo é contra interferência política nas investigações da PF, e a saída pode representar “retrocesso” no debate sobre a reestruturação da carreira e uma “ameaça” às mudanças no atual modelo de investigação no Brasil.
Ainda assim, a Fenapef diz ver como “positiva” a indicação de Wellington Silva para substituir Cardozo “por acreditar ser um nome comprometido com o incremento do combate à corrupção e por defender a não interferência de grupos políticos existentes, dentro e fora da PF.”
Também em nota, a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) disse parabenizar e saudar a indicação do ex-procurador baiano para o cargo de ministro da Justiça.
Para a entidade, Cardozo cumpriu “importante papel” no Minitério da Justiça e é preciso que o novo ministro dê “continuidade ao fortalecimento das instituições republicanas”.
Juízes federais
Ao G1, o presidente da Associação Nacional de Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Antônio César Bochenek, disse que a entidade sempre manteve diálogo “aberto, democrático e republicano” com José Eduardo Cardozo e disse esperar que, com o novo ministro, mantenha esse tipo de diálogo.
"Esperamos que ele [novo ministro] esteja aberto ao diálogo democrático, plural e respeitoso para, juntos, conseguirmos o melhor, defendendo sempre os interesses do Brasil", declarou Bochenek.


Filipe MatosoDo G1, em Brasília

BC bloqueia R$ 35,5 mi de contas de João Santana, Mônica Moura e lobista Bloqueio dos valores ocorreu por ordem do juiz federal Sérgio Moro. Os três estão presos por suspeita de envolvimento em esquema de corrupção.

Por ordem do juiz federal Sérgio Moro, o Banco Central bloqueou R$ 35,5 milhões de contas do publicitário João Santana, da mulher dele, Mônica Moura, do lobista Zwi Scornicki e da Polis Propaganda, empresa do marqueteiro do PT.

O bloqueio foi confirmado por meio de ofício enviado ao magistrado responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância. Procurado, o Banco Central informou que "não divulga informações sobre o cumprimento de ordens judiciais de bloqueio ou desbloqueio de ativos de investigados, em razão do sigilo legal que preserva os dados bancários e o direito à intimidade"

No despacho, Moro havia autorizado o bloqueio de até R$ 25 milhões de cada uma das contas bancárias dos suspeitos. O dinheiro bloqueado estava depositado em contas bancárias que eles mantinham no Bradesco, no Itaú e no Banco Pactual.
De João Santana, o Banco Central informou ter bloqueado R$ 2,7 milhões no Bradesco e no Itaú. A autoridade monetária também congelou R$ 28 milhões de Mônica no Bradesco e no Itaú.
Outros R$ 400 mil foram bloqueados da Polis Propaganda. Por fim, comunicou o Banco Central, foram bloqueados R$ 4,4 milhões de Scornicki, engenheiro que trabalhou na Petrobras e, segundo o ex-gerente da estatal Pedro Barusco, se tornou operador de propinas.
João Santana e Mônica Moura foram presos na última terça-feira (23) na 23ª fase da Operação Lava Jato. O casal é suspeito de receber US$ 7,5 milhões desviado da Petrobras em uma conta não declarada no exterior. A prisão temporária deles, inicialmente de cinco dias, foi prorrogada por Moro por mais cinco dias na sexta-feira (26).
O marqueteiro atuou nas campanhas da presidente Dilma Rousseff (2010 e 2014) e na campanha à reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006.
Os investigadores suspeitam que o dinheiro recebido por João Santana em contas bancárias no exterior foi pagamento por serviços eleitorais prestados ao PT.
Segundo relatório da Polícia Federal, João Santana e a esposa ocultaram das autoridades os recursos recebidos no exterior porque tinham conhecimento da "origem espúria" do dinheiro.
ARTE - Dinheiro recebido por João Santana investigado na Lava Jato (Foto: Arte/G1) 
Do G1, em Brasília

Defesa de Duque alega não haver prova que dinheiro no exterior é ilícito Para MPF, ex-Petrobras recebeu propina em contas bancárias na Suíça. Ex-gerente e ex-diretor da estatal também apresentaram alegações finais.

19/03/2015 - Renato Duque depõe na CPI da Petrobras em Brasília (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) 
Renato Duque já foi condenado em uma ação da
Lava Jato (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)


A defesa do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, acusado de receber propina partir do esquema de corrupção descoberto pela Lava Jato, alega que não há provas que o dinheiro depositado nas contas bancárias no exterior, ligadas ao ex-diretor, tem origem ilícita.
A afirmação consta nas alegações finais protocoladas na Justiça Federal nesta segunda-feira (29) na ação penal em que Duque é réu ao lado de executivos ligados a Odebrecht. As alegações finais – da defesa e da acusação – correspondem à última fase na tramitação judicial antes da sentença do juiz.
Duque está preso no Complexo Médico-Penal (CMP), em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A segunda prisão dele por suposto envolvimento na Lava Jato ocorreu em março de 2015. Ele foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) oito vezes por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisão.
 
Conforme a denúncia, a Odebrecht montou uma sofisticada rede de lavagem de dinheiro com a utilização de offshores com contas na Suíça. Com isso, a companhia pôde pagar propinas a funcionários e diretores da Petrobras para fechar contratos com a estatal. Segundo as investigações, Duque era um dos beneficiários dos pagamentos de propina.
Delatores
Ex-diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa também apresentou as alegações finais no processo. Delator do esquema de corrupção, ele reiterou a importância das colaborações prestadas à investigação. No documento, a defesa pede o perdão judicial do ex-diretor.
Caso não seja concedido pelo juiz, os advogados pedem que Sérgio Moro aplique a suspensão da futura pena, conforme estabelecido no acordo de delação. A cláusula mencionada estabelece que todos os procedimentos contra Costa sejam suspensos quando a soma das penas em processos da Lava Jato ultrapassarem 20 anos - o que já ocorreu.
Da mesma forma, outros delatores do esquema, o doleiro Alberto Youssef e o ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco, também pediram para que Sérgio Moro conceda o perdão judicial a eles.
Youssef e Barusco também destacaram a relevância das informaçoes prestadas por eles na delação. Caso o juiz não conceda os perdões, as defesas querem a suspensão da condenação, já que os acordos de colaboração de ambos também preveem essa possibilidade.


 Do G1 PR

Cunha quer adiar análise de denúncia no Supremo marcada para quarta Defesa pediu análise de pedidos em sessão prévia à da próxima quarta (2). Decisão do plenário definirá se deputado vai se tornar réu na Lava Jato.

Advogados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), apresentaram nesta segunda-feira (29) ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que o plenário da Corte decida sobre dois pedidos da defesa, em "sessão própria e prévia", antes da análise, marcada para a próxima quarta (2), de uma denúncia contra o deputado.

Se acatado pelo STF, o novo pedido levaria ao adiamento da sessão do plenário que vai decidir se aceita ou não a abertura de ação penal contra Cunha dentro da Operação Lava Jato. Na sessão, os 11 ministros vão analisar a acusação da Procuradoria Geral da República de que ele recebeu ao menos US$ 5 milhões para viabilizar contrato de navios-sonda da Petrobras.

Cunha sustenta que estão pendentes de julgamento dois “agravos regimentais”, um tipo de recurso apresentando contra decisão da própria Corte.
Esses pedidos pedem reabertura de prazo para a defesa e, segundo os advogados, podem influenciar na própria formulação das alegações do deputado.
O deputado alega que ainda não teve acesso a “elementos informativos produzidos pelos órgãos estatais”, relativos à investigação. Num dos agravos, ele pede que o Ministério Público anexe à denúncia todos os depoimentos de Júlio Camargo, ex-executivo da empresa Toyo Setal e um de seus delatores.
“O julgamento desses agravos regimentais deve anteceder não só à análise do recebimento ou rejeição da denúncia, mas devem ocorrer em sessão própria, a fim de se evitar uma tramitação tumultuada do processo penal, sobretudo diante da grande quantidade de questões fáticas e jurídicas em debate no caso concreto”, afirmam os advogados.
Se a denúncia contra Cunha for aceita pelo STF, ele passará à condição de réu num processo criminal. A decisão só pode ser proferida pelo plenário do Supremo, que se reúne somente às quartas e quintas.
Na semana passada, o presidente da Corte, Ricardo Lewandowski, colocou a acusação como primeiro item da pauta da próxima quarta (2).
Desde de que surgiram as suspeitas, Cunha tem negado as acusações da PGR e alega perseguição política por parte de Janot. Na época em que a denúncia foi feita, em nota, Cunha afirmou nunca ter recebido "qualquer vantagem de qualquer natureza, de quem quer que seja, referente à Petrobras ou a qualquer outra empresa, órgão público ou algo do gênero".

Eduardo Cunha também é alvo de um pedido de afastamento do cargo de presidente da Câmara, feito pela PGR. O pedido ainda não tem previsão para ser analisado. O procurador diz que cunha usou o cargo de presidente para atrapalhar as investigações da operação Lava Jato.

O parlamentar ainda é alvo de outro inquérito, que investiga se ele é dono de contas na suíça que não foram declaradas à autoridades brasileiras. A apuração também visa identificar se houve evasão de divisas e lavagem de dinheiro na remessa de recursos ao exterior. Cunha alega que as contas não estão em seu nome, mas que ele é usufrutário delas.




Renan RamalhoDo G1, em Brasília

Cunha envia ao STF defesa sobre pedido de afastamento feito por PGR Janot quer que STF afaste Cunha da presidência da Câmara e do mandato. Pedido é tentativa de condenação antecipada e não há provas, diz Cunha.

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), apresentou defesa ao Supremo Tribunal Federal (STF) para rebater pedido de seu afastamento do cargo feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Janot argumenta que Cunha utiliza a função para obstruir as investigações da Operação Lava Jato e o andamento de uma representação contra ele no Conselho de Ética da Câmara, constrangendo e intimidando parlamentares, réus colaboradores, advogados e agentes públicos.
Caberá ao Supremo decidir sobre o pedido, que inclui afastamento tanto do comando da Câmara quanto do mandato de deputado federal.

Condenação antecipada
Segundo Cunha, o pedido feito pelo procurador-geral é uma tentativa de condenação antecipada, já que um parlamentar só pode perder o mandato se for condenado com trânsito em julgado (quando não há mais chance de recursos pela defesa).
Sua saída do cargo, neste momento, argumenta, contraria o princípio da presunção de inocência.
"A simples existência de uma denúncia criminal ou de uma investigação criminal jamais pode acarretar a perda de mandato parlamentar. Tal consequência somente pode advir, ao final do processo penal, de uma decisão condenatória penal transitada em julgado. Ademais, a denúncia pode não ser recebida, ou se recebida, o réu pode ser inocentado", diz a peça.
 Questão político-administrativa'
Cunha diz ainda que um eventual afastamento por questões políticas teria que ser tratado dentro do Congresso Nacional, e não no STF. Ele também questiona a legitimidade do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para questionar a permanência dele no cargo, por se tratar de "questão político-administrativa", de competência do Parlamento.
A defesa do peemedebista diz que o PGR não apresentou nenhuma prova concreta de que houve uso indevido do cargo para benefício próprio e alega que o pedido é desproporcional, porque aponta meras suposições e indícios frágeis.
Para Cunha, a medida de afastamento é "desarrazoada", "completamente desnecessária" e "improcedente", por se basear em pressupostos "falsos".
O contraditório está sendo feito previamente e, a despeito do tempo decorrido desde o ajuizamento da ação cautelar, não se verificou a propalada instabilidade política em razão da permanência do ora requerente no cargo durante esse período"
Eduardo Cunha,
em defesa apresentada ao STF
"Impedir eventual instabilidade política não é, nem pode ser objetivo de qualquer das medidas cautelares penais, nem é atribuição do Procurador-Geral da República agir com tal finalidade. O contraditório está sendo feito previamente e, a despeito do tempo decorrido desde o ajuizamento da ação cautelar, não se verificou a propalada instabilidade política em razão da permanência do ora requerente no cargo durante esse período", diz a defesa.

Cunha já disse, em mais de uma ocasião, que por iniciativa própria não irá se afastar da presidência da Câmara nem se virar réu em processo penal da Lava Jato. O STF deve julgar nesta quarta-feira (2) se aceita ou não denúncia contra ele.

11 motivos
Para contestar o afastamento, a defesa de Cunha sustenta que os onze motivos apontados pelo procurador para requerer o afastamento são "meras suposições", sem provas concretas (confira abaixo cada um dos motivos alegados pela PGR, bem como as respostas da defesa).

"Não tem qualquer consistência, seja porque os fatos narrados são meras suposições do PGR -- ou dizem respeito expressamente a outras pessoas e não ao requerido --, seja porque se referem a fatos importados de notícias veiculadas na mídia, sem que tenham sido confirmados por elementos probatórios."
Eduardo Cunha rebate ainda o suposto uso de aliados para se beneficiar -- ele diz que, na atuação parlamentar, "nunca precisou e jamais se utilizou dos serviços de quem quer que seja".

Análise após denúncia
No início deste mês, o ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Lava Jato no STF, indicou que a decisão sobre o afastamento poderá ocorrer só depois que o plenário tomar uma decisão sobre a denúncia apresentada em agosto contra Cunha.
A acusação é de que ele teria recebido ao menos US$ 5 milhões de propina para viabilizar a contratação de dois navios-sonda para a Petrobras, o que ele nega. O presidente da Câmara nega. Ele também desafiou que se provasse que pediu propina. Para ele, o delator que apontou a suposta vantagem foi obrigado a mentir.
A decisão do plenário de receber ou rejeitar a denúncia está marcada para a próxima quarta (2). Além do pedido de afastamento e da denúncia, ainda tramita no STF um inquérito sobre contas secretas supostamente mantidas pelo deputado na Suíça para receber dinheiro de origem ilícita. Cunha nega ser titular de contas bancárias no exterior.

Veja abaixo o que diz a defesa de Cunha para rebater, ponto a ponto, os argumentos da PGR:
1) Janot diz que Cunha fez uso de requerimentos para pressionar pagamento de propina do empresário Júlio Camargo e o grupo Mitsui. Já havia casos de requerimento para pressionar dirigentes de empresas de petróleo.
O deputado sustenta não ser o autor de requerimentos. Diz que é comum o uso de documentos anteriores servirem de modelo e que, ao se fazer isso, o autor dos metadados permanece. Relatos de delatores sobre ele ter feito requerimentos não são provas e Solange admitiu ter feito os documentos.
2) Para a PGR, Eduardo Cunha estava por trás de requerimentos e convocações feitas a fim de pressionar donos do grupo Schahin com apoio do doleiro Lúcio Funaro. Depoimentos de Salim Schahin confirmam isso. Lúcio Funaro pagou parte de carros em nome da empresa C3 Produções Artísticas, que pertence à família de Cunha.
Cunha diz que procurador quer imputar a Cunha a autoria de 36 requerimentos de diversos parlamentares. Janot não provou que isso aconteceu. Defesa diz que Schahin fez acordo de delação reconhecendo ilícitos e pagamento de dívidas do PT, e que requerimentos poderiam ter revelado atividades ilícitas do grupo, mas que PGR não quis investigar. "É realmente muito estranha a atitude adotada pela acusação."
3) PGR diz que Eduardo Cunha atuou para convocar a advogada Beatriz Catta Preta na CPI da Petrobras para “intimidar quem ousou contrariar seus interesses”
O deputado afirma que o procurador não apontou nenhuma prova de que Cunha atuou pela convocação da advogada. Diz ainda que é "notoriamente avesso" ao governo, e que o autor do requerimento virou ministro de Estado. Ironizou: "Será que o órgão acusador considera ter sido ele indicado pelo ora requerente?" Destaca que a própria advogada disse que não havia ameaça concreta, mas sim era seu sentimento pessoal.
4) Janot acusa Cunha de atuar para contratação da empresa de espionagem Kroll pela CPI da Petrobras, “empresa de investigação financeira com atuação controvertida no Brasil".
Cunha diz que a contratação da Kroll foi aprovada pela CPI da Petrobras, que tem autonomia.
5) PGR afirma que Eduardo Cunha usou a CPI para convocação de parentes de Alberto Youssef, como forma de pressão.
Defesa afirma que nenhum dos requerimentos citados é de autoria de Cunha.
6) PGR afirma que Eduardo Cunha abusou do poder com a finalidade de mudar a lei e impedir que um delator corrija o depoimento.
Cunha afirmou que o projeto de lei seria votado de forma conclusiva em comissão e não plenário, porque isso consta do regimento.

7) PGR diz que Eduardo Cunha mostrou que retalia quem o contraria com a demissão do diretor de informática da Câmara, Luiz Eira.
Cunha afirmou que a dispensa do diretor não tem relação com requerimentos e trata-se de cargo de livre provimento. Que a troca de chegia não tem condão de impedir investigação.
8) PGR diz que Eduardo Cunha usou cargo de deputado para receber vantagens indevidas para aprovar parte de medida provisória de interesse do banco BTG.
Cunha rebate, dizendo que recebimento de valores em troca de MPs é "mera ilação" e que não há nos inquéritos contra Cunha nenhum indício sobre isso.

9) Janot diz que Eduardo Cunha fez "manobras espúrias" para evitar investigação na Câmara com obstrução da pauta com intuito de se beneficiar.
Cunha diz que PGR não se refere a atos para interferir em inquéritos e, de qualquer forma, afirma que Eduardo Cunha só agiu dentro de suas atribuições como presidente da Câmara.
10) PGR afirma que Eduardo Cunha fez ameaças ao deputado Fausto Pinato (PRB-SP), ex-relator do processo de cassação no Conselho de Ética da Câmara.
Cunha diz que supostas ameaças não passam de indevida ilação. E cita que o "coagido deputado Fausto Pinato é reu perante este Supremo Tribunal Federal por ter, supostamente, praticado o crime de denunciação caluniosa".
11) PGR afirma que Eduardo Cunha teria voltado a reiterar ameaças a Fausto Pinato.

Cunha diz que falta elemento mínimo que ligue Cunha a supostas ofertas a Fausto Pinato.



Mariana OliveiraDa TV Globo, em Brasília

Justiça Federal ouve testemunhas de acusação de ação que envolve Bumlai Audiência começou às 14h desta segunda (29), na capital paranaense. Além de Carlos Bumlai, Vaccari e mais sete são réus nesta ação penal.

Pecuarista José Carlos Bumlai participa de sessão da CPI do BNDES nesta terça (1º) (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo) 
Pecuarista José Carlos Bumlai está preso em
Complexo Médico-Penal
Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)


A Justiça Federal ouve nesta segunda-feira (29) três testemunhas de acusação em uma ação penal que envolve o pecuarista e empresário José Carlos Bumlai. Os depoimentos começaram por volta das 14h.
Também são réus nesta ação o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores João Vaccari Neto, que está preso no Paraná, um dos acionistas do grupo Schahin Salim Schahin e outras sete pessoas.
As testemunhas que serão interrogadas são: Robson Cecílio, que é auditor da Petrobras e Waldemar Marlo e Ivan Marques Liza, que são funcionários do grupo Schahin.
José Carlos Bumlai confessou em depoimento dado à Polícia Federal, em Curitiba, em fevereiro, que houve fraude na quitação do empréstimo de R$ 12 milhões feito por ele no Banco Schahin. Ele disse também acreditar que o dinheiro seria para pagar dívidas de campanha eleitoral em Campinas (SP) e para "caixa 2" do Partido dos Trabalhadores (PT).

No depoimento, o pecuarista disse que o empréstimo foi acertado em uma reunião durante uma noite de outubro de 2004, na sede do banco, em São Paulo.
Estavam presentes, segundo ele, o então presidente do Banco Schahin, Sandro Tordin, Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, e profissionais da área de propaganda e marketing, que segundo Bumlai, prestavam serviços para ele e para partidos políticos.
O empresário contou que os profissionais da área de propaganda e marketing afirmaram que precisavam levantar recursos para campanhas que estavam entrando em segundo turno e que Delúbio Soares disse que gostaria de ter acesso à parte do recurso. De acordo com o pecuarista, Delúbio também não esclareceu o percentual do empréstimo que seria destinado ao PT.
Bumlai declarou à Polícia Federal que não foi dito o destino do dinheiro. Ele disse também, conforme o depoimento, ter entendido que Delúbio representava os interesses do PT na reunião.
O pecuarista afirmou que a conversa que teve com Sandro Tordin, quando houve o primeiro vencimento do empréstimo, o fez concluir que "o retardo na quitação do empréstimo estava acompanhado de interesses escusos do Grupo Schahin em eventualmente conseguir contratos para operação de sondas na Petrobras".

Reforma em sítio
Depoimentos dados ao Ministério Público de São Paulo apontam que o pecuarista José Carlos Marques Bumlai e as construtoras OAS e Odebrecht pagaram pela reforma e pelos móveis de um sítio em Atibaia, no interior do estado, frequentado pelo ex-presidente Lula e sua família.
Bumlai é dono da Usina São Fernando, que, segundo indicam os depoimentos, teria bancado parte da reforma do sítio.
Os depoimentos foram dados por profissionais contratados para fazer a obra no sítio. Um deles é Adriano Fernandes dos Anjos, ex-dono da Fernandes dos Anjos & Porto Montagem de Estruturas metálicas Ltda. Ele contou aos promotores que prestava serviço para a usina de Bumlai e que a usina o contratou para fazer uma estrutura metálica na casa do sítio em Atibaia.
Dos Anjos afirmou que ficou na cidade de 30 a 40 dias e que recebeu cerca de R$ 40 mil de mão de obra pelo serviço. O pagamento foi feito pela Usina São Fernando por meio de depósito bancário. O sogro de dos Anjos confirmou à reportagem que ele trabalhou na obra “por intermédio do pessoal da usina” de Bumlai.



Adriana JustiDo G1 PR

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