A queda de 1,9% no PIB do segundo
trimestre deste ano, divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE, foi maior do
que a prevista por analistas. Economistas consultados pela agência de
notícias Bloomberg estimavam, na média, uma retração de 1,7%. Isso levou
a revisões do resultado para o ano. E, logo após a divulgação do
instituto, foram divulgados novas expectativas para o este ano e o
próximo. A pior delas para 2015 é de que a atividade econômica encolha
até 2,7%.
Já a inflação de 2015 deu trégua pela
segunda semana seguida. Em vez de 9,29%, a expectativa para este ano é
que o IPCA fique em 9,28%. O relatório divulgado na semana passada
mostrara, pela primeira vez desde abril, uma redução na expectativa para
o índice oficial de preços este ano.
Por outro lado, houve piora pela quarta
semana seguida na perspectiva para a inflação no ano que vem. Em vez de
um IPCA de 5,50%, os economistas apostam que a taxa fique em 5,51% —
acima da meta de inflação do Banco Central, que é de 4,5%, podendo
variar dois pontos para cima ou para baixo.
Em relação ao dólar, o relatório Focus
mostrou a manutenção da taxa de câmbio prevista tanto para o fim de 2015
quanto para 2016. Depois de cinco altas seguidas, os economistas
mantiveram em R$ 3,50 o valor esperado para a moeda americana em
dezembro deste ano. Já para o ano que vem, a previsão foi mantida pela
segunda semana consecutiva em R$ 3,60.
A taxa básica de juros, a Selic, deve
ser mantida no atual patamar, de 14,25%, segundo os economistas, que não
alteraram essa projeção pela quinta semana seguida. Para o ano que vem a
pesquisa mostrou manutenção da expectativa em 12%.
O Globo
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