segunda-feira, 31 de agosto de 2015

O fracasso da investigação da Câmara, a mando de Eduardo Cunha

Por Época
Nas semanas que antecederam a denúncia do presidente da Câmara,Eduardo Cunha (PMDB-RJ), chegou a recordes históricos o nível de tensão entre a Procuradoria-Geral da República e o Congresso. Do lado dos parlamentares, aliados de Cunha propagavam versões de conchavos entre o Planalto e o procurador-geral, Rodrigo Janot. Já alguns procuradores que integram a força-tarefa da Lava Jato em Brasília desconfiavam que estavam sendo espionados pela empresa de investigação Kroll, contratada pela CPI da Petrobras. Por essa razão, em 20 de agosto Janot pediu à comissão o acesso ao relatório da Kroll. Se colocar a mão no material, que está sob sigilo, Janot apenas constatará o desperdício de dinheiro público.
Trata-se, afinal, de um extenso resumo de pesquisas primárias feitas na internet e recheado de dados públicos. ÉPOCA teve acesso, com pessoas ligadas à Kroll, ao documento de 162 páginas, classificado como “privado e confidencial” e entregue à CPI. Nos seis capítulos que compõem o material, há inúmeras referências a reportagens publicadas pela imprensa, erros de português e de informação, além de confusões primárias entre os nomes dos investigados – um trabalho que custou R$ 7.284,81 por página e poderia ter sido feito por qualquer estudante universitário com acesso à internet.
A CPI da Petrobras até que tentou dar uma mãozinha para a investigação da Kroll. Forneceu documentos de empresas, imóveis, contas bancárias, faturas de cartão de crédito e relatórios obtidos com a quebra de sigilo telefônico de alguns dos 12 “alvos” escolhidos pelo presidente da comissão, Hugo Motta (PMDB-PB), ligado ao presidente da Câmara. Conforme ÉPOCA antecipou em julho, entre os alvos prioritários da Kroll estava o lobista Júlio Camargo.
Ao longo de seu relatório, a Kroll apresenta um resumo sobre cada um dos personagens, listando formação acadêmica, histórico profissional, processos na Justiça, nomes de familiares, uma relação de bens disponíveis em bancos de dados públicos, como juntas comerciais e cartórios, e o que saiu na mídia a respeito deles. Algumas dessas informações foram coletadas em redes sociais. Já os indícios de patrimônio escondido no exterior foram levantados a partir de documentos subsidiados pela própria CPI, como gastos realizados com cartões de crédito fora do Brasil ou relatórios de telefonemas internacionais. No caso do doleiro Alberto Youssef, do telefone registrado em nome da sua empresa GFD Investimentos foram feitas ligações para países como Estados Unidos, Suíça, Espanha, Cingapura, Paraguai e Argentina.
Veja matéria completa aqui

Blog do BG

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Veja os citados na pesquisa Exatus para deputado federal no RN

  Faltando pouco mais de cinco meses para a eleição, seis em cada dez eleitores do Rio Grande do Norte ainda não decidiram em quem votar par...