O Hospital DF Star, em Brasília, informou na tarde desta sexta-feira (26) que realizou ajustes no esquema medicamentoso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com o objetivo de controlar soluços persistentes e a doença do refluxo gastroesofágico, condições que vêm interferindo diretamente em seu conforto e na evolução clínica do pós-operatório.
Bolsonaro permanece internado desde a última quarta-feira (24) e, até o momento, não há previsão de alta hospitalar. De acordo com o boletim médico, ele se encontra em cuidados pós-operatórios após ser submetido, na quinta-feira (25), a uma herniorrafia inguinal bilateral por via convencional.
Além da reabilitação com fisioterapia e do reforço da analgesia, a equipe médica decidiu modificar o protocolo farmacológico para reduzir estímulos que agravam os soluços e o refluxo. O hospital também adotou medidas preventivas contra trombose, procedimento padrão em pacientes submetidos a cirurgias e com mobilidade reduzida no período pós-operatório imediato.
Para esta sexta-feira, não estão previstos novos exames complementares nem procedimentos invasivos.
O boletim é assinado pelos quatro médicos responsáveis pelo acompanhamento clínico do ex-presidente.
Monitoramento contínuo
O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) informou que os medicamentos utilizados para conter os soluços atuam no sistema nervoso central, o que exige acompanhamento constante. Segundo ele, a equipe avalia alternativas terapêuticas caso o controle farmacológico não se mostre suficiente.
Carlos afirmou ainda que ele e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro têm se revezado no monitoramento do ex-presidente, especialmente durante o sono, em razão de um quadro considerado severo de apneia, com mais de 90 episódios por hora, o que demanda vigilância contínua no período pós-operatório.
Além do tratamento medicamentoso, Bolsonaro segue sendo acompanhado por cardiologista e fisioterapeuta, dentro de um protocolo de manejo clínico integrado.
Em publicação nas redes sociais, Michelle Bolsonaro informou que o ex-presidente conseguiu se alimentar, realizou sessões de fisioterapia e permanece sob uso de sedativos e analgésicos para controle da dor — fatores que também influenciam a rotina de monitoramento.
O hospital reforçou que, no momento, a estratégia prioriza tratamento clínico e acompanhamento contínuo, sem indicação imediata de novos procedimentos.
Fonte: Hora Brasília
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