A autônoma Tainara Souza, de 31 anos, morreu na noite de quarta-feira (25), véspera de Natal, após passar 25 dias internada em hospitais da capital paulista. Ela havia sido brutalmente atropelada e arrastada por mais de um quilômetro pelo carro conduzido por Douglas Alves da Silva, de 26 anos, seu ex-companheiro, em um ataque que chocou o país.
O crime ocorreu na manhã de 29 de novembro, quando Tainara deixava um bar no bairro Parque Novo Mundo, na Zona Norte de São Paulo, e seguia em direção à Marginal Tietê. Imagens registradas por câmeras de segurança mostram o momento em que a vítima é atingida e arrastada, gerando forte comoção e indignação nas redes sociais.
Gravemente ferida, Tainara foi submetida a mais de cinco procedimentos cirúrgicos e teve as duas pernas amputadas devido à extensão das lesões. Apesar dos esforços médicos, ela não resistiu às complicações e morreu no hospital, transformando o enquadramento criminal do caso de tentativa de feminicídio para feminicídio consumado.
Douglas fugiu do local sem prestar qualquer tipo de socorro. Ele foi preso no dia seguinte, após tentar tomar a arma de um policial durante abordagem, e permanece à disposição da Justiça.
Na véspera de Natal, familiares foram chamados ao hospital para se despedir. Mãe de dois filhos, Tainara era conhecida por amigos como uma mulher alegre, batalhadora e muito ligada ao futebol de várzea da capital.
Em publicação nas redes sociais, Lúcia Aparecida da Silva, mãe da vítima, desabafou:
“Acabou o sofrimento da minha filha. Agora esperamos por justiça.”
Movimentos de defesa dos direitos das mulheres voltaram a cobrar providências das autoridades diante do avanço da violência de gênero, especialmente nas regiões periféricas, onde os índices de feminicídio seguem em alta.
Fonte: Polícia Civil de São Paulo
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