A investigação da Operação Mederi, conduzida pela Polícia Federal do Brasil, avançou nas últimas semanas e passou a apontar novos desdobramentos envolvendo um suposto esquema de desvio de recursos públicos na área da saúde de Mossoró.
De acordo com documentos divulgados pelo jornalista Dinarte Assunção, interceptações telefônicas realizadas no âmbito da operação indicam que uma mulher identificada nas conversas apenas como “Fátima” teria sido mencionada como possível destinatária de cerca de 10% das comissões ilícitas relacionadas a contratos firmados com a administração municipal.
As conversas analisadas teriam sido captadas no escritório da DISMED Distribuidora de Medicamentos, onde investigados discutiriam a divisão de valores provenientes de contratos públicos. Segundo a apuração, a empresa recebeu mais de R$ 3,3 milhões em pagamentos do município.
A estimativa da Polícia Federal aponta que aproximadamente R$ 833 mil podem ter sido destinados a pagamentos indevidos, dos quais cerca de R$ 333 mil teriam sido atribuídos à pessoa citada como “Fátima”. Os investigadores, contudo, ressaltam que a identificação formal dessa pessoa ainda depende de diligências complementares.
Nos diálogos interceptados também aparece a menção ao nome “Allyson”, referência que, na avaliação preliminar dos investigadores, pode estar relacionada ao prefeito Allyson Bezerra. Até o momento, não há confirmação oficial de vínculo direto, e o material segue sob análise.
Outro ponto que chamou atenção da investigação foi a citação ao cantor Gusttavo Lima, o que levantou suspeitas sobre possível conexão entre contratos da saúde e a realização de eventos no município — hipótese que também permanece em apuração.
A Polícia Federal reforça que o inquérito continua em andamento e que as conclusões dependem do avanço das investigações, garantindo-se aos citados o direito ao contraditório e à ampla defesa.
Fonte: Blog do Dina — Dinarte Assunção / Blog do Belo.
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