segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Protestos pela morte do cão Orelha mobilizam capitais; Polícia afasta suspeita contra adolescente

 

A morte do cão comunitário Orelha segue provocando forte comoção e mobilização popular em diversas capitais brasileiras. Manifestações estão previstas neste fim de semana em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Florianópolis e Brasília, em protesto contra os maus-tratos que levaram à morte do animal.

No Rio de Janeiro, duas caminhadas estão programadas: a primeira às 10h, no Aterro do Flamengo, e a segunda às 16h, em Copacabana. Em Belo Horizonte, o ato teve início às 10h, na Feira Hippie, enquanto em Florianópolis, cidade onde o cão foi agredido, a manifestação ocorre no trapiche da Avenida Beira-Mar Norte, no centro, também às 10h.

Já em Brasília, um protesto foi realizado neste sábado (31) no Parque Dog, localizado no Setor Sudoeste.

Investigações

Paralelamente às manifestações, a Polícia Civil de Santa Catarina divulgou atualização sobre o andamento das investigações. Segundo a corporação, um dos adolescentes que teve a imagem divulgada como suspeito passou a figurar como testemunha no inquérito.

De acordo com a polícia, o jovem não aparece nos materiais audiovisuais analisados até o momento. Além disso, a família apresentou provas de que ele não estava na Praia Brava, em Florianópolis, local onde ocorreram os fatos, no período investigado.

A Polícia Civil informou ainda que já ouviu o último adolescente que faltava ser ouvido no inquérito policial. Até o momento, os investigadores não encontraram indícios de que os maus-tratos contra o cão comunitário estejam ligados a grupos criminosos que utilizariam redes sociais para promover desafios entre jovens.

O cão Orelha foi agredido no dia 4 de janeiro e, em razão da gravidade dos ferimentos, acabou sendo submetido à eutanásia. Inicialmente, quatro adolescentes figuravam como suspeitos pela agressão.

As investigações também resultaram no indiciamento de três adultos, suspeitos de coagir ao menos uma testemunha durante o curso do inquérito. A polícia informou ainda que foi descartada a hipótese de que os adolescentes investigados tenham tentado afogar outro animal, um cachorro conhecido como Caramelo, na mesma praia.

Em cumprimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), os nomes, idades e localizações dos adolescentes envolvidos não são divulgados, uma vez que o procedimento tramita sob sigilo absoluto.

Fonte: Matheus Leite e John Pacheco / CBN
Foto: Reprodução / Redes Sociais

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