segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Policial civil é preso suspeito de estuprar mulher dentro de delegacia em sala destinada a vítimas

 

Um investigador da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, de 41 anos, foi preso sob suspeita de estuprar, ameaçar e violentar psicologicamente uma mulher de 28 anos dentro do prédio onde funciona a Delegacia de Sidrolândia, no interior do estado. O crime teria ocorrido em uma sala lilás, espaço reservado exclusivamente para o atendimento de vítimas de violência.

De acordo com a Corregedoria da Polícia Civil, a vítima — natural da Paraíba — relatou que, no mês de abril, foi retirada da cela em duas ocasiões e levada à sala destinada ao acolhimento de mulheres vítimas de violência. No local, segundo o depoimento, ela teria sido violentada sexualmente pelo investigador, que atua na corporação desde 2014.

O corregedor-geral da Polícia Civil, Márcio Rogério Faria Custódio, informou que o policial nega as acusações, mas destacou que não pode fornecer detalhes sobre o caso, uma vez que a apuração corre sob segredo de Justiça. A defesa do investigador, representada pelo advogado Márcio Sandim, também afirmou não poder se manifestar pelo mesmo motivo.

Na última terça-feira (3), a Justiça de Mato Grosso do Sul aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público estadual, tornando o policial réu pelos crimes de estupro, importunação sexual e violência psicológica contra a mulher. A acusação foi acolhida por uma juíza da comarca de Sidrolândia.

Em decisão paralela, a Justiça determinou a libertação da vítima, que estava presa preventivamente por suspeita de tráfico. O magistrado entendeu que, embora a prisão atendesse inicialmente aos requisitos legais, a ocorrência do estupro tornava ilegal a permanência da mulher no local, uma vez que ela passou a figurar na condição de vítima, sendo necessário resguardar sua integridade física e psicológica.

A mulher foi colocada em liberdade e responderá ao processo em sua cidade natal, na Paraíba.

O caso é acompanhado pela Corregedoria da Polícia Civil e pelo Ministério Público, e segue sob investigação.

Fonte: Agora RN
Foto: Reprodução

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