quinta-feira, 18 de maio de 2017

Cenas indicam entrega de propina aos indicados de Temer e de Aécio, diz jornal Deputado Rocha Loures (PMDB-PR) e Frederico Pacheco de Medeiros foram flagrados em ações contraladas da PF.

Imagens que integram o conjunto da delação da JBS indicam a entrega de propina aos indicados do presidente Michel Temer (PMDB) e do senador Aécio Neves (PSDB). As cenas foram divulgadas pelo colunista Lauro Jardim, do jornal "O Globo".
As cenas mostram, de acordo com os delatores, a entrega de R$ 500 mil para o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). A entrega, feita por Ricardo Saud, diretor da JBS, ocorreu em São Paulo. Depois de passar por três endereços em um mesmo encontro (um café em um shopping, um restaurante e uma pizarria), Loures deixa a pizzaria levanda uma mala preta com o dinheiro.
Em outra situação, a Polícia Federal (PF) filmou o primo de Aécio, Frederico Pacheco de Medeiros, recebendo R$ 1,5 milhão de um total de R$ 2 milhões solicitados pelo senador para os donos da JBS. A entrega ocorreu em 28 de abril.
Em nota, a defesa de Aécio diz que ele recebeu legalmente empréstimo de empresário.
Veja abaixo as cenas conforme foram divulgadas pelo jornal "O Globo":

Entrega para Rocha Loures

Entrega de dinheiro a Loures (Foto: Reprodução/O Globo) Entrega de dinheiro a Loures (Foto: Reprodução/O Globo)
Entrega de dinheiro a Loures (Foto: Reprodução/O Globo)

Primeira entrega para primo de Aécio

Entrega de dinheiro ao primo de Aécio Neves (Foto: Reprodução/O Globo) Entrega de dinheiro ao primo de Aécio Neves (Foto: Reprodução/O Globo)
Entrega de dinheiro ao primo de Aécio Neves (Foto: Reprodução/O Globo)

Segunda entrega para primo de Aécio

Segunda entrega para primo de Aécio (Foto: Reprodução/O Globo) Segunda entrega para primo de Aécio (Foto: Reprodução/O Globo)
Segunda entrega para primo de Aécio (Foto: Reprodução/O Globo) 

 Por G1
 

Hemonorte espera reunir 150 doadores em parceria com Assembleia

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A servidora Ana Carolina Duarte não pensou duas vezes. Depois de chegar à Procuradoria de Finanças da Assembleia Legislativa e realizar as primeiras atividades do dia, dedicou alguns minutos da sua rotina para um ato nobre: doar sangue. O gesto de Ana Carolina foi facilitado graças à ação conjunta entre a Casa Legislativa e o Hemonorte, que ao longo de todo o dia de hoje (18) está coletando sangue junto aos servidores legislativos e população. O objetivo principal é reforçar o estoque de bolsas de sangue do centro de coleta. A unidade móvel de coleta de sangue estará instalada na Praça Sete de Setembro, Centro da cidade, até às 17h .
“A proximidade ajuda muito. Eu sou doadora, mas já fazia um certo tempo que não conseguia me organizar e ir até o Hemonorte. É muito importante doar sangue, não precisa ter medo”, tranquiliza a servidora da Assembleia, Ana Carolina.
O procedimento todo demora de 10 a 15 minutos, contando a  entrevista, exames e a doação em si. A iniciativa da campanha é do setor de Saúde da Casa, que se sensibilizou com o reduzido estoque de sangue registrado pelo Hemonorte.
Essa é a segunda vez que a Casa faz parceria com o Hemonorte. “Fizemos no ano passado e estamos novamente promovendo essa ação em favor do abastecimento do banco de sangue do centro, que está reduzido à metade”, explica o coordenador de Saúde da Assembleia, Ricardo Fonseca.
A visibilidade promovida pela localização desta campanha é muito importante pela sensibilização que provoca nas pessoas. “A acessibilidade que dá às pessoas pelo simples fato de estar no Centro da Cidade é muito positiva”, destaca a coordenadora de campanhas do Hemocentro, Miriam Mafra.
Além dos servidores da Assembleia Legislativa, a população também pode participar da ação. A expectativa é que pelo menos 150 pessoas façam a doação na unidade móvel. De acordo com informações da Divisão de Serviço Social do Hemonorte, cada doação de sangue pode salvar até quatro vidas.
Quem pode doar
Podem doar pessoas entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos de idade precisam de consentimento do responsável legal); ser saudável; pesar acima de 50 kg; ter dormido 6 horas na noite anterior; não ter tomado vacinas nos últimos 40 dias; evitar alimentos gordurosos antes da doação; não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores; e apresentar um documento oficial com foto.



 por Robson Pires

Após delações da JBS, FHC defende respeito à Constituição e sugere até renúncia Dono da JBS gravou presidente Michel Temer dando aval para compra do silêncio de Eduardo Cunha e senador afastado Aécio Neves (PSDB) pedindo R$ 2 milhões.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou nesta quinta-feira (18) que os políticos atingidos pelas delações de executivos do frigorífico JBS "têm o dever" de dar explicações e que, se elas não forem convincentes, devem "facilitar a solução" para a crise política, nem que seja com a "renúncia" aos seus cargos. Ele defendeu que a saída para a crise deve ocorrer "no absoluto respeito à Constituição."
Na quarta (17), o jornal "O Globo" revelou que o dono do JBS, Joesley Batista, gravou o presidente Michel Temer dando aval para a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Batista, ainda de acordo com o jornal, também gravou o presidente do PSDB e senador afastado Aécio Neves pedindo R$ 2 milhões para pagar despesas com advogados. Aécio foi afastado do cargo pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e a irmã dele foi presa pela Polícia Federal.
"Os atingidos por elas [denúncias] têm o dever de se explicar e oferecer à opinião pública suas versões. Se as alegações de defesa não forem convincentes, e não basta argumentar são necessárias evidências, os implicados terão o dever moral de facilitar a solução, ainda que com gestos de renúncia. O país tem pressa. Não para salvar alguém ou estancar investigações", afirmou FHC em texto publicado em sua página no Facebook.
Post de Fernando Henrique Cardoso (Foto: Reprodução) Post de Fernando Henrique Cardoso (Foto: Reprodução)
Post de Fernando Henrique Cardoso (Foto: Reprodução)
Ainda de acordo com o ex-presidente, "a solução para a grave crise atual deve dar-se no absoluto respeito à Constituição." A eventual saída de Temer implicaria na realização de eleições indiretas, ou seja, o novo presidente seria escolhido pelo Congresso. Isso porque resta menos da metade do mandato presidencial, que teve início em 2015.
Fernando Henrique disse ainda que "é preciso saber com maior exatidão os fatos que afetaram tão profundamente nosso sistema político e causaram tanta indignação e decepção" e defendeu a "publicidade" das gravações envolvendo os políticos, que estão sob sigilo.
 (Foto: Editoria de Arte/G1)  (Foto: Editoria de Arte/G1)
(Foto: Editoria de Arte/G1) 


 Por G1, Brasília

Turbulência na política: os principais desdobramentos da delação da JBS nesta quinta (18) Dia já teve afastamento de Aécio, nova operação da PF e a revelação de mais informações sobre a delação da JBS; veja.

A delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos do frigorífico JBS, abalou o mundo político e desencadeou uma nova operação da Polícia Federal. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi afastado das suas funções, e o presidente Michel Temer cancelou seus compromissos. Ele deve fazer um pronunciamento para a nação às 16h. A Bovespa caiu tanto que chegou a ser interrompida, e o Congresso começa a receber pedidos de impeachment e propostas de eleições diretas.
Entenda os principais acontecimentos do dia:

Delações da JBS

Michel Temer

Afastamento de Aécio Neves

Operação Patmos

Pedidos para renúncia e impeachment

Reações do mercado

E se Temer sair?

  • Pela Constituição, tanto na hipótese de renúncia quanto num eventual cenário de impeachment, deverão ser realizadas novas eleições.
  • Conforme o Artigo 81, como faltam menos de dois anos para o fim do mandato (que se encerra em dezembro de 2018), a eleição seria feita pelos deputados e senadores, 30 dias depois da vacância no cargo.
  • Até lá, assume interinamente o presidente da Câmara, posto atualmente ocupado por Rodrigo Maia (DEM-RJ).
  • Para haver uma eleição direta, os parlamentares devem votar uma proposta que altere a Constituição. 


DO G1

PF cumpre mandado de busca e apreensão no Cade e apura favorecimento à JBS Operação buscou documentos sobre processo envolvendo JBS e Petrobrás no setor de gás. Deputado Rocha Loures teria recebido propina para defender interesses da JBS no conselho.


A Polícia Federal cumpriu nesta quinta-feira (18) um mandado de busca e apreensão na sede do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em Brasília.
A operação faz parte de uma investigação que apura se o deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) recebeu propina para defender interesses da JBS em um processo em tramitação no Cade e que envolvia fornecimento, pela Petrobras, de gás natural a uma usina termelétrica operada pelo grupo do empresário Joesley Batista.
Na quarta (17), "O Globo" divulgou reportagem que aponta que o presidente Michel Temer indicou Rocha Loures para resolver a disputa relativa ao preço do gás fornecido pela Petrobras à termelétrica do grupo JBS.
Segundo a reportagem, Loures teria telefonado para o presidente interino do Cade, Gilvandro Araújo, para interceder pelo grupo (leia nota do Cade ao final desta reportagem).
O Cade confirmou que o prédio onde funciona o órgão foi alvo de mandado de busca e apreensão, mas negou favorecimentos no caso e disse que o processo foi conduzido dentro da normalidade.
O órgão informou ainda que, em setembro de 2015, a Empresa Produtora de Energia, do grupo JBS, protocolou denúncia em que afirma que a Petrobras se recusava a fornecer gás natural à termelétrica e praticava condições de venda alegadamente discriminatórias.
De acordo com o Cade, "tal representação era semelhante a denúncias de outros agentes feitas ao Cade anteriormente, sobre alegadas práticas de discriminação da Petrobras no fornecimento de gás natural a concorrentes."
O conselho informou ainda que a EPE pediu a condenação da Petrobras por conduta anticompetitiva e requereu que, até a avaliação final do pedido, o Cade adotasse medida preventiva, obrigando a Petrobras a, imediatamente, cessar a suposta infração.
Segundo o Cade, a área técnica da Superintendência Geral recomendou a instauração, inicialmente, de Procedimento Preparatório e, posteriormente, de Inquérito Administrativo, procedimentos padrão para apurar denúncias anticoncorrenciais.
“Note-se que o Cade não deferiu a instauração, no caso, de processo administrativo, procedimento mais avançado que inaugura acusação formal contra uma empresa denunciada, após serem reconhecidos indícios robustos de infração”, informa a nota.

Nota do Cade

Leia abaixo nota divulgada pelo Cade:
O Presidente Interino confirma que, em seu dever de ofício de representação institucional, recebeu em seu gabinete telefonema do deputado Rodrigo Rocha Loures. Na ocasião, o deputado manifestou preocupação com suposta prática anticompetitiva por parte da Petrobras contra a empresa EPE-Cuiabá no mercado de gás natural.
O Presidente Interino esclareceu que eventuais condutas anticompetitivas nesse mercado já eram objeto de análise do órgão, e que iria repassar a preocupação à área técnica.
O caso está em fase preliminar de investigação desde 2015, fase processual da qual o Presidente não participa. Até o presente momento, não houve parecer ou decisão final sobre o mérito investigado, e os pedidos de medida preventiva da EPE não foram acatados.
Reitera-se que o Cade apoia plenamente as investigações conduzidas pelo MPF e pela Polícia Federal.


 Por Laís Lis, G1, Brasília

PSDB defende 'saída constitucional'

Com a bancada reunida desde o começo da manhã desta quinta-feira (18), o PSDB acompanha todos os passos da operação que tem o senador Aécio Neves (MG) no foco e aguarda a divulgação dos áudios que teriam captado conversa do empresário Joesley Batista com o presidente Michel Temer.

Se confirmado o estímulo de Temer para o pagamento de mesada a Eduardo Cunha em troca do silêncio do ex-deputado, o partido que foi o principal fiador do atual governo deverá se afastar da base aliada, defenderá a saída do presidência da República e a realização de eleições indiretas para a escolha do sucessor do peemedebista.

"A saída terá de ser sempre constitucional", disse um senador, informando que o caminho a ser seguido pelo PSDB é o de os três ministros do partido entregarem seus cargos: Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Bruno Araújo (Cidades) e Antonio Imbassay (Relações Institucionais).

Para ter autoridade de pedir o afastamento de Temer, o PSDB terá de substituir Aécio Neves da presidência da legenda. Isso poderá acontecer nas próximas horas, ainda no começo desta tarde, em Brasília.

Aécio está recolhido em casa e teve seus telefones celulares recolhidos pela Polícia Federal na ação de busca e apreensão desta manhã. Mas ele tem conversado com correligionários que devem procurá-lo para definir o processo de seu afastamento da presidência do partido.

O PSDB deve divulgar uma nota ainda nesta quinta. Os senadores da bancada tucana estão em permanente conversa com o ex-presidente Fernando Henrique, a principal liderança tucana.

FHC já vinha manifestando contrariedade com a proximidade excessiva do partido com o governo, que, aliás, tinham como principal contato Aécio.


 

Fátima Bezerra defende renúncia de Temer e eleições Diretas

Em Plenário, a senadora Fátima Bezerra (PT) disse nesta quinta-feira que o vazamento das gravações em delação premiada dos donos da empresa JBS não deixa outra opção ao presidente Michel Temer do que renunciar: “Se você já não tinha condições morais e políticas para governar o país, pois entrou pelas portas dos fundos, Temer, agora tenha um gesto de dignidade e apresente sua carta de renúncia”, sugeriu.
Ela disse ainda que o povo não vai aceitar eleições indiretas para um novo presidente. “E nós estaremos de braços dados com as ruas”, reafirmou.
Ela lembrou que o PT e os partidos de Oposição e os movimentos populares já estão se mobilizando para exigir o afastamento de Temer, seguido de eleições direitas, que poderiam acontecer com a aprovação de uma proposta de emenda à Constituição. “É um momento gravíssimo. Não existe nenhuma condição de este governo, que já estava moribundo, com apenas 4% de aprovação, continuar”, destacou.


  por Robson Pires

Cocaína apreendida pela PRF em Canguaretama


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Uma equipe da Polícia Rodoviária Federal prendeu dois homens que transportavam cerca de um quilo de substância análoga a cloridrato de cocaína.
O flagrante aconteceu no final da noite dessa quarta-feira (17), no km 168 da BR-101, em Canguaretama/RN, quando um GM Celta foi abordado e no seu interior foi encontrado o pacote com o entorpecente. Tanto condutor e passageiro informaram que iriam para Campina Grande/PB, mas não disseram a origem do entorpecente.
Os dois homens presos, o condutor de 37 anos e o passageiro de 48 anos, foram encaminhados à Central de Flagrantes da Polícia Civil em Natal para as medidas cabíveis.


BG

Márcia Maia ressalta Dia Nacional de Combate ao Abuso Sexual de Crianças


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A importância do debate em torno do abuso sexual de crianças foi levantando pela deputada Márcia Maia (PSDB) em pronunciamento feito na manhã desta quinta-feira (18), data designada nacionalmente para combater esse tipo de violência contra crianças. De acordo com a parlamentar cerca de 40 crianças ou adolescentes são vítimas da violência por dia no país.
“Uma criança que cresce vítima da exploração sexual tem a vida marcada. Por isso é importante evitar e quando houver um caso, que ele seja devidamente punido. Precisamos ir além dos números e quem está presenciando uma situação como essa deve denunciar”, ressaltou a deputada.
Márcia Maia detalhou que meninas de 4 a 11 anos são o alvo principal. Para a parlamentar, as políticas sociais são ferramentas essenciais, mas por outro lado a Delegacia da Criança e Adolescente precisa de mais estrutura para receber as denúncias, apesar da boa condução os. “É uma equipe muito reduzida. São apenas uma delegada, uma chefe de investigação, um escrivão e quatro agentes policiais, para atender a todo Estado”, elencou.


por Robson Pires

Cúpula do Congresso já discute com base aliada convocar eleição indireta

Parlamentares da base aliada já discutem com a cúpula do Congresso Nacional a convocação de eleições indiretas. Nas conversas da base aliada de Michel Temer, está descartada eleição direta, que exigiria a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), um processo longo.

Em reunião no Palácio do Planalto, Temer disse que quer acesso às gravações do empresário Joesley Batista antes de se pronunciar. O assessor jurídico da Casa Civil, Gustavo Rocha, deve ir na tarde desta quinta-feria (18) ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedir oficialmente o acesso aos áudios.

Eleição indireta é o que prevê o artigo 81 da Constituição para a hipótese de vacância da Presidência da República, na segunda metade do mandato, em casos de renúncia, impeachment ou cassação.

Parlamentares da base governista já discutem um nome da sociedade civil para uma eventual eleição indireta. Em conversas reservadas nesta quinta, aliados de Temer afirmaram ao Blog que, ao admitirem convocar eleições indiretas, a proposta é também para evitar que o presidente seja cassado.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assume só interinamente a Presidência da República. O Congresso elege presidente e vice em sessão conjunta de deputados e senadores.

A Constituição diz que a eleição deve ser feita após 30 dias da vacância do cargo.


 

Ministro decano do Supremo diz que saída para a crise está na Constituição Celso de Mello, mais antigo ministro do STF, defende 'obediência irrestrita à Constituição' como 'condição de preservação de nossas liberdades fundamentais e de nossos direitos'.


O ministro Celso de Mello no plenário do Supremo Ttibunal Federal (Foto: Arquivo/Agência Brasil) O ministro Celso de Mello no plenário do Supremo Ttibunal Federal (Foto: Arquivo/Agência Brasil)
O ministro Celso de Mello no plenário do Supremo Ttibunal Federal (Foto: Arquivo/Agência Brasil)
O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta quinta-feira (18) "obediência irrestrita à Constituição" como condição para preservação dos direitos e das liberdades dos cidadãos.
Decano (mais antigo ministro) do Supremo, Celso de Mello dirigiu o apelo a cidadãos, instituições e membros dos três poderes da República.
"Mais do que nunca, neste particular momento em que o Brasil situa-se entre o seu passado e o seu futuro , os cidadãos deste país, as instituições nacionais e os membros integrantes dos poderes do estado devem prestar obediência irrestrita à Constituição e às leis da República como condição de preservação de nossas liberdades fundamentais e de nossos direitos", disse.
Para o ministro, é necessário que os cidadãos sejam "servos da lei" para que seja possível preservar os valores da ordem democrática.
"Somos todos servos da lei para que realmente possamos ser livres e, também, para que , com esse gesto de respeito solidário aos princípios de nossa lei maior, sejamos verdadeiramente capazes de preservar os fundamentos e a integridade dos valores que constituem o sopro inspirador da ordem democrática e a razão legitimadora do estado de direito", declarou. 



 Por G1, Brasília

Relator suspende calendário da reforma trabalhista após 'crise institucional' Previsão era concluir análise da medida no Senado até dia 15 de junho. Projeto é uma das prioridades do governo Temer no campo econômico neste ano.

O relator da reforma trabalhista nas comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e Assuntos Sociais (CAS) do Senado, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), divulgou nota nesta quinta-feira (18) em que afirma que o calendário de análise da proposta está suspenso em razão da "crise institucional" que se instalou após a revelação de que o presidente Michel Temer foi gravado dando aval para a compra de silência ao ex-deputado Eduardo Cunha.
Pela previsão de governistas, a análise da proposta pelo Senado seria concluída até o dia 15 de junho, mas as denúncias que envolvem Temer devem atrasar esse andamento.
Entre outros pontos, a reforma estabelece regras para que acordos entre empresários e representantes dos trabalhadores passem a ter força de lei, o chamado "negociado sobre o legislado". O tema é uma das prioridades do governo Temer para o ano de 2017.
Parlamentares da oposição já falavam em paralisar a análise da medida, assim como, a votação da reforma previdenciária, que está em análise na Câmara.
Na nota, Ferraço chamou disse que a crise institucional é "devastadora" e que os parlamentares devem priorizar a solução do problema antes de dar continuidade à análise da reforma trabalhista.
"Na condição de relator do projeto, anuncio que o calendário de discussões anunciado está suspenso. Não há como desconhecer um tema complexo como o trazido pela crise institucional. Todo o resto agora é secundário”, afirma o senador tucano na nota.
 
 
 
 Por Gustavo Garcia, G1, Brasília

Lava Jato acredita que o caso de Aécio é de flagrante

O pedido de prisão do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) é apontado por integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato como um flagrante de um crime em curso, segundo apurou o blog.

O ministro Edson Fachin, relator da operação no Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de prisão e não levou o caso ao plenário da Corte. A decisão difere do caso do senador cassado Delcídio do Amaral, primeiro senador preso no exercício do mandato.

Na avaliação dos mesmos procuradores, as provas contra o presidente do PSDB são muito sólidas e arrasadoras, apesar da negativa do pedido de prisão de Fachin.

A Procuradoria-Geral da República pode recorrer da decisão para que o plenário julgue o pedido de prisão.



 

Temer deve fazer pronunciamento na tarde desta quinta

Alvo de uma gravação do empresário Joesley Batista, o presidente Michel Temer deve fazer um pronunciamento na tarde desta quinta-feira (18), por volta das 16h.  A primeira ideia de Temer era se pronunciar no período da manhã. No entanto, ele decidiu aguardar para ver se consegue acesso às gravações do dono do frigorífico JBS.  O assessor jurídico da Casa Civil, Gustavo Rocha, foi escalado para fazer, nesta tarde, a interlocução oficial com o STF em busca do acesso aos áudios.


 por Robson Pires

Cristiane Dantas destaca entrada em operação da Patrulha Maria da Penha

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A deputada Cristiane Dantas (PCdoB) destacou, nesta quinta-feira (18), em sessão plenária na Assembleia Legislativa, a entrada em funcionamento da Patrulha Maria da Penha, prevista para a próxima semana. De acordo com ela, que é autora da lei que institui o projeto, os bairros de Nossa Senhora da Apresentação e Mãe Luíza, em Natal, serão os primeiros a receber a ação.
“A Patrulha Maria da Penha inicia-se de forma piloto nesses dois bairros da capital, que registram índices altíssimos de violência contra a mulher. Posteriormente, o projeto será estendido para outras áreas, dando maior efetividade às medidas protetivas”, explica Cristiane.



  por Robson Pires

Deputados do PSDB indicam Carlos Sampaio para comando da sigla

A bancada do PSDB na Câmara decidiu nesta quinta-feira (18) indicar o nome do deputado Carlos Sampaio (SP) para presidir o partido interinamente.

Os deputados se reuniram nesta quinta para debater o futuro do comando do partido, após denúncias dos proprietários do grupo JBS que atingiram diretamente o presidente da legenda, senador Aécio Neves (PSDB-MG).

No mesmo momento, os senadores do partido também se reuniram e um grupo chegou a externar a preferência por Tasso Jereissati (CE) para a presidência da sigla.

Ao blog, o líder do PSDB, Ricardo Tripoli (SP), disse que, se comprovado o teor dos áudios entregues por Joesley Batista à Procuradoria-Geral da República, a bancada vai pedir que os ministros do partido entreguem os cargos no governo.

Nos áudios, segundo reportagem do jornal "O Globo", o presidente Michel Temer teria dado aval aos empresários para comprarem o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

"Se comprovado o conteúdo dos áudios, os ministros têm que deixar o governo", afirmou.

De acordo com a repórter do G1 Fernanda Calgaro, o atual presidente do partido, senador afastado Aécio Neves (MG), deverá pedir nas próximas horas licença do comando da legenda.



Senado informa que afastou Aécio assim que foi notificado da decisão de Fachin Relator da Lava Jato no STF mandou afastar senador do PSDB gravado pedindo R$ 2 milhões ao dono da JBS. Parlamentar tucano afirma estar 'tranquilo quanto à correção de todos os seus atos'.

Aécio Neves poderá frequentar dependências do Congresso durante afastamento (Foto: Jorge William / Agência O Globo) Aécio Neves poderá frequentar dependências do Congresso durante afastamento (Foto: Jorge William / Agência O Globo)
Aécio Neves poderá frequentar dependências do Congresso durante afastamento (Foto: Jorge William / Agência O Globo)
O advogado-geral do Senado, Alberto Cascais, informou que a Casa afastou o senador Aécio Neves (PSDB-MG) assim que foi notificado oficialmente, na manhã desta quinta-feira (18), da decisão do ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar tucano foi automaticamente afastado das atividades parlamentares.
Em delação premiada à Procuradoria-Geral da República, o empresário Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, entregou uma gravação de 30 minutos na qual Aécio, presidente nacional do PSDB, pede ao empresário R$ 2 milhões para pagar a defesa dele na Operação Lava Jato. A delação foi homologada pelo ministro Fachin.
Edson Fachin manda afastar Aécio Neves do mandato de senador
Edson Fachin manda afastar Aécio Neves do mandato de senador
Apesar do afastamento da cadeira de senador, Aécio poderá continuar frequentando as dependências do Congresso Nacional. Ele, no entanto, está impedido de votar ou exercer outro ato como parlamentar.
Fachin também mandou apreender o passaporte do senador e o proibiu de ter contato com outros investigados.

Suplente

Segundo a Secretaria-Geral da Mesa, o regimento do Senado não prevê a substituição imediata de senadores nos casos de afastamentos como o do senador Aécio Neves.
O regimento da Casa só prevê que o suplente assuma a cadeira do titular em caso de afastamento se o senador assumir função de ministro, governador, secretário de estado e do Distrito Federal, de prefeitura de capital ou de chefe de missão diplomática temporária.
O suplente também assume a função em caso de licença do titular por mais de 120 dias por motivos de saúde, por exemplo.
Com isso a Casa terá um parlamentar a menos nas próximas votações. 



Por Gustavo Garcia, G1, Brasília

Veja os citados na pesquisa Exatus para deputado federal no RN

  Faltando pouco mais de cinco meses para a eleição, seis em cada dez eleitores do Rio Grande do Norte ainda não decidiram em quem votar par...