Por outro lado, a presidente deve
premiar quem fez a diferença nesse momento de crise política, caso do
ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha. Sua pasta será extinta e ele
deve assumir um ministério dos Transportes turbinado com Aviação e
Portos. Segundo um ministro, Dilma não deixará aliados fiéis na chuva.
Ela já começou a conversar com ministros e seguirá as negociações
chamando caciques dos partidos aliados. Está vendo caso a caso quem
perderá espaço. No caso de um ministério estar na mira, mas o aliado se
opor radicalmente ao fim da pasta, Dilma poderá desistir do corte,
buscando compensação em outra área. O ministro da Micro e Pequena
Empresa, Afif Domingos, por quem Dilma tem grande apreço, poderia, por
exemplo, assumir o Sebrae.
Um interlocutor contou ao GLOBO que a
presidente está correndo contra o tempo para desfazer o mal-estar
causado pelo anúncio do corte sem o detalhamento das pastas. Além de
mudanças no primeiro escalão, o governo fará fusões de empresas e
agências. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e
Investimentos (Apex) deverá ser fundida à Agência Brasileira de
Desenvolvimento Industrial (ABDI). Está previsto o mesmo caminho para o
Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Dataprev e DataSUS.
Banco Central, Controladoria Geral da União (CGU) e Advocacia Geral da
União (AGU) devem perder o status de ministério.
Uma parte da redução de ministérios terá
pouco impacto financeiro pelas características da pastas que serão
extintas ou fundidas a outros órgãos. Num esboço discutido internamente,
ao qual o GLOBO teve acesso, das dez pastas, quatro apenas perderão o
status, mas continuarão existindo com o mesmo orçamento, número de
funcionários e gastos com custeio. São elas, o Banco Central, a AGU, a
CGU e o Gabinete de Segurança Institucional. Nestes casos, o enxugamento
prometido pelo governo se dará apenas na troca de denominação.
O Globo
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