O senador Ronaldo Caiado
(DEM-GO) disse no programa “Roda Viva”, da TV Cultura, nesta
segunda-feira (3), que a esquerda que chegou ao poder no Brasil antes
“evocava a ética, a moralidade e a dignidade” e agora traz significados
como “corrupção e assalto à máquina pública”, em alusão às suspeitas de
responsabilidade do governo petista nas denúncias da CPI da Petrobras e
da Operação Lava Jato. ASSISTA AQUI
Em suas respostas, Caiado reafirmou
diversas vezes que a atual estrutura do Executivo tem a corrupção em seu
cerne e, por isso, defende a renúncia da presidente Dilma Rousseff e a
convocação imediata de novas eleições. “Não adianta o governo querer
fazer acordo [com os parlamentares] porque não tem sustentação”, disse.
Para Caiado, o país sairia da crise em 10 meses se o PT deixasse o
governo.
Dilma Rousseff não está sendo
investigada pela operação Lava Jato, mas delatores do esquema indicam
que parte das doações legalmente feitas por empreiteiras ao PT teria
origem no superfaturamento de contratos dessas empresas com a Petrobras.
Uma eventual rejeição das contas de Dilma poderia abrir o caminho para a
sua cassação.
Caiado também acredita que haja crime de
responsabilidade contra o governo em função do TCU (Tribunal de Contas
da União) ter apontado, em abril, crime nas manobras fiscais realizadas
pelo Tesouro com dinheiro de bancos públicos federais. As “pedaladas
fiscais” surgiram como forma de reduzir o deficit do governo e são outra
motivação para a oposição pedir o impeachment da presidente.
Elogio a Aécio, crítica a Lula
No “Roda Viva”, Caiado ainda classificou
o senador e ex-candidato a presidente Aécio Neves (PSDB-MG) como um
nome “altamente competitivo” para assumir a presidência e confirmou
presença nas manifestações contra o governo marcadas para o dia 16 de
agosto.
O senador também reforçou seus ataques
ao ex-presidente Lula, a quem chamou recentemente de “bandido frouxo”.
Em resposta, o petista entrou no STF (Supremo Tribunal Federal) com um
pedido de queixa-crime contra Caiado.
Questionado se com essa postura Caiado
não contribui com a elevação da “cultura de ódio” que vem polarizando a
discussão política no país, o democrata disse que “foi o PT quem começou
isso [essa polarização], de pobres contra ricos, de nordestinos contra
sulistas”.
Quando perguntado se os presidentes do
Senado e da Câmara, respectivamente Renan Calheiros (PMDB-AL) e Eduardo
Cunha (PMDB-RJ), também não deveriam renunciar aos cargos por ambos
estarem citados nas investigações da Lava Jato, Caiado disse que “a
legislação não prevê isso. Se foram citados, cada um terá a
responsabilidade de responder juridicamente. Com o PT, a corrupção é um
projeto de poder. Não vamos perder o foco”, afirmou.
UOL
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