Com base em relatos de testemunhas,
informações preliminares indicam que o prefeito e a mulher foram mortos
por volta das 5 horas desta terça-feira. O casal estava morando em um
lugar conhecido como Agrovila, uma cooperativa de assentados, a três
quilômetros de Matrinchã. Vizinhos teriam ouvido dois disparos de uma
espingarda calibre .12. Há indícios de que o prefeito teria sido
atingido no peito e sua mulher na testa. O prefeito vinha sendo
investigado por irregularidades na administração de Matrinchã.
O delegado Paulo Roberto Tavares,
responsável pelo caso, informou que “tudo leva a crer que seja um duplo
homicídio”. Os corpos, segundo ele, foram encontrados nesta manhã por
dois assessores do prefeito que tinham uma reunião marcada com ele.
Segundo o delegado, havia vestígios de sangue do lado de fora da casa. A
área do local do crime está isolada enquanto a Polícia
Técnico-Científica realiza a perícia.
Denúncia
Em abril, o promotor de Justiça Lucas
Arantes Braga, do Ministério Público de Goiás, propôs ação civil pública
por ato de improbidade administrativa contra o prefeito de Matrinchã,
em razão de atrasos constantes na entrega de balancetes à Câmara
Municipal e pela falta da documentação que os instruíssem.
De acordo com a promotoria, a omissão do
prefeito aconteceu, por diversas vezes, em 2013 e 2014, o que motivou a
expedição de duas recomendações do MP determinando que prefeito
remetesse ao Legislativo municipal os balancetes mensais, por meio de
cópia reprográfica de toda a documentação relativa à execução
orçamentária, independentemente da natureza e do valor das despesas, na
periodicidade da remessa das informações contábeis ao Tribunal de Contas
dos Municípios (TCM), ou seja, até 45 dias contados do encerramento do
mês.
No fim de 2014, a partir da informação
de que as orientações do MP estavam sendo cumpridas, o promotor chegou a
arquivar os autos do inquérito civil aberto sobre a questão. Em janeiro
último, entretanto, foi apurado que os balancetes referentes aos meses
de outubro e novembro de 2014 não foram enviados, o que motivou o
desarquivamento do inquérito e a respectiva propositura de ação para
responsabilizar o gestor pela improbidade.
Correio Braziliense
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