Com mais de 60 anos de história, é à
última década que o grupo JBS deve o salto que fez seu faturamento
passar de R$ 3,5 bilhões, em 2004, para os atuais R$ 120,5 bilhões ao
ano. A maior fabricante de carne do mundo nasceu em 1953, em Anápolis
(GO), como açougue Casa de Carnes Mineira. O fundador foi José Batista
Sobrinho, pai dos irmãos Joesley e Wesley, que comandam hoje o
conglomerado. Nos anos seguintes, já como Friboi, tornou-se frigorífico e
foi favorecido pelo desenvolvimento de Brasília, da qual se tornou a
principal fornecedora de carne.
A empresa continuou a expansão pelas
décadas seguintes, ganhando porte nacional por meio da compra de
abatedouros. Mas o momento da virada só chegaria em 2005, com sua
entrada na cena internacional por meio da compra da Swift Argentina. Em
2007, já como JBS, estreou na Bolsa captando R$ 1,6 bilhão.
A BNDESPar aportou nela R$ 1,1 bilhão
naquele ano — viabilizando a compra da Swift nos EUA e na Austrália —,
conquistando 13% da companhia. Com a capitalização, a JBS fez mais três
compras nos EUA e se fundiu com o Bertin em 2009, segundo maior
frigorífico nacional.
O suporte do BNDES atendia à política da
gestão Lula de formar “campeões nacionais” para brigar com gigantes no
exterior, gerando críticas de concorrentes e da oposição. Mas, até
agora, o negócio é bom para a empresa e para o banco. Hoje, a BNDESPar
tem 23,9% do grupo JBS. Segundo dados obtidos por meio da Lei de Acesso à
Informação, o órgão teria ganho de R$ 3 bilhões se tivesse vendido sua
participação em 30 de junho de 2015, considerando o custo da aquisição
de ações e o ganho com dividendos, juros sobre capital próprio pagos
entre 2007 e 2014.
O Globo
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