A taxa de desemprego cresceu em
22 das 27 unidades da federação no terceiro trimestre deste ano, na
comparação com o mesmo período do ano passado, mostram dados divulgados
pelo IBGE nesta terça-feira (24).
A Bahia tinha a maior taxa de desemprego
do país, de 12,8% no terceiro trimestre deste ano. Santa Catarina, por
outro lado, tinha a menor, de 4,4%.
O desemprego no Estado de São Paulo foi
de 9,6% no terceiro trimestre, acima da taxa do segundo trimestre (9%) e
do mesmo período do ano passado (7,2%).
Trata-se da maior taxa de desemprego do
Estado de São Paulo desde 2012, início da série histórica do IBGE.
Outros dez Estados também registraram taxas recorde desde 2012.
Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e
Rendimento do IBGE, disse que o aumento da procura por trabalho foi o
grande responsável pelo crescimento da taxa de desemprego no país.
Segundo ele, os trabalhadores perderam o
emprego no setor privado e foram trabalhar por conta própria
(autônomos, como camelôs), uma atividade que gera menor renda para as
famílias.
“Sem a estabilidade do emprego, outros
membros da família procuraram trabalho. Isso inflou a procura. É um
processo que estamos vendo há alguns trimestres”, disse Azeredo.
O resultado se refletiu no desempenho
das grandes regiões do país. No Nordeste, a taxa chegou a 10,8%, a maior
entre as regiões. Essa taxa era de 8,6% no mesmo período do ano
passado.
A taxa também cresceu em outras regiões
na comparação com o mesmo período de 2014: Sudeste (6,9% para 9%), Norte
(6,9% para 8,8%), Sul (4,2% para 6%) e Centro-oeste (de 5,4% para
7,5%).
Para Azeredo, o desempenho da região Sudeste chamou atenção por ser um “farol” do que vem pela frente no mercado de trabalho.
“No Sudeste houve aumento do desemprego
em todos os Estados. Eles concentram a atividade econômica do país, têm
as grande empresas, setor automotivo, 44% da força de trabalho. Ela
anuncia o que vai acontecer com o emprego”, disse Azeredo.
CAPITAIS
O desemprego também cresceu
significativamente em 14 das 27 capitais brasileiras no terceiro
trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado,
segundo o IBGE.
Das capitais, o município de Salvador
tem a maior taxa de desemprego, de 16,1%. O Rio de Janeiro tem a menor,
de 5,1%, apesar de ter crescido frente ao mesmo trimestre de 2014
(4,8%).
O desemprego no município de São Paulo
foi de 8,1%, menor do que a região metropolitana de São Paulo (9,7%),
sinalizando que o problema é maior na periferia.
A maior renda do país está em Vitória
(ES), de R$ 3.782. A pequena ilha concentra empresas e serviços da
região, o que ajuda a explicar a elevada renda.
Folha Press
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