Em uma pesquisa rápida por
lojas virtuais já é possível ver muitas delas com relógios em contagem
regressiva para o dia 27 de novembro. Segundo o professor Nuno Fouto,
diretor vogal do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado
de Consumo (Ibevar), os consumidores têm pensado duas ou três vezes
antes de efetuar uma compra. O baixo poder de compra e o receio sobre o
futuro têm barrado gastos altos. No período da promoção que virou febre
mundial, no entanto, será a hora de conseguir encontrar produtos mais em
conta. “Vai ter muita demanda por oportunidades. O cliente vai
verificar se consegue um bom preço na Black Friday”, comenta.
Mesmo com os entraves para
as compras, 81% dos clientes de lojas de e-commerce pretendem aproveitar
os descontos da data. O dado é de um levantamento da E-bit/Buscapé, em
estudo feito em agosto desse ano. A mesma pesquisa aponta que os
produtos com mais intenção de compras são os Eletrônicos (37%),
Informática (27%), Eletrodomésticos (27%), Telefonia/Celular (25%) e
Livros (17%).
Natal antecipado
Fouto acredita que o evento pode ser uma boa oportunidade para os consumidores e que poderá representar um adiantamento das compras de Natal, data que não possui o mesmo apelo de descontos. “Seria uma transferência. Em vez de comprar no Natal, o cliente vai comprar na Black Friday”, analisa.
Fouto acredita que o evento pode ser uma boa oportunidade para os consumidores e que poderá representar um adiantamento das compras de Natal, data que não possui o mesmo apelo de descontos. “Seria uma transferência. Em vez de comprar no Natal, o cliente vai comprar na Black Friday”, analisa.
Se para o consumidor esse
será um dia para conseguir bons negócios, para os lojistas a perspectiva
não é tão positiva. Fouto acredita que na melhor das hipóteses as
vendas serão iguais as do ano passado. “Acho que se mantiver o que foi
vendido o varejo tem que comemorar. A minha expectativa é de que
diminua”.
Canarinho Press
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