terça-feira, 24 de novembro de 2015

Polícia caça jihaditas em Bruxelas, que está paralisada pelo segundo dia

A capital belga amanheceu neste domingo pelo segundo dia seguido com as ruas desertas, metrô, lojas e museus fechados, enquanto as autoridades continuam as buscas por pelo menos dois terroristas e temem um atentado parecido com o de Paris. A presença policial e militar também foi intensificada em Bruxelas, que se tornou o centro das investigações e está sob alerta máximo antiterror. Os serviços de inteligência, da polícia e judiciais se reúnem mais tarde para reavaliar a situação, que mantém os moradores e turistas do país amedrontados e pode permanecer pela próxima semana.
Dois terroristas na região de Bruxelas poderiam cometer atos muitos perigosos — disse Bernard Clerfayt, o prefeito do distrito de Schaerbeek, em Bruxelas. — Enquanto essa ameaça ainda existe, devemos ficar muito atentos.
Após relatos de que um dos envolvidos no massacre da semana passada está na Bélgica, a polícia segue a caçada por Salah Abdeslam. O terrorista, irmão de um homem-bomba em Paris, deveria ter se explodido em Paris, mas fugiu da cena do crime e agora é apontado pelas autoridades como altamente perigoso.
Segundo relatos, na viagem de volta para Bruxelas a partir da França, seu carro foi parado três vezes, mas os agentes ainda não o tinham identificado. O jihadista, de 26 anos, estaria em contato com amigos através do Skype, pedindo ajuda para voltar para Síria. Mas a polícia busca também outros extremistas suspeitos.
Neste domingo, seu irmão Mohamed Abdeslam disse que Salah não ‘chegou até o fim’ e fez mais um apelo para ele se entregar à polícia. Em entrevista à uma TV belga, o jovem disse que preferia ver o suposto jihadista na prisão do que no cemitério.
— É mais do que uma especulação, é minha convicção. Salah é muito inteligente, acredito que no último minuto decidiu voltar atrás — afirmou Mohamed. — Talvez tenha visto ou escutado algo que não esperava, e decidiu não chegar até o final do que queria fazer.
Na madrugada de sábado, o centro de crise belga advertiu o governo sobre uma ameaça de ataque terrorista “séria e iminente”, provocando uma paralisação da capital do país. A circulação do metrô foi interrompida, o comércio não abriu as portas, partidas de futebol e shows foram cancelados e a população foi aconselhada a evitar multidões. Segundo o primeiro-ministro Charles Michel, o alerta foi baseado em informações precisas.
Além disso, a presença policial e militar foi intensificada em diversas áreas da cidade, incluindo as instituições da União Europeia com sede na cidade. Bruxelas é também a sede da Otan.
Para o resto do país segue em vigor o nível de alerta 3, elevado, que se aplica nos casos de ameaça “possível e provável” e que havia sido adotado após os atentados na capital francesa.
O Globo

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