Destaque na Tribuna do Norte desta terça-feira o atraso na entrega das obras pela prefeitura de Natal a população, lembrando que algumas dessas obras já deveriam ter sido entregues há pelo menos 18 meses. Segue:
A frustração de receitas do Município, calculada em R$ 166 milhões até o mês de outubro pela Secretaria Municipal do Planejamento e das Finanças (Sempla), em paralelo aos bloqueios judiciais de contas sofridos pela Prefeitura do Natal irão atrasar, mais uma vez, a finalização das obras do Viaduto do Baldo, interditado ao tráfego de veículos desde outubro de 2012. Programada para ser concluída no próximo mês, após uma sequência de adiamentos, as intervenções não têm mais data específica para serem entregues à população. A Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (Semov) acumula dívidas de aproximadamente R$ 1,5 milhão com a empresa executora dos serviços e não sabe como irá quitá-las.
“Não vou conseguir entregar a obra do Viaduto do Baldo até dezembro. Lamentavelmente, a obra irá atrasar novamente”, disse o titular da Semov, Tomaz Neto. Ele destacou que as obras em curso na capital, que consomem recursos próprios da arrecadação municipal, sofrerão atrasos. Ele listou a operação tapa-buracos, a drenagem e pavimentação de inúmeras ruas no Conjunto Nova República, a conclusão do recapeamento asfáltico da Avenida Ayrton Senna, drenagem e pavimentação de ruas em Felipe Camarão além da manutenção do enrocamento da Praia de Ponta Negra. A crise financeira e a redução dos repasses da União ao Município do Natal – cuja frustração é de R$ 47 milhões – também são responsáveis pelo atual cenário, frisou o secretário.
Dos R$ 850 mil previstos para serem repassados pela Sempla à Semov no mês de outubro para a realização de pagamentos diversos, nada foi creditado. Dentro desse valor, R$ 300 seriam utilizados para o pagamento da empresa que executa os serviços finais na obra do Viaduto do Baldo, que inclui recapeamento asfáltico, escoramento e substituição das juntas de neoprene. O restante da dívida com a construtora – de R$ 1,2 milhão – seria paga em cinco prestações iguais a partir de janeiro de 2016. “A crise pegou em cheio a gente”, lamentou Tomaz Neto. A única obra que não sofreu impactos com a referenciada crise foi a reconstrução do trecho demolido em Mãe Luiza, em junho do ano passado.
Acessem a reportagem completa clicando: http://tribunadonorte.com.br/noticia/frustraa-a-o-de-receita-e-bloqueios-atrasam-obras/330670
Nenhum comentário:
Postar um comentário