A Polícia Federal apura um esquema milionário de desvios de recursos públicos da Educação em municípios do Maranhão, que teria movimentado cerca de R$ 50 milhões por meio de fraudes em licitações e contratos para aquisição de materiais didáticos.
De acordo com os relatórios da investigação, além da manipulação dos processos de compra, o grupo criminoso mantinha um sistema de propina a servidores, que nos bastidores era chamado de “presentinho”.
📂 Mensagens e áudios obtidos pela PF detalham o funcionamento do esquema. Em uma das gravações, dois intermediários tratam sobre o pagamento em uma cidade do interior:
“O que teria que ter acontecido, um pagamento de Estreito pra quando a gente for levar o presentinho da secretária, entregar pra ela antes da reunião, entendeu? Pra quando chegar na reunião já tá totalmente no nosso lado”, diz um dos investigados.
Para a PF, a fala expõe o modus operandi da organização criminosa, revelando como a propina era usada para garantir a adesão de gestores e servidores públicos.
A investigação segue em andamento e deve alcançar outros contratos e prefeituras, ampliando o mapeamento da rede de corrupção no estado.
Fonte: Metrópoles / Política Estreito
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