A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu, nesta terça-feira (16), um homem de 26 anos em Extremoz, na Grande Natal, durante a terceira fase da “Operação Medici Umbra – A Fonte”, deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul com apoio da 23ª Delegacia de Extremoz. A ação faz parte de uma ofensiva nacional contra uma organização criminosa especializada em crimes cibernéticos de grande escala.
De acordo com as investigações, o grupo invadia sistemas públicos e obtinha acesso a informações sigilosas, entre elas dados de segurança pública, registros de trânsito e, de forma inédita, mais de 239 milhões de chaves Pix. Essas informações eram comercializadas em plataformas clandestinas e repassadas a fraudadores para a aplicação de golpes em diversos estados.
O suspeito preso no RN atuava como intermediário do esquema. Ele mantinha uma plataforma de consultas ilegais, conhecida como “puxadas”, que vendia dados sensíveis em grupos virtuais. Esses dados eram então utilizados em fraudes, que chegaram a vitimar inclusive médicos no Rio Grande do Sul.
Na mesma operação, outros dois homens foram presos: um em Pernambuco, apontado como o principal responsável pelo roubo das informações, e outro em São Paulo, acusado de usar os dados em crimes de estelionato eletrônico. Com essas prisões, a polícia afirma ter mapeado toda a cadeia criminosa — desde o responsável pelas invasões até os executores das fraudes.
A ação mobilizou mais de 50 policiais civis em três estados e reforça a integração nacional no combate a organizações especializadas em crimes cibernéticos de alta complexidade.
FONTE AGORA RN
Nenhum comentário:
Postar um comentário