A mais recente pesquisa do Instituto Media/O Potengi, realizada entre os dias 14 e 17 de setembro de 2025 com 1.600 eleitores, confirma a força do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. O gestor aparece na dianteira em todos os quatro cenários testados, variando entre 25,1% e 31,2% das intenções de voto. A margem de erro é de três pontos percentuais.
O levantamento revela ainda uma elevada taxa de indecisos e eleitores que optam por branco ou nulo, sinal de que a corrida segue em aberto e sujeita a reviravoltas.
Consolidação de Allyson
A pesquisa reforça a consolidação do nome de Allyson Bezerra como principal favorito até aqui. Seu desempenho se mantém estável e competitivo em todos os cenários, alcançando o pico de 31,2% quando o senador Rogério Marinho (PL) não aparece na disputa. Esse dado indica que Marinho atrai parte de um eleitorado que, de outra forma, migraria para Allyson.
Rogério Marinho e Álvaro Dias dividem eleitorado
O senador Rogério Marinho (PL) figura como segundo colocado em três dos quatro cenários, com percentuais que variam de 18,6% a 25,3%. Seu melhor desempenho ocorre quando o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos), não é listado, sugerindo que ambos disputam uma mesma faixa do eleitorado conservador e de centro-direita.
Já Álvaro Dias apresenta crescimento expressivo no cenário em que Marinho é retirado, saltando de 18% para 25,8%. Esse movimento reforça a leitura de que os dois nomes competem diretamente por votos semelhantes, e que a ausência de um tende a beneficiar o outro.
Walter Alves tenta espaço
O deputado federal Walter Alves (MDB) aparece em dois cenários e ocupa a quarta posição, com 12,9% e 14,1% das intenções de voto. Embora seus números ainda não o coloquem em patamar competitivo frente aos demais, a pesquisa indica que Walter mantém um eleitorado fiel, capaz de ser ampliado dependendo da conjuntura política.
PT em dificuldades
O desempenho mais preocupante é o de Cadu Xavier (PT). Mesmo com o apoio do partido da governadora Fátima Bezerra e do presidente Lula, ele registra apenas 8,2% no cenário 1 e 10,5% no cenário 3. Os índices baixos demonstram a dificuldade do PT em transferir para o candidato local a popularidade de suas principais lideranças nacionais, evidenciando a fragilidade da sigla no estado.
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