Um e-mail de recrutamento de
atores para a série “3%”, da Netflix, que vazou na internet, foi
considerado racista por falar em “grau de dificuldade” para achar um
negro “muito bonito”.
A mensagem foi enviada pela empresa +Add
Casting, responsável pela formação do elenco da trama, a primeira
produção inteiramente brasileira da plataforma de streaming, que estreia
em 2016.
No e-mail, a companhia busca um ator jovem, entre 20 e 25 anos, e ressalta ser imprescindível que ele tenha ótima aparência.
“A direção gostaria que ele fosse negro,
então o ideal seria ter um ator negro e muito bonito. Mas, conscientes
do grau de dificuldade, faremos testes também com os bons atores,
lindos, que não sejam negros”, diz o texto, que circula pelas redes
sociais.
Em sua página no Facebook, a empresa
passou a receber uma enxurrada de críticas e pediu desculpas pelo
conteúdo do e-mail, alegando que o texto foi “mal interpretado”. Em
nota, a +Add afirma que só 0,04% de seu casting é composto por pessoas
que se declaram negras e que, por isso, citou o “grau de dificuldade”.
“O problema foi de má colocação das
palavras e não de intenção ou de prática preconceituosa. A proposta da
+Add Casting era a de garantir a participação de todas as pessoas
interessadas na produção, inclusive ao abrir espaço para pessoas não
cadastradas em agências.”
3%
A Netflix informou que o e-mail sobre
teste de elenco foi enviado sem a sua aprovação e disse “lamentar” o
ocorrido. “Estamos trabalhando para tomar as devidas providências”,
afirma a empresa.
Com Bianca Comparato e João Miguel, “3%”
é um thriller futurista que retrata um mundo dividido entre progresso e
devastação. Na trama, a única chance de passar para ‘o lado melhor’ é
por meio de um processo cruel, em que só 3% dos candidatos são
aprovados.
Folha Press
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