O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizou a líderes partidários que pretende colocar em votação até esta quarta-feira (17) o pedido de urgência para o projeto que concede anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro.
Se aprovado, o regime de urgência permitirá que a proposta seja analisada diretamente pelo plenário, sem passar pelas comissões temáticas. A movimentação ocorre em meio à pressão tanto da oposição, favorável à anistia, quanto da base governista, que tenta barrar o avanço da medida.
Logo após a reunião com Motta, aliados do Palácio do Planalto iniciaram articulações para evitar a votação. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, reforçou a posição contrária do governo.
— O governo é contra a anistia, que além de imoral é inconstitucional. Nem terminou o julgamento e já há pressão para pautar — declarou.
Segundo Gleisi, o Executivo e suas lideranças vão atuar de forma coordenada para derrubar o pedido de urgência.
Embora ainda não haja data definida para a análise do mérito, a simples sinalização de aceleração da tramitação provocou forte reação dentro do governo federal, que enxerga na proposta um risco político e jurídico.
AGORA RN
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