Durante o lançamento do Programa União com Municípios pela Redução do Desmatamento e Incêndios Florestais, em Manaus, no último dia 4, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou R$ 70 milhões em investimentos para fortalecer a preservação da Amazônia e, em tom descontraído, arrancou risadas ao afirmar que não pretende ir para o céu.
“Eu não tenho como saber se tem outro planeta. Estou tão pessimista que não quero nem ir para o céu. Quero viver 120 anos. Então, se alguém quiser ir para o céu no meu lugar, estou dando minha vaga”, disse, em meio aos aplausos.
Recursos e apoio a prefeitos
Segundo o governo, os recursos — provenientes do orçamento da União e do Fundo Amazônia — serão destinados a equipar prefeitos, comunidades tradicionais, indígenas e trabalhadores rurais na luta contra as queimadas. Entre os itens previstos estão drones, barcos e caminhões para intensificar a fiscalização e a prevenção.
Lula ressaltou que os gestores municipais não devem ser vistos como adversários, mas como aliados centrais no combate à destruição da floresta.
“O prefeito não é nosso inimigo. Ele é o nosso principal soldado numa cidade para evitar os desmazelos e os erros que têm acontecido”, afirmou.
Defesa da Amazônia e críticas à oposição
O presidente também reforçou a importância estratégica da Amazônia nas negociações internacionais sobre mudanças climáticas e destacou que o Brasil sediará a COP30, em Belém. Aproveitou para criticar, sem citar nomes, governos anteriores que, segundo ele, abandonaram a região e prejudicaram a imagem do país no exterior.
Em tom mais político, Lula voltou a alfinetar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), acusando-o de tentar dar um golpe de Estado.
“Olhe bem para esse jovem de 80 anos que está falando com vocês. Enquanto esse corpo jovem tiver capacidade de resistência, a extrema direita não voltará a governar esse país”, declarou.
Parceria com comunidades tradicionais
Além dos municípios, o programa prevê apoio direto a comunidades indígenas, ribeirinhas e trabalhadores do extrativismo, reforçando a importância dessas populações na preservação da floresta.
Com a iniciativa, o governo busca reduzir os focos de incêndio e conter o avanço do desmatamento, transformando a defesa da Amazônia em prioridade nacional e bandeira de projeção internacional.
AGORA RN
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