Conhecido por ideias polêmicas — como a sugestão de substituir a Uber pelos Correios, que voltou ao déficit bilionário no governo Lula — o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, colocou o Planalto em mais uma enrascada. Desta vez, a polêmica gira em torno do prazo de reembolso dos valores do vale-alimentação pagos aos estabelecimentos comerciais.
Atualmente, o reembolso é feito em até 30 dias úteis, prazo que acompanha o fluxo de liquidação e pagamento legal adotado pelos municípios. Marinho, no entanto, quer reduzir esse período para apenas dois dias úteis, medida que, segundo prefeitos, pode gerar um colapso administrativo e financeiro.
A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) já se posicionou contra a proposta, alegando que a mudança foi anunciada sem diálogo prévio e representa “disfuncionalidades e prejuízos significativos” para mais de 2.500 municípios, afetando diretamente cerca de 4,5 milhões de servidores públicos.
O ministro, porém, pretende implementar a alteração já em setembro, em ritmo acelerado e sem negociação. Diante da resistência, prefeitos recorreram ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e à presidente do PT, Gleisi Hoffmann, em busca de mediação política.
Enquanto isso, cresce a percepção entre gestores municipais de que Marinho insiste em impor medidas sem medir as consequências práticas, ampliando o desgaste do governo com os prefeitos em plena prévia eleitoral.
Diário do Poder
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