domingo, 21 de setembro de 2025

Verba de gabinete vira “rabo cheio” para deputados; no RN, gastos chegam a R$ 1,5 milhão

 Cada deputado federal tem direito a R$ 133.170,54 por mês apenas para custear salários de até 25 assessores parlamentares, que podem atuar em Brasília ou em seus estados de origem. Os vencimentos variam de R$ 1.548,10 a R$ 18.719,88, sempre bancados pelo contribuinte.

O recurso, batizado oficialmente de verba de gabinete, na prática se transformou em um verdadeiro “rabo cheio” — expressão popular que descreve a fartura de cargos e salários distribuídos por critérios políticos, eleitorais e de apadrinhamento, em vez de necessidades técnicas.

No Rio Grande do Norte, a prática é comum nos gabinetes da bancada federal. Levantamento sobre os gastos de 2023 a 2025 mostra, por exemplo, que a deputada Natália Bonavides (PT) desembolsou quase R$ 1,5 milhão apenas com a folha de assessores nesse período.

Embora a contratação seja legal e autorizada pelas regras da Câmara, especialistas em contas públicas alertam que a falta de transparência nos critérios de escolha e a amplitude do gasto reforçam a percepção de cabides de emprego.

Enquanto a sociedade enfrenta cortes em áreas essenciais, o Legislativo segue garantindo a seus parlamentares uma verba milionária que, muitas vezes, serve mais para fortalecer projetos pessoais de poder do que para dar suporte qualificado ao mandato.

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