Autoridades militares e de segurança
egípcias disseram que nenhuma das 224 pessoas a bordo do A321 Airbus
russo 7K9268 que caiu na Península do Sinai sobreviveu.
O avião russo caiu neste
sábado (31) na Península do Sinai, no Egito, após descolar da localidade
turística de Sharm El Sheikh. Segundo fontes da aviação civil do Egito,
seguiam a bordo do avião 217 passageiros e sete tripulantes.
De acordo com fontes da
embaixada russa no Egito, todos os passageiros a bordo são cidadãos
russos, incluindo 17 crianças e sete membros da tripulação.
A agência oficial RIA Novosti noticiou
que os tripulantes do avião já tinham chamado a atenção durante várias
semanas para problemas nos motores do aparelho a serviço há mais de 18
anos.
O aparelho perdeu o contacto com os
radares 23 minutos depois de levantar voo, quando sobrevoava a cidade de
Larnaca, segundo um porta-voz da Rosaviatsia, a agência estatal da
aviação russa. Segundo a agência RIA Novosti, o avião perdeu altura de
forma brusca pouco depois de levantar voo, e logo de seguida, o piloto
terá pedido à torre de controle permissão para realizar uma aterragem de
emergência no Cairo.
O avião tinha como destino o Aeroporto Pulkovo, em São Petersburgo, onde deveria aterrar pouco depois do meio-dia.
Investigação
O Presidente russo, Vladimir
Putin mandou aviões de emergência para colaborar nos trabalhos de
resgate na Península egípcia do Sinai. Vladimir Putin, que expressou
condolências às vítimas da catástrofe aérea, mandou também que o Governo
crie de imediato uma comissão estatal, enquanto as autoridades
judiciais abram uma investigação para esclarecer as causas do acidente.
O primeiro-ministro russo, Dmitri
Medvédev, pediu ao ministro dos Transportes, Maxim Sókolov, que viaje
com urgência para o Egito.
Avião de 18 anos
O avião caiu ao Sul da cidade egípcia
de Al Arish, capital da província do Norte de Sinai, pouco depois de
levantar voo de Sharm el Sheik, um dos destinos favoritos dos turistas
russos. O aparelho pertence à companhia russa MetroJet (Kogalimavia),
fundada em 1993 e com base no aeroporto moscovita de Domodedovo, que
realiza habitualmente voos fretados.
A agência oficial RIA Novosti noticiou
que os tripulantes do avião já tinham chamado a atenção durante várias
semanas para problemas nos motores do aparelho a serviço há mais de 18
anos. O avião, que efetuava o voo 9.268, foi antes operado pela
companhia turca Onu Air e, mais tarde, pela libanesa Middle East
Airlines.
*Com informações da Agência Lusa.
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