O padre polonês que se revelou gay no
início deste mês, às vésperas do Sínodo do Vaticano, revelou à rede
britânica BBC uma cópia da carta de renúncia que entregou ao papa
Francisco.
Na carta, Krzysztof Charamsa acusa a Igreja Católica de transformar a vida de milhares de gays católicos em um “inferno”.
Diz ainda que a igreja é hipócrita ao não permitir padres gays já que clero é “cheio de homossexuais”.
Charamsa fazia parte da Congregação para
a Doutrina da Fé, quando fez sua revelação bombástica, perdendo
imediatamente o cargo. Em uma coletiva em um restaurante em Roma, o
monsenhor declarou que era gay e que tinha um companheiro.
O Vaticano afirmou que a declaração do padre havia sido “irresponsável, já que visava colocar pressão da mídia sobre o Sínodo”.
Além disso, Charamsa foi demitido das
duas universidades católicas em que dava aulas, em Roma, e suspenso das
funções de padre pelo bispado da Polônia. Com isso, não poderá celebrar a
Santa Missa, administrar os sacramentos ou usar a batina.
Segundo a BBC, o papa Francisco ainda não respondeu à carta de renúncia de Charamsa.
Esta não foi a primeira vez que o
polonês teceu críticas duras à Igreja Católica depois de ter, como ele
disse, “saído do armário”.
Em entrevista à BBC Brasil, ele afirmou
que a igreja é “homofóbica, cheia de medo e de ódio”. Na ocasião, ele
tornou público seu “Manifesto de liberação gay”, no qual pede o fim da
discriminação de pessoas homossexuais por parte da Igreja Católica. (Com
agências internacionais)
UOL
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