O secretário estadual de Fazenda do Rio Grande do Norte e pré-candidato ao Governo pelo PT, Cadu Xavier, afirmou nesta segunda-feira (15) que a eleição de 2026 será marcada pela polarização entre defensores da democracia e o que ele chama de “campo golpista”, numa referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados.
Em entrevista ao jornalista Diógenes Dantas, na Rádio Mix, Cadu destacou que sua pré-candidatura está alinhada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à governadora Fátima Bezerra (PT). Segundo ele, independentemente da estratégia da oposição — seja com um ou mais nomes na disputa — o confronto eleitoral já está definido.
“Nós temos o lado do presidente Lula, o lado da democracia, o lado de quem está com o povo. Do outro lado estarão os golpistas. Essa eleição será polarizada: quem defende a democracia contra quem ameaça a democracia”, declarou.
Apoio de Lula e Fátima
O petista minimizou a posição pouco expressiva em pesquisas de intenção de voto até agora e ressaltou que seu desempenho melhora quando associado ao presidente e à governadora.
“Antes, quando eu andava no interior, era natural o desconhecimento. Hoje já é diferente. As pessoas falam: ‘Ah, é Cadu de Lula, é Cadu de Fátima’. Isso tem mudado o patamar da nossa pré-candidatura”, afirmou.
Para ele, a configuração do pleito estadual repetirá a divisão ideológica já conhecida no país. “Se a oposição vai dividida ou unida, pouco importa. O importante é que estamos ao lado de Lula e eles estarão do lado de Bolsonaro. Essa será a disputa em 2026”, resumiu.
Parceria com Walter Alves
Cadu Xavier também destacou a sintonia com o MDB e com o vice-governador Walter Alves, que assumirá o comando do Estado em abril de 2026, quando Fátima Bezerra renunciar para disputar o Senado.
Apesar de convites de Lula e Fátima, Walter já anunciou que não disputará o governo como candidato à reeleição, abrindo caminho para a consolidação da pré-candidatura de Cadu.
“Todo movimento que eu faço é combinado com Walter. A governadora iniciou essa transição para o futuro governador que assumirá em abril. Nossa relação está muito azeitada, todos os passos têm sido discutidos em conjunto”, destacou.
Cadu minimizou pressões dentro do MDB para que Walter reveja sua posição: “É um partido grande, com mais de 40 prefeitos, natural que haja divergências. Mas temos maturidade para lidar com isso.”
O secretário citou ainda apoios importantes, como o do ex-governador Garibaldi Alves Filho, presidente de honra do MDB, e de parlamentares que reforçaram recentemente a base governista.
AGORA RN
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