Uma ex-aliada próxima do ex-presidente Jair Bolsonaro fez um duro desabafo em que afirma ter sido perseguida e difamada pelo próprio grupo político que ajudou a aconselhar. Segundo ela, as agressões superaram até mesmo as críticas da esquerda.
De acordo com o relato, durante os períodos eleitorais, Bolsonaro e seus apoiadores teriam disseminado mentiras de forma orgânica, dificultando qualquer reação, sobretudo porque, na época, ela estava em um partido sem tempo de TV nem fundo eleitoral.
A ex-aliada disse ainda ter prestado conselhos diretamente a Bolsonaro, à deputada Carla Zambelli e a outros aliados de primeiro escalão. No entanto, afirma que acabou sendo afastada pelo ex-presidente, que teria dado ordens para prejudicá-la. Já Zambelli teria interpretado sua postura como “inveja dos votos” que conquistou.
Apesar da mágoa pessoal, a ex-aliada afirma não guardar rancor e garante colocar “Deus e o Brasil acima de tudo”, manifestando preocupação com os rumos políticos do país. Para ela, o julgamento ocorrido recentemente — que não detalhou — sinaliza que a divergência política tende a ser cada vez menos tolerada.
No cenário internacional, ela expressou receio quanto ao atual posicionamento do Brasil. Em suas palavras, os alertas feitos pelos Estados Unidos não podem ser tratados como bravata, uma vez que o país estaria em flagrante alinhamento com China, Rússia e Irã.
O que mais a preocupa, ressaltou, é que esse alinhamento não se restringe à esquerda, mas também é apoiado por setores da direita. Diante desse quadro, defendeu a formação de um conselho suprapartidário de lideranças nacionais, capaz de conduzir o país em meio ao que classifica como um cenário grave, tanto nacional quanto internacionalmente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário