segunda-feira, 20 de julho de 2015

Por causa da chuva no Sul, 50 cidades estão em estado de emergência Mais de 45 mil pessoas foram atingidas e nível dos rios preocupa. Mais da metade das cidades em situação de emergência está no Paraná.


No Sul do país, subiu para 50 o número de cidades em situação de emergência por causa da chuva dos últimos dias. Mais de 45 mil pessoas foram atingidas e a preocupação agora é com o nível dos rios.
Aos 72 anos, Dona Olga enfrenta a enchente pela primeira vez. A moradora de Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre, perdeu móveis, colchões e chora ao lembrar que precisou sair de casa. “Triste é mais que triste, porque a gente batalha, batalha”, afirma Olga Bandasz, dona de casa.
No lugar da água, agora, as ruas da cidade estão tomadas por muito lixo. “Se inventar de dar uma chuva que nem foi essa aí que veio, o problema vai ser dobrado”, diz o motorista Gerson Tavares.
Os funcionários da prefeitura tentam recolher os entulhos: foram 150 toneladas em apenas um dia. Sem contar os alimentos que foram perdidos. Em uma padaria, 1,2 mil toneladas de pães, que seriam a merenda escolar de estudantes, foram perdidas. No Rio Grande do Sul, mais de 5 mil pessoas estão fora de casa por causa das enchentes. Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, está alagada.
A chuva forte fez o Rio Gravataí subir mais de cinco metros acima do normal. No bairro Olaria, as casas ficaram completamente alagadas.
Mais de 80 famílias foram levadas pela Defesa Civil para um abrigo. Em Porto Mauá, na fronteira com a Argentina, o Rio Uruguai está 15 metros acima do nível normal. A travessia de balsa, o principal transporte para o país vizinho, segue suspensa. A prefeitura de São Borja notificou os moradores das áreas de risco para que deixem as casas.
“A gente não vai esperar para não perder o pouco que tem”, diz o José da Silva, desempregado.
Em Itaqui, as casas que podem ser transportadas estão sendo levadas para os pontos mais altos da cidade. Francisco Beltrão, no sudoeste do estado, ainda contabiliza os prejuízos do tornado da segunda-feira (13). A família Soares vasculha os escombros da casa onde moravam. Na hora do vendaval eles comemoravam o aniversário de Seu Antônio.
A mulher dele, Dona Izolete, de 65 anos está bem machucada. Ela foi arrastada pelo tornado junto com o fogão à lenha. “Cantaram parabéns quando começaram a cortar o bolo e distribuir, teve algumas que pegaram bolo, que chegaram a provar, outros nem provaram. Sou um aniversariante sobrevivente, graças a Deus”, diz o aposentado Antônio Soares.
Mais da metade das cidades em situação de emergência está no Paraná
O Governo Federal deve liberar R$ 1,6 milhão e o governo estadual mais R$ 3 milhões para compra, principalmente, de material de limpeza, cestas básicas, colchões e também telhas.
Vinte oito cidades estão em situação de emergência, entre elas Francisco Beltrão, que foi atingida por um tornado. E uma nova informação: os meteorologistas analisaram mais imagens do tornado e dos estragos e chegaram à conclusão de que os ventos tinham mais de 200 km/h.
Um morador de Ivaiporã, no noroeste do Paraná, filmou o momento em que parte da casa dele desaba. De acordo com a Defesa Civil, o desabamento aconteceu por causa do solo encharcado. Ninguém ficou ferido.



 

Lojas físicas vão para internet para melhorar vendas em ano de crise Nos primeiros quatro meses do ano, faturamento do comércio eletrônico cresceu 11%. Número de lojas virtuais cresceu 42% no primeiro semestre.


A crise fez muito comerciante mudar de endereço. Milhares de lojas foram parar na internet para melhorar as vendas. O comércio de um modo geral teve resultados ruins, mas no comércio eletrônico é diferente. No primeiro semestre, bombou.

O número de lojas virtuais cresceu mais de 40% no primeiro semestre. O desafio delas agora é fazer com que as páginas funcionem bem nas telas menores, dos celulares e tablets. Isso para conseguir aumentar ainda mais as vendas.
O ponto é bom. O produto, desejado. E os preços, de mercado. Mesmo assim, a Claudia sentiu aquele friozinho na barriga de quando as vendas não andam bem. “A loja física estava em um movimento muito lento por causa da crise e a gente sentiu a necessidade de ter mais um canal de venda. Aí pensamos em criar um online”, diz a administradora de empresa Cláudia Venâncio.
Juntos, ela e o marido, que trabalha na área de tecnologia, criaram uma loja virtual. O diferencial é um atendimento que tenta trazer o cliente, que ninguém vê, para bem pertinho, respondendo as dúvidas em um bate-papo online. O resultado está dando mais um friozinho na barriga. Mas dessa vez, a emoção é boa. “O resultado tem sido ótimo. A gente espera no próximo trimestre vender mais pela loja virtual do que pela loja física”, afirma o especialista em tecnologia, André Venâncio.
A loja online foi criada no início do ano em um espaço virtual voltado para quem está começando e ainda não tem tamanho. No primeiro semestre, 55 mil novas lojas online nasceram nessa plataforma, 42% mais que no mesmo período do ano passado.
Quase 40% dos acessos às lojas virtuais são feitos pelos dispositivos móveis, os celulares e tablets. Mas só uma em cada dez vendas são feitas por eles. Um desafio para quem quer ter crescimento real no mundo virtual é investir em sites que rodam bem em telas menores.
A experiência mostrou para Felippe que esse era o caminho. A loja dele começou em 1954. A papelaria mudou de endereço algumas vezes, até ganhar também o endereço eletrônico.
“O site se complementa com a loja física. Muitas vezes, a pessoa vê o produto no site e acaba vindo na loja física”, afirma o comerciante Felippe Naufel.
Nos primeiros quatro meses do ano, o faturamento do comércio eletrônico cresceu 11%. O valor médio das compras hoje é de R$ 378. “O comercio eletrônico hoje ele é mais um canal de venda para os varejistas e, principalmente, ele é uma possibilidade do consumidor analisar melhor as ofertas, analisar melhor um determinado produto antes de, efetivamente, realizar uma compra”, analisa o diretor executivo da E-Bit André Ricardo Dias.
O analista de marketing digital Thiago Ciafreis abriu uma loja virtual há três meses. Os produtos mais vendidos no site dele são telescópios e binóculos por causa da proximidade do dia dos pais. A loja de presentes nasceu em março como plano B para Thiago conseguir uma grana extra. Hoje está sobrando um dinheirinho para aumentar o estoque e crescer mais. “Todo mês tem dobrado de tamanho. Daqui um ano, acho já vai estar girando legal”, conta.
Só nos primeiros quatro meses deste ano, o setor de e-commerce faturou R$ 12 bilhões.




 

Três falsos médicos são flagrados no interior de São Paulo nesta semana Falsos médicos atenderam pacientes em postos de saúde em Mairinque, Alumínio e São Roque. Dois médicos já foram presos pela polícia.


Só nesta semana três falsos médicos foram flagrados atendendo em postos públicos do interior de São Paulo.
Os pacientes atendidos em postos de saúde das cidades de Mairinque, Alumínio e São Roque, estão preocupados. “Eu trago a minha mãe de quase 82 anos e eu quero ter a certeza absoluta que são profissionais formados, experientes, conscientes, que estão prontos para cuidar da vida e não para colocar a vida do ser humano em risco", diz a professora Rose Campos.
Só nesta semana, a polícia descobriu três pessoas que exerciam a profissão ilegalmente. Dois médicos são formados em faculdades fora do país, mas como o diploma não tem validade no Brasil, usavam sem autorização o registro de médicos cadastrados no CRM, o Conselho Regional de Medicina.
Os dois médicos formados fora do país já foram presos em flagrante com os documentos falsificados. Uma terceira mulher está foragida. Ela usava o nome de uma médica que trabalha em hospitais da região de Ribeirão Preto. Por telefone, Cibele Lemos disse que não sabe quem é a mulher que usava o registro dela. “Eu estou conversando com o meu advogado e vou tomar as providências que eu tenho que tomar. É claro que eu não conheço ela, né? É óbvio que não, né?”, disse Cibele Lemos pelo telefone.
A falsa médica já foi identificada pela polícia. Ainda não foi presa, mas pode responder por vários crimes. “Exercício ilegal da medicina, falsidade documental porque ela fez toda escrituração dos prontuários médicos e se causou lesão a algum paciente nesta conduta inapropriada desde uma lesão corporal até uma eventual tentativa de homicídio”, explica a delegada Fernanda Ueda.
Todos os suspeitos foram contratados por uma empresa terceirizada que presta serviço às prefeituras. As secretarias de Saúde vão investigar a documentação de todos plantonistas. Os pacientes atendidos recentemente nas três cidades estão sendo monitorados.
“A Santa Casa está chamando aquelas pessoas que foram atendidas por esses médicos fazendo uma ligação para elas para ver como estão essas pessoas. E aquelas que não estiverem bem convocando para passar com um médico que com certeza é médico”, afirma Sandro Rizzi
Diretor de saúde de São Roque.
O Bom Dia Brasil entrou em contato com a empresa Inova, que contratou os falsos médicos, mas não recebeu resposta. O Conselho Regional De Medicina vai investigar os três casos.


 

Eurogrupo libera empréstimo de 7 bilhões de euros para a Grécia Governo da Grécia conseguiu aprovar medidas de austeridade com ajuda da oposição no parlamento grego.


Agora que o parlamento da Grécia aprovou as medidas de austeridade o governo tenta obter um empréstimo de emergência para poder reabrir os bancos. Nesta quinta-feira (16), os 19 ministros das Finanças do Eurogrupo se reúnem para discutir o empréstimo de sete bilhões de euros de que a Grécia precisa para pagar dívidas vencidas. O empréstimo foi liberado, abrindo caminho para um novo acordo de ajuda que vai estender a dívida.
Outra questão inadiável é a reabertura dos bancos. Na quarta, no parlamento, o governo conseguiu aprovar o pacote com a ajuda da oposição. Veja na reportagem de Ilze Scamparini.
Em uma noite dramática para a Grécia, com pancadarias e bombas na Praça Sintagma, o parlamento grego aprovou por 229 votos a favor, 64 contra e seis abstenções a primeira parte do plano de ajuda, o terceiro, que evitará a saída do pais do Euro, pelo menos por enquanto.
O primeiro ministro Alexis Tsipras terá que enfrentar a perda de 40 deputados do seu partido, o Siriza. Entre os que votaram contra, o ex-ministro das Finanças, Yanis Varoufakis e a presidente do parlamento. Os votos determinantes para a aprovação do plano saíram da oposição, de partidos como Nova Democracia e Pasok.

Passava da meia noite quando o primeiro ministro chegou ao parlamento e fez dois discursos emocionados. “Quem pensa que eu fui vítima de chantagem, como escreveram tantos jornais no mundo, digo que nas 17 horas da reunião em Bruxelas eu tinha três alternativas: o acordo, o fracasso, com todas as suas consequências e o plano de Schoible, para uma moeda paralela. Entre essas três, fiz a escolha da responsabilidade”, disse o primeiro-ministro da Grécia.
Tsipras perdeu a sua maioria política, mas com uma reforma ministerial poderá reconquista-la. Ameaçou pedir demissão se o partido não votasse unido.
Nesta quinta cedo o Eurogrupo já começou a trabalhar para conseguir o empréstimo de emergência de sete bilhões de euros, para que a Grécia possa pagar no dia 20 de julho, uma parcela de 4,2 bilhões ao Banco Central Europeu e possa finalmente dar o dinheiro atrasado ao FMI, quase dois bilhões.

O que se prevê agora é um confronto entre a primeira ministra alemã Angela Merkel e a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde. O FMI já avisou que não vai ajudar a financiar o plano se uma parte da dívida grega não for cortada, e isso é tudo o que a líder alemã não quer que aconteça.
Nas ruas, o clima é de esperança. Um vendedor diz que o governo precisa ser forte para implementar todas as medidas. Um engenheiro diz que eleições agora estão fora de questão e que a aprovação do pacote era a única opção sensata para o país.
Em Lisboa, o correspondente André Luiz Azevedo conta como foi a repercussão no resto da Europa. Nos jornais de Portugal a crise grega domina a primeira página. Isso acontece também na vizinha Espanha. A imprensa, os políticos e a população em geral acompanham com muito interesse, com lente de aumento, o que acontece na Grécia, porque este ano tem eleições gerais em Portugal e na Espanha, e a situação grega já é o tema principal das campanhas.
Os partidos de oposição à esquerda torciam para que a rebelião do Siriza contra os credores desse certo, o que seria uma demonstração que há outra forma de lidar a crise. Já os partidos que estão no poder e que disputam a reeleição - e seguiram o roteiro de arrocho e austeridade - não escondem uma certa alegria com o que está acontecendo, que provaria que não há mesmo como enfrentar os credores sem se submeter.
Além da questão política há o lado econômico. Quem vai pagar a conta? A Inglaterra, que pertence à Europa, mas está fora da Zona do Euro, já disse que não vai dar uma libra sequer. A conta para salvar a Grécia tem que ser dividida mesmo entre os países da Zona do Euro.
Os bancos gregos - esse é o problema mais imediato - vão reabrir gradualmente, não vai ser tudo ao mesmo tempo para evitar uma corrida que seria fatal nesse momento.
Para entender melhor, veja as medidas que foram aprovadas no parlamento em Atenas: aumento de impostos, fim das isenções e reforma da previdência.
A idade mínima para aposentadoria passa de 62 para 67 anos. O imposto sobre o macarrão, o pão e o leite sobe de 13% para 23%. No caso dos hotéis, de 6,5% para 13%. Barcos, aviões privados, carros de luxo e piscinas também passam a pagar mais.
Foi aprovado um programa de privatização das empresas estatais e a garantia de independência da Agência Nacional de Estatísticas, o IBGE deles, acusado de manipular dados.


 

'Todo mundo se enfraqueceu', diz Miriam Leitão sobre crise grega Parlamento grego aprova medidas de austeridade para receber ajuda. Nas negociações, tanto Merkel quanto Tsípras saíram enfraquecidos.


Parlamento grego aprova medidas de austeridade: aumento de impostos, fim das isenções e reforma da previdência. Também foi aprovada ainda a garantia de independência da Agência Nacional de Estatísticas, o IBGE deles, acusado de manipular dados.
Fez umas pedaladas lá. Isso aprofundou a crise quando se descobriu que o país estava em crise era pior do que se imaginava por causa das pedaladas. Elas são perigosas em qualquer país.

Tem o problema dos bancos. O importante dessa crise toda é que no final das contas todo mundo se enfraqueceu. Tanto a Angela Merkel quanto o primeiro-ministro grego. A Angela Merkel está forte no seu partido, ela vai ganhar nesta sexta-feira (17) a votação no parlamento. A opinião pública, majoritariamente, a favor de ser dura com a Grécia. Mas acontece que houve muita crítica na imprensa, nos partidos de oposição a esse estilo dela.

Inclusive, a revista The Spiegel disse que ela destruiu em um fim de semana 70 anos de diplomacia do pós-guerra. A Alemanha fez tudo para ser sempre mais Europa, diz a imprensa, e agora ela brigou por menos Europa pela primeira vez em seis décadas. Fora que aumentou muito a crítica à Merkel e à Alemanha, inclusive do FMI, e dos outros países como a França.

E dentro da Grécia, o problema do primeiro-ministro é que ele venceu nesta quarta-feira (15), mas ele perdeu quase 40 parlamentares do seu partido. Ele está agora governando em minoria e vai ter que fazer uma nova coalizão chamando partidos de oposição para remontar a coalizão, fazer uma reforma ministerial e assim governar com mais segurança a Grécia. Porque nesse momento, ele ficou enfraquecido por causa dessa votação.

Agência de classificação de risco Moody's desembarcou nesta quarta-feira (15) no Brasil

Pode esperar uma notícia ruim, mas não péssima. Provavelmente, eles vão rebaixar o Brasil. Mas como eles estão dois pontos acima do nível crítico, que se perde o grau de investimento. Eles podem só reduzir e ficar ali. Mas se eles reduzirem e fizerem um viés negativo, isso é uma notícia ruim. Então vamos torcer para que seja só um rebaixamento e não rebaixamento com sinal negativo que indica a perda do grau de investimento.


 

Câmara desiste de aumentar mandatos de quatro para cinco anos Temas polêmicos, como financiamento de campanha, ficaram para retorno do recesso parlamentar. Já o fim da reeleição foi confirmado.


A Câmara desistiu de aumentar os mandatos dos políticos de quatro para cinco anos. O fim da reeleição está mantido. E a data da posse, que na primeira votação seria nos dias 4 e 5 de janeiro para presidente e governadores, foi mantida em 1º de janeiro. Essa discussão ainda não acabou.
Temas polêmicos, como o financiamento de campanha, ficaram para agosto, no retorno do recesso parlamentar, que começa sexta. Já o fim da reeleição foi confirmado.
Todas as mudanças ainda têm que ser aprovadas em duas votações no Senado, e os senadores começaram a votar outras propostas de mudanças no sistema eleitoral. Acaba a figura do puxador de votos nas coligações. Para eleger um deputado ou vereador, o partido vai ter que conseguir votos sozinho e para ter acesso ao fundo partidário e ao tempo na propaganda de rádio e TV, os partidos precisam ter diretórios em 10% dos municípios brasileiros e em mais da metade dos estados até 2018.
Outra proposta aprovada: magistrados e integrantes do Ministério Público terão que esperar dois anos, depois de deixarem o cargo, para se candidatar a um cargo político.
Foi aprovado também um projeto que permite que prefeitos, vices e vereadores condenados à cassação continuem no cargo até a confirmação da sentença pelo Tribunal Regional Eleitoral.


 

Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo fala à CPI da Petrobras Cardozo disse que caracteriza crime quando uma pessoa que recebe doação para uma campanha sabe que a origem do dinheiro é ilegal.


O ministro da Justiça foi à CPI da Petrobras como convidado e respondeu a muitas perguntas. Quem esperava que ele fosse defender o governo agora está interpretando que pode não ter sido bem assim.
O ministro falou sobre a doação de campanha ser crime. A declaração dele foi diferente da defesa de vários políticos acusados na Operação Lava Jato de receber doações ilegais, inclusive do PT. A defesa deles é que as doações recebidas de empresas investigadas foram legais e registradas na Justiça Eleitoral. José Eduardo Cardozo reforçou que deu uma opinião jurídica pessoal e disse que caracteriza crime quando uma pessoa que recebe doação para uma campanha sabe que a origem do dinheiro é ilegal.
“Começam a surgir teses de que doações de campanha legais poderiam enserjar situações criminosas se tivessem uma origem ilícita. Eu pessoalmente não creio que seja necessária apenas uma origem ilícita do dinheiro, seria necessária uma ciência daquele que recebe a doação e um acompreciamento com a doação para que ele pudesse ser enquadrado efetivamente em uma conduta dolosa que pudesse enserjar responsabilização. Se eventualmente uma empresa pratica uma falcatrua qualquer – sem que esse alguém tenha participado, saiba disso, da origem do dinheiro, ele não pode ser responsabilizado. Estava de boa fé”, disse.
Foram mais de seis horas de depoimento. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que articulou a reunião entre o presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, e a presidente, Dilma Rousseff, na cidade do Porto, em Portugal. E que, embora não estivesse na agenda, foi um encontro normal, que o assunto foi o reajuste do Judiciário, e não a Operação Lava Jato, da Polícia Federal.
Confirmou que se reuniu com o advogado da empreiteira Odebrecht e disse que negar um pedido de reunião com advogados é que seria uma infração.
Sobre as operações da Polícia Federal, o ministro Cardozo fez questão de dizer que não tem poder legal para interferir nas investigações, mas que aguarda a conclusão de sindicâncias para apurar supostas ilegalidades cometidas pela polícia, como no caso do grampo que foi encontrado na cela do doleiro Alberto Youssef, em Curitiba. “Se houver ilegalidade, não admitirei nenhum tipo de acobertamento, nenhum. Porque o respeito que a Polícia Federal tem exige que a lei seja respeitada. Ou seja, respeito da polícia é o respeito da lei, assim se faz um estado democrático”, afirmou.
O ministro defendeu a atuação da Polícia Federal durante a Operação Politeia, que cumpriu mandados de busca e apreensão na terça-feira na casa de políticos. “Quando nós temos investigações de pessoas com foro privilegiado não é a Polícia Federal que conduz investigações, ela apenas é executora. Quem conduz é o Poder Judiciário”, ressaltou.
Os agentes tinham ordem para apreender bens que pudessem ter sido comprados com dinheiro de supostos crimes investigados pela Procuradoria-Geral da República e apreenderam vários carros de luxo. Uma Lamborghini, avaliada em R$ 2,5 milhões, foi retirada de um dos endereços do senador Fernando Collor de Mello, do PTB. O carro estava registrado em nome de uma empresa que tem Collor e a esposa como sócios e que, para os investigadores, foi usada para lavar dinheiro. Uma Ferrari de R$ 1 milhão também foi apreendida com o senador Collor. Os dois carros de luxo estão com o IPVA atrasados. A dívida total passa de R$ 300 mil.
O advogado do senador, Rogério Marcolini, disse que os dois carros e ainda um Porsche que também foi apreendido não aparecem na declaração de renda do senador porque estão em nome da empresa ou financiados, por contrato de leasing, e ainda aparecem como se fossem da financiadora.
Nesta quinta-feira (16) a CPI da Petrobras vai ouvir o advogado-geral da União, Luiz Inácio Adams, e o ministro da Controladoria-Geral da União, Valdir Simão.


 

Preço do aluguel tem queda nos últimos 12 meses Queda no índice nacional FipeZap foi de 0,57%. Redução nos aluguéis em Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro puxaram média nacional para baixo


Depois de anos subindo o aluguel sem parar, agora é o momento de renegociar. Porque o preço médio do aluguel caiu nos últimos doze meses.
Na tela do computador, brotam apartamentos. O corretor oferece uma pechincha. “Temos um bom exemplo de um apartamento três quartos, em Copacabana. Neste momento, está por apenas R$ 3 mil com o condomínio relativamente baixo, para um apartamento de 120 m², de frente”, mostra gerente de imobiliária, Vinicius Carvalho.
Tudo bem que é Copacabana, Rio de Janeiro. Mas R$ 3 mil? Pechincha?
“Há um ano, seis meses, no máximo, atrás seria R$ 4 mil, R$ 3,7 mil, o mais por baixo para fechar o negócio. Neste momento está sendo anunciado por R$ 3 mil. Ainda aceita alguma negociação, sim”, afirma gerente de imobiliária.
Sim, os preços dos aluguéis estão caindo. Nos últimos doze meses, a queda no índice nacional FipeZap foi de 0,57%. Mesmo com o aumento registrado em seis cidades. Entre elas, Brasília e São Paulo. O que puxou a média de todas as cidades para baixo foi a redução nos aluguéis em três capitais. Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro com a maior queda.
A cidade olímpica ainda tem o metro quadrado mais caro do país. Mas agora vive um novo cenário. Proprietários que lucraram com a disparada de preços antes da Copa do Mundo hoje enfrentam dificuldades para alugar imóveis.
O mercado imobiliário varia de acordo com a lei da oferta e da procura. E os corretores dizem que, neste momento, a oferta está maior. Por exemplo, eu estou procurando um apartamento para alugar. E tenho quatro disponíveis. O poder de barganha é maior. O que acontece? Normalmente, o preço cai.
A crise econômica atingiu em cheio o mercado. Mesmo com tantos imóveis novos, há menos gente procurando apartamento. Podendo fazer mudança. Quem vai alugar também quer preços mais baixos.
Vale a pena até abrir mão de áreas nobres. Foi o que aconteceu no Rio de Janeiro. O preço caiu, principalmente, nos bairros mais caros. O especialista acredita que os aluguéis não vão despencar o tanto quanto subiram nos últimos anos. Mas é uma boa hora para conseguir bons descontos.
“Quando o mostrador ia mostrar o imóvel você tinha quatro ou cinco inquilinos disputando aquele imóvel. Hoje é o contrário, ele tem mais tempo, mais opção, ele pode planejar melhor, e pode negociar melhor e conseguir uma condição de preço mais dentro do seu orçamento”, analisa Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi-Rio.


 

Jovens procuram emprego para ajudar a pagar contas em casa Desemprego entre pessoas que sustentam família subiu mais de 50% em em maio. Jovens que buscam trabalho subiu para mais de 16% em maio.


A crise deixou muitos chefes de família desempregados. Por isso os filhos jovens, que nunca trabalharam, estão saindo em busca de um emprego para ajudar em casa.
Dona Jucelene bem que gostaria que o filho Kauê, de 17 anos, só estudasse. Mas quando ela perdeu o emprego as coisas ficaram mais difíceis em casa e o jovem precisou arrumar um trabalho.
“Ele correu atrás e a gente fica muito contente por ver que foi de livre e espontânea”, afirma Jucelene.
Como é menor de idade, Kauê conseguiu um estágio remunerado no fórum da cidade. O salário não é alto, mas ajuda muito.
“É pouco, mas ajuda bastante com as contas assim dá para dar uma inteirada”, conta Kauê.
Com a alta dos preços, a renda cada vez mais curta e o desemprego batendo na porta dos chefes de família, muitos jovens estão tendo que arregaçar as mangas e partir em busca de um emprego.
O número de pessoas que sustentam a família e estão desempregadas subiu em maio mais de 50% em relação ao mesmo período do ano passado. Ao mesmo tempo, o número de jovens que saíram em busca de trabalho saltou de 12% para mais de 16% em maio deste ano.
Uma associação, que prepara e encaminha jovens ao mercado de trabalho de São José do Rio Preto, a procura por um dos cursos oferecidos aumentou. Nesta mesma época em 2014, 720 jovens aguardavam uma vaga, hoje são 1400 na lista de espera.
A mãe de Izabela perdeu o emprego este ano e a jovem teve que arranjar um trabalho para dar uma força nas contas de casa. “Eu ganho R$ 788. Contando que eu já posso ajudar em casa jjá é ótimo”, afirma a empacotadora Izabela Vieira da Paixão.


 

Dunas são loteadas e vendidas no litoral do Ceará Lotes estariam à venda por até R$ 15 mil. Denúncia é de moradores da praia do Icaraí, em Caucaia, que protestaram contra a ocupação.


As dunas, que tanto encantam turistas no Nordeste, estão sendo loteadas e vendidas irregularmente no litoral do Ceará.
Estacas demarcam a área da duna. Dividem a areia em lotes que estariam à venda por até R$ 15 mil. A denúncia é de moradores da praia do Icaraí, em Caucaia, que protestaram contra a ocupação.

“Já sabemos que já tem gente interessada na compra desses lotes, ou seja, existe uma negociação já por trás”, afirma o morador Edilberto Parreiros.

Uma área está só reservada. Mas basta caminhar um pouquinho para ver que em uma outra parte da duna já existem construções:0020algumas em andamento, outras já prontinhas e com gente morando.

A maioria diz que ocupou a área por conta própria há cerca de um ano, sem pagar nada. Já a Dona Lúcia conta que pagou R$ 4 mil pelo terreno, mesmo sem ter nenhuma garantia de posse. “Ele não tem documento nenhum esse chão aqui”, diz.

O Edson comprou o terreno vizinho e pagou ainda mais caro: R$ 8 mil a um homem que, segundo ele, se diz dono de toda a área. “Ele chegou até a mim e disse: ‘essa parte que vocês compraram e estão fazendo as casas de vocês, vocês podem construir normalmente que não tem nada a ver. Eu só não quero que vocês deixem ninguém invadir a minha propriedade que é exatamente o terreno ao lado”, conta o motorista Edson Ferreira.

As dunas são consideradas áreas de proteção permanente. União, estados e municípios onde estão localizadas devem evitar a ocupação irregular. Mas o Instituto de Meio Ambiente de Caucaia só começou a apurar a venda de lotes e construções nas dunas do Icaraí depois das denúncias dos moradores.

“Tentamos notificar o proprietário, se é que existe o proprietário, as pessoas que ali estavam aparentemente a lotear, não conseguimos. Vamos voltar a mandar uma nova fiscalização para realmente definir a situação”, diz Elano Damasceno, presidente do Instituto de Meio Ambiente de Caucaia.

O Ministério Público da União e também do estado estão investigando a ocupação.

“Para levantar um imóvel, uma construção dessa, leva um certo tempo. E, com certeza, alguém viu, alguém denunciou e por que que não foi feita a fiscalização? Então, isso são coisas que realmente a gente tem que cobrar do governo municipal, no caso, de Caucaia e do estado do Ceará”, afirma o promotor de justiça Amisterdan Ximenes.
A Superintendência de Meio Ambiente do estado disse que a fiscalização é responsabilidade da prefeitura. Mas que está acompanhando o caso e que pode agir se o município pedir ajuda.



 

Presidente da Odebrecht presta depoimento à PF em Curitiba Investigadores devem questionar Marcelo Odebrecht sobre bilhete que escreveu quando já estava preso.


Está marcado para esta quinta-feira (16) na Polícia Federal em Curitiba o primeiro depoimento do presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, preso há quase um mês pela Operação Lava Jato.
Os investigadores devem questionar Marcelo Odebrecht sobre um bilhete que ele escreveu quando já estava preso. Ele escreveu: “Destruir e-mail sondas”. Segundo a polícia, pode ter sido uma tentativa de ocultar provas. A defesa do presidente da Odebrecht alega que houve quebra do sigilo entre advogado e cliente.
Marcelo Odebrecht foi preso no dia 19 de junho na 14ª fase da Operação Lava Jato. Para os investigadores, a Odebrecht fazia parte do cartel que fraudava licitações na Petrobras.
A PF tem que fechar este inquérito até sexta (17).




Parlamento grego decide se aceita novo plano dos credores para o país Tsipras não sabe se poderá contar com os votos do seu partido. FMI declarou que a Grécia precisa de muito mais para sair da crise.

O Parlamento da Grécia decide nesta quarta-feira (15) se aceita ou não o plano dos credores. Não dá para prever o resultado da votação. Vai ser uma discussão difícil, nem o primeiro-ministro Alexis Tsipras acredita no acordo e não sabe se poderá contar com os votos do seu partido. O clima de desconfiança aumentou ainda mais depois que o FMI declarou que a Grécia precisa de muito mais dinheiro para sair da crise. A reportagem é de Ilze Scamparini.

Atenas está vivendo um dia de grande tensão, com greve de 24 horas do funcionalismo, a primeira do governo de Alexis Tsipras, e muitos protestos previstos. No parlamento grego será votada parte das medidas de austeridade do novo plano de ajuda ao país e um novo jogo político começa a se formar, com 30 a 40 parlamentares do partido do governo que devem votar contra o pacote, mas Alexis Tsipras poderá ganhar o apoio de quase toda a oposição, e provavelmente conseguirá a aprovação do acordo.
Os pontos mais importantes que serão votados são o fim da isenção de imposto para as ilhas, a reforma da Previdência e aumento de impostos para alimentos como pão, leite e macarrão. Os ricos também serão taxados com novos impostos para barcos, aviões privados, carros de luxo e piscinas.
Em uma entrevista à TV pública, provavelmente a mais difícil da sua vida política, Alexis Tsipras defendeu o acordo assinado em Bruxelas como a única maneira de salvar a Grécia. Reconheceu que não gosta das medidas, mas acredita que com elas o país sairá da crise.
Afirmou que o seu ex-ministro das Finanaças, Yanis Varoufakis, que agora o critica publicamente, cometeu erros evidentes, que ser um grande estudioso não significa ser um bom político.

O Fundo Monetário Internacional pode não participar do plano de ajuda à Grécia. Um documento que a instituição mandou aos líderes europeus informa que em dois anos a dívida grega pode chegar a 200% do Produto Interno Bruto, a soma das riquezas produzidas pela nação. O fundo concluiu que o governo de Atenas precisa de muito mais dinheiro do que os 86 bilhões previstos e pediu a redução de parte substancial do débito.
O acordo deverá ser aprovado também por outros parlamentos europeus, como o alemão. O bloco corre para tentar resolver o empréstimo de emergência para a Grécia, que será concedido por alguns países. A Itália e França se colocaram à disposição. Segundo uma pesquisa, 51% da população apoiam o plano.
O Reino Unido se recusa a contribuir com esse fundo de emergência citado na reportagem, o que mostra a divisão dos europeus para lidar com a crise da Grécia.




 

Nova etapa da Lava Jato provoca reações entre políticos investigados Polícia Federal apreendeu carros de luxos e dinheiro vivo. Collor disse que foi 'humilhado' e chamou operação de 'espetáculo'.


A nova etapa da Operação Lava Jato apreendeu carros de luxos, dinheiro vivo e teve como alvo de investigação políticos suspeitos de participar do esquema de corrupção na Petrobras.
Foi uma operação grande e que gerou muita reclamação dos políticos investigados, de que a operação foi desnecessária, invasiva, arbitrária. Umas das reações mais fortes foi a do senador Fernando Collor, do PTB de Alagoas. Para ele, a Polícia Federal foi truculenta e ilegal. Os policiais entraram na Casa da Dinda, que foi residência oficial do então presidente Collor, e apreenderam três carrões.
Desde que começaram as investigações da Lava Jato essas foram as primeiras buscas e apreensões envolvendo políticos com foro privilegiado. Policiais pegaram joias, duas obras de arte, arquivos de computador, documentos e um dinheirão: US$ 45,6 mil, 24.550 euros e mais de R$ 4 milhões, sendo que R$ 3,6 milhões estavam em São Paulo, na empresa de Carlos Alberto de Oliveira Santiago, empresário do setor de combustíveis. Essa apreensão faz parte da investigação do senador Fernando Collor.
Foram levados também oito carros, três deles em Brasília: um Lamborghini avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões, uma Ferrari avaliada em R$ 1 milhão e um Porsche avaliado em R$ 400 mil. Estavam na Casa da Dinda, do senador Fernando Collor, do PTB de Alagoas.
Os policiais também estiveram atrás de documentos em um apartamento pago pelo Senado, que o senador também ocupa. Foram ainda nas Organizações Arnon de Melo e na TV Gazeta, em Maceió, afiliada da TV Globo. Collor é um dos principais acionistas.
No plenário, Collor reclamou da operação. Disse que foi um espetáculo. “Constrangido fui, humilhado também fui. Mas podem ter certeza, senhor presidente e senhoras e senhores senadores, que intimado eu jamais serei”, afirmou.
Outro alvo da investigação é o senador Fernando Bezerra Coelho, do PSB de Pernambuco, que também esteve no plenário, mas não falou. Policiais estiveram na residências dele no Recife. O senador disse, por meio da assessoria, que está à disposição para dar todas as informações.
Ainda teve busca nos endereços do senador Ciro Nogueira, do PP do Piauí, presidente nacional do partido, na casa dele em Brasília e no estado. O advogado disse que o senador já tinha colocado os sigilos bancário e fiscal a disposição e considerou a ação abusiva e desnecessária.
Também foram recolhidos documentos nas casas do deputado Eduardo da Fonte, do PP de Pernambuco. A assessoria disse que ele está à disposição da Justiça para esclarecer os fatos.
Em Salvador, a polícia foi ao gabinete do ex-ministro das Cidades, Mario Negromonte, hoje conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia. A defesa dele disse que Negromonte quer entregar espontaneamente os documentos considerados indispensáveis pelas autoridades.
Em Santa Catarina houve buscas em endereços de João Pizzolatti, ex-deputado, hoje secretário do governo de Roraima. A defesa dele disse que atitudes invasivas preocupam, mas que Pizzolatti está à disposição para esclarecimentos e que confia nas decisões do Supremo.
No Rio de Janeiro, a Polícia Federal fez buscas em um prédio da Petrobras e nas casas de dois ex-diretores da BR Distribuidora, José Zonis e Luiz Cláudio Caseira Sanches. A Polícia Federal também esteve na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.
Foi o Surpemo Tribunal Federal que autorizou toda a operação, a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Ele pediu a Polícia Federal que levasse bens que podem ter sido comprados com dinheiro do esquema de corrução da Petrobras. As outras apreensões são para evitar a destruição de provas.
A Polícia Federal também esteve no escritório de advocacia de Tiago Cedraz, filho do presidente do Tribunal de Contas da União. Ele não é investigado formalmente. Ricardo Pessoa, dono da UTC, disse que pagava R$ 50 mil por mês à Cedraz em troca de informações privilegiadas sobre os processos no TCU.
O Senado disse que a Polícia Federal descumpriu resolução da casa ao entrar em apartamento funcional do senador Fernando Collor. Em nota, a Procuradoria-Geral da República afirmou que o apartamento funcional não faz parte das dependências do Senado e que a Polícia Federal não cometeu irregularidade.
A Petrobras afirmou que os mandados de busca e apreensão tiveram como objeto exclusivo as salas dos funcionários José Zônis e Luis Cláudio Sanches e instalações de um consórcio na Refinaria Abreu e Lima.
A Petrobras anunciou que pediu informações ao Supremo sobre a operação - e que afastou preventivamente os dois empregados mencionados pela primeira vez na Operação Lava Jato.
Nota da redação: Na reportagem exibida no dia 15 de julho, o Bom Dia Brasil afirmou que a Polícia Federal fez buscas nas residências do senador Fernando Bezerra Coelho, do PSB de Pernambuco, em Brasília e no Recife. Na verdade, só foram feitas buscas na casa do senador no Recife. A informação foi corrigida às 11h42 do dia 15 de julho.


 

Delator da Lava Jato diz que entregou R$ 4 milhões para José Dirceu Informação foi dada por Julio Camargo, ligado à empresa Toyo Setal. Dinheiro teria sido entregue em espécie a pedido de Renato Duque.


Um dos delatores da Lava Jato disse em depoimento que entregou R$ 4 milhões ao ex-ministro José Dirceu. A informação foi repassada por Julio Camargo, consultor ligado à empresa Toyo Setal. Ele prestou depoimento na terça-feira (14) na Justiça Federal do Paraná.
Segundo advogados que acompanharam a audiência, Julio Camargo disse que entregou R$ 4 milhões em espécie para o ex-ministro José Dirceu. O dinheiro teria sido entregue a pedido do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, mas não deu detalhes de quando e como esse pagamento teria sido feito.
Ele é delator da Lava Jato, por isso não pode permanecer em silencio nos depoimentos. O advogado de José Dirceu nega as acusações.


 

Senado amplia internação de menores infratores para até 10 anos Menores que cometerem crimes hediondos poderão ficar até 10 anos internados. Infrator vai ter que concluir o ensino médio profissionalizante.


O Senado aprovou o projeto que aumenta o tempo em que os menores que cometerem crimes graves poderão ficar internados. Os menores infratores vão poder ficar até dez anos internados.
Hoje, o tempo máximo de internação é de três anos. Para os senadores que votaram a favor, essa proposta dá uma resposta à sociedade ao aumento da criminalidade entre menores. Para virar lei, basta apenas uma votação na Câmara e a assinatura da presidente Dilma.
O projeto muda o Estatuto da Criança e do Adolescente. Aumenta de três para até dez anos o tempo máximo de internação de menor de idade que praticar conduta prevista na lei de crimes hediondos, como estupro, latrocínio, que é o roubo seguido de morte e homicídio doloso, quando há a intenção de matar.
A proposta prevê ainda que, enquanto estiver internado, o menor infrator terá que estudar até concluir o ensino médio profissionalizante. Hoje, o Estatuto exige que o jovem infrator termine apenas o ensino fundamental.
“Esse menor de 18 anos vai para uma ala especifica do sistema socioeducativo separado dos demais e com obrigação de fazer o ensino fundamental, o ensino médio, e ter uma profissão para não ser mais vítima das organizações criminosas”, afirma o senador José Pimentel, do PT - CE, relator do projeto.
A mudança também endurece as punições para adultos que envolverem menores na prática de crimes.
“É uma resposta que nós estamos, dando, rápida, relativamente rápida, embora tardia, às demandas da própria sociedade”, afirma o senador José Serra, do PSDB – SP, autor do projeto.
Esse projeto tem apoio do governo que é contra uma outra proposta, bem mais complexa, que mexe com prevê a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.


 

Eles estão em um labirinto', diz Miriam Leitão sobre crise na Grécia Comentarista avalia mais um dia decisivo para o futuro do país. Gregos estão divididos entre alívio e dúvida, que está maior nesta quarta.

Já são três semanas de bancos fechados na Grécia. O acordo não foi suficiente para trazer normalidade ao país.

Sempre foram dois os sentimentos: alívio e dúvida. Hoje a dúvida está maior porque esta quarta-feira (15) é o dia da votação. O FMI tem dúvidas, acha que não é o suficiente, quer um perdão de parte da dívida. O governo americano também tem um documento que vazou em que analisa a dívida grega e diz que ela é insustentável, que é preciso dar um perdão de parte grande da dívida.
O partido do primeiro-ministro grego, dividido, vai à votação. O líder do Congresso já encaminhou parecer contra a votação. Então, é um dia muito incerto, cheio de insegurança. Vamos ver o que que os gregos decidem.
Mas o mais aflitivo são os bancos fechados. Três semanas de bancos fechados. Se você fosse grego o que estava querendo agora? Que o banco abrisse para você correr e pegar suas economias. É isso que todo grego está pensando. Por isso que é preciso um empréstimo de emergência – para que haja garantia de que os bancos possam abrir sem haver uma corrida bancária. Isso é o que é mais difícil hoje.
Não é por acaso que os gregos inventaram o labirinto. Eles estão em um labirinto. E o minotauro está logo ali.


 

Vendas no varejo caem pelo quarto mês seguido em maio Em comparação ao mesmo período do ano passado, queda foi de 4,5%. Resultado é reflexo do aumento da inflação e também do desemprego.

A crise não deixou o brasileiro tirar o pé do freio mesmo. As vendas no comércio, que já foram símbolo do crescimento econômico, não param de cair. A ordem é só o necessário, nada mais do que o necessário.

Teve queda até nas vendas dos itens considerados essenciais. Um reflexo do aumento da inflação e também do desemprego. Os comerciantes já não sabem o que fazer para convencer os clientes a gastar.
Mesmo com desconto, está difícil queimar os estoques.
Bom Dia Brasil: Tem uma placa com 70% de desconto. Anima?
Lenita Vecchinelli, dona de casa: Não. Só o que precisar.
O consumidor está pensando duas vezes antes de colocar a mão no bolso.
Bom Dia Brasil: Roupa?
Adriana Tomaselli, pedagoga: Roupa, não, não.
Bom Dia Brasil: Eletrodomestico?
Adriana Tomaselli: Tambem nao!
Bom Dia Brasil: Móvel?
Adriana Tomaselli: Também não! O básico mesmo. É supermercado e uma coisinha ou outra que a gente vai usar para viajar.
As vendas no varejo caíram mais um pouco em maio. Foi o quarto mês seguido de retração. Já em relação ao mesmo período do ano passado, a queda foi de 4,5%. O segmento de móveis e eletrodomésticos foi o que mais contribuiu para esse resultado. Compras em supermercado, alimentos e bebidas e vestuário também tiveram peso importante. E quando inclui nessa conta as vendas de veículos e de material de construção, a queda em relação ao ano passado sobe, e muito: -10,4%.
“Como a gente depende de comissão, aí acaba vindo um mês fraco e aí a gente sofre também porque com as vendas devagar a gente recebe muito pouco”, conta a vendedora Fernanda da Silva.
Os lojistas dizem que o cliente não desapareceu. O que mudou foram os hábitos. “As pessoas continuam vindo à loja, experimentando, mas o que diminuiu foram as vendas”, afirma a dona de loja Ana Cristina Garcia.
“Você comprava por comprar, por prazer. Agora não. Agora você vai comprar conscientemente, porque é o que você precisa”, diz a aposentada Maria Helena Negrão.
Uma pesquisa do programa de administração do varejo mostra que o brasileiro está realmente com menos dinheiro para gastar. A expectativa dos consumidores é que no terceiro trimestre sobre, em média, só 6% do salário para gastar depois de pagar todas as contas como moradia, alimentação, transporte, educação e as dívidas. No mesmo período do ano passado, o brasileiro tinha quase o dobro para as compras.
“Essa diferença é resultante da redução da massa de rendimentos do que o consumidor ou que as famílias têm no bolso, em razão da inflação e em razão da subida muito forte da taxa de juros na ponta”, afirma o presidente do Instituto Brasileiro de Varejo Claudio Felizoni.
Também tem o aumento da taxa de desemprego. Tudo isso junto esquentou o índice de inadimplência. Quase 40% da população adulta tem dívidas atrasadas. E com isso, o consumidor também está usando menos o crédito na hora de pagar. “A dívida acaba saindo fora do orçamento e gerando uma preocupação. Hoje não tenho dívida nenhuma. E não pretendo ter”, diz o chef de cozinha Claudomiro Rosa da Silva.
A queda nas vendas no varejo foi a mais acentuada para um mês de maio, desde 2001.



Todos os gráficos que eu olho não mostram queda do amor dos filhos às mães. O problema é que faltou dinheiro mesmo na hora de comprar o presente. O amor não está diminuindo, mas o dinheiro no bolso, sim. E esse é que é o problema.

Na verdade, quando comparamos com 2001 – que foi o ano do apagão –, a economia vinha muito bem em 2000, em 2001 com o apagão caiu a economia e foi para níveis recessivos. Desde então nunca houve queda de maio em relação a abril tão grande. Normalmente em maio cresce por causa do Dia das Mães – que é o segundo melhor mês de vendas.
Os dados do IBGE mostram o varejo simples e o varejo ampliado. E o varejo normal, o comércio varejista teve uma queda de 4,5% em relação a maio do ano passado. Mas o varejo ampliado – em que entram carros, motos, material de construção – deu 10,5%. São muito ruins.
E a expectativa é que esse ano continue negativo, mesmo melhorando algum mês, que o ano termine com vendas no varejo menores do que no ano passado.
A crise está pegando a economia como um todo. Mas, especificamente no comércio, o que mais afetou para se chegar a esse resultado tão ruim? É a ponta que sente o efeito de tudo isso que está acontecendo com a gente. É um círculo vicioso.
A inflação subiu, comeu um pouco da renda. Teve um tarifaço de energia, parte da renda foi comprometida com o pagamento dessa conta. Aí os juros subiram, então ficou mais difícil refinanciar a dívida, você gastou mais com a dívida. Então, isso tudo tornou a renda disponível – um conceito que os economistas usam para compras em geral que o consumidor pode escolher ou adiar – ficou menor com tudo isso.
E, além disso, o desemprego – mesmo que não afete diretamente aquela família – ele paira sobre a economia como um medo de que ele pode ser o próximo. Então, a pessoa compra menos porque teme o dia de amanhã. Então, tudo isso vai bater exatamente no varejo.




Senado cria CPI para investigar a CBF e organização da Copa de 2014 CPI tem poderes para pedir quebra de sigilo bancário e fiscal de dirigentes e também de ex-dirigentes da CBF. Romário vai presidir a comissão.


O Senado vai investigar as denúncias de corrupção no futebol. A CPI foi instalada nesta terça-feira com Romário na presidência.
A CPI vai ser instalada daqui a 20 dias. A CPI tem poderes para pedir quebra de sigilo bancário e fiscal de dirigentes e também de ex-dirigentes da CBF.
O senador Romário, do PSB do Rio de Janeiro, que foi quem propôs a criação da CPI, queria ficar com a relatoria. O relator decide os rumos da comissão, mas o PMDB, dono da maior bancada do Senado, não abriu mão do cargo.
Romário então foi eleito presidente da CPI. O relator é o senador Romero Jucá, do PMDB de Roraima. A CPI pretende investigar a CBF e o Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014. A primeira reunião ficou marcada para o dia 4 de agosto, depois do recesso parlamentar, que começa no fim dessa semana.
O presidente da CPI, senador Romário, disse que vai pedir ajuda da Policia Federal e da Interpol para investigar as denúncias de corrupção na CBF.



 

Confira as mudanças no sistema eleitoral aprovadas pela Câmara Minirreforma altera a duração das campanhas e o tempo da propaganda no rádio e na televisão. Novas regras também no financiamento das campanhas.


A Câmara dos Deputados concluiu na noite desta terça-feira (04) a votação da minirreforma do sistema eleitoral, que altera a duração das campanhas e o tempo da propaganda no rádio e na televisão. Uma das mudanças: na campanha no rádio e na TV, das coligações, valerá a soma de tempo apenas dos seis maiores partidos e não de todos da coligação.
Foi uma longa sessão na Câmara, uma das alterações impôs como limite de gastos, nas cidades com até 10 mil eleitores, R$ 100 mil reais nas campanhas para prefeitos e R$ 10 mil para vereadores.
O texto do projeto de lei também proíbe que empresas doem dinheiro para os candidatos da região onde elas têm obras públicas. Estabeleceu um teto de R$ 20 milhões para doações de empresas a partidos. Diminuiu o período da campanha eleitoral de 90 para 45 dias. E a campanha no rádio e na TV de 45 para 35 dias, com o programa eleitoral mais enxuto também, com blocos menores e mais inserções pequenas ao longo da programação.
Os deputados também permitiram que gravações de conversas privadas ou telefônicas, mesmo sem autorização da Justiça, sejam usadas como prova em processo eleitoral. E ficou decidido também que partido que não prestar conta não terá o registro suspenso.



 

Nova fase da Lava Jato cumpre mandados de busca e apreensão Mandados são cumpridos em Maceió, DF, Bahia, Pernambuco, Santa Catarina, Rio e São Paulo e dizem respeito a seis inquéritos no STF.


A nova fase da Operação Lava Jato cumpre 53 mandados de busca e apreensão - em Alagoas, no Distrito Federal, Bahia, Pernambuco, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo – que dizem respeito a seis inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal e investigam políticos na Operação Lava Jato.
Entre eles está o que investiga o senador Fernando Collor, que, de acordo com a Procuradoria-Geral da República, teria recebido dinheiro desviado da Petrobras.
Em Maceió, agentes da Polícia Federal foram até o prédio da TV Gazeta, afiliada da TV Globo, e recolheram documentos e computadores. A TV Gazeta tem entre os principais acionistas o senador Fernando Collor, do PTB de Alagoas.
Os policiais foram também até a casa do diretor-executivo das Organizações Arnon de Mello, Luis Pereira Amorim.
Em Brasília, a polícia cumpre busca e apreensão na casa do senador Fernando Collor de Melo e do senador Ciro Nogueira, do PP do Piauí. Os policiais fizeram também buscas em endereços ligados ao deputado Eduardo da Fonte, do PP, de Mário Negromonte e na BR Distribuidora.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, emitiu uma nota dizendo que as medidas são necessárias para esclarecer os fatos e preservar as provas.
Nota de correção: Diferentemente do que noticiou nesta terça-feira (14) mais cedo no Bom Dia Brasil, não houve buscas e apreensões na casa de Arnon de Mello, filho do senador Fernando Collor de Mello. Arnon de Mello não é investigado, não tem nenhum cargo na TV Gazeta e nem residência em Maceió. Também não houve buscas na residência de Eduardo Frazão, diretor financeiro da Organização Arnon de Mello. Pelos erros, nós pedimos desculpas a eles e a vocês, telespectadores. A informação foi corrida às 11h30 do dia 15 de julho.



 

Potências e Irã chegam a acordo nuclear após 2 anos de negociações Metas vão impedir que Irã possa construir bomba atômica em 15 anos. Em troca, o país se livra das sanções que sufocam a economia.


Depois de quase dois anos de intensas e difíceis negociações, seis potências mundiais chegaram finalmente a um acordo com o Irã para limitar o programa nuclear do país.
O acordo com Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha foi fechado em Viena, na Áustria. As potências estabeleceram metas para impedir que o Irã tenha a capacidade de construir uma bomba atômica nos próximos 15 anos. Em troca, o país se livra das sanções que sufocam a economia.
Os detalhes desse acordo vão ser divulgados em uma entrevista coletiva com os negociadores, mas as agências de notícias já adiantaram alguns pontos. Os inspetores da ONU terão acesso às instalações nucleares do Irã, mas esse acesso pode ser questionado pelo Irã. O embargo de armas continua por cinco anos e as sanções sobre o programa de mísseis balísticos por mais oito anos. Esse era um dos pontos mais sensíveis das negociações. Se houver violação do acordo, as sanções econômicas podem ser retomadas em 65 dias.
Esse acordo pode trazer muitas consequências para a região. A reação poderia ser de alívio, porque teoricamente - pelo menos por 15 anos - é menos um país com a bomba atômica, nessa região onde tudo explode com muita facilidade, mas o primeiro-ministro de Israel é o maior crítico desse acordo. Ele foi inclusive pessoalmente falar isso ao Congresso americano e agora, com acordo fechado, Benjamin Netanyahu disse que é um erro histórico, um mau acordo. Fez um certo drama, com um apelo à oposição israelense por união em um momento, segundo ele, crucial para o futuro da segurança de Israel e disse palavras duríssimas, para serem ouvidas pelo mundo inteiro: “Foram feitas concessões de longo alcance em áreas que deveriam impedir o Irã de fabricar uma arma nuclear; o Irã vai receber centenas de bilhões de dólares e com isso terá mais combustível para a sua máquina de terror”. São as palavras do primeiro-ministro de Israel, inimigo declarado do Irã, um país que não admite, mas que também não nega possuir a bomba nuclear.
O acordo foi fechado e agora os diplomatas precisam levar o acordo para casa e saber se ele vai ser de fato aprovado e aceito pelos líderes e parlamentares que vão colocar suas assinaturas.
Nos Estados Unidos, isso não vai ser tão simples. Barack Obama vai tentar convencer o Congresso a aprovar o texto, mesmo sabendo que muitos parlamentares vão reclamar do fato de não estar previsto o fechamento da maior usina nuclear iraniana, entre outros itens que desagradam a oposição republicana, fortemente ligada a Israel. Se não aprovarem, de qualquer forma, Obama pode aceitar o custo político e conseguir vetar o veto do Congresso para aprovar o acordo.
No Irã, o presidente Rouhani aprovou o acordo. Ele disse que era uma crise desnecessária que finalmente foi resolvida. Apesar de ter o apoio discreto do aiatolá Ali Khamenei, lider supremo do Irã, ele vai enfrentar muita oposição de políticos linha-dura que não queriam nenhum tipo de concessão.
Fora isso, ainda existe muita margem para desacordos pelo caminho, já que as sanções econômicas só vão ser suspensas depois que inspetores da ONU comprovarem que o Irã está cumprindo com o que foi assinado em Viena.
Finalmente, depois de mais de uma década de tensão, dois anos de negociações nervosas, existe um acordo. Ele é histórico, e agora - mais importante do que tudo - é preciso saber se vai se cumprir esse acordo. Mas isso é uma história completamente diferente.



 

Aumento do limite do crédito consignado pode virar armadilha Medida pode se tornar um estímulo para pegar mais e mais empréstimos. Inadimplência subiu mais no grupo de pessoas que têm acima de 61 anos.

A fatura do cartão já pode ser paga com o crédito que é descontado direto no salário. O governo aumentou o limite do crédito consignado só para o pagamento dessas dívidas, mas o que parece uma facilidade pode se transformar em uma armadilha para os aposentados.

Isso porque pode se tornar um estímulo para pegar mais e mais empréstimos. Em outras palavras, para fazer novas dívidas. Em maio, a presidente Dilma tinha derrubado uma proposta parecida e argumentou que poderia aumentar o endividamento e a inadimplência das famílias.
A mudança na regra do crédito consignado vale para trabalhadores da iniciativa privada, servidores públicos, aposentados e pensionistas. Juntos, eles já pegaram R$ 58 bilhões emprestados este ano só nesse tipo de financiamento. Os juros do consignado são baixos, 27,2% ao ano, em média, enquanto em outros tipos de crédito pessoal passam de 100% ao ano.
A partir de agora, o limite da prestação poderá ficar um pouco maior: aumenta de 30% para 35% do salário ou aposentadoria, mas o valor extra só poderá ser usado para pagar despesas com cartão de crédito.
Economistas e consultores de finanças temem que a mudança acabe estimulando o endividamento das famílias, especialmente dos aposentados. Números do Banco Central mostram que eles já vêm recorrendo mais a esse tipo de empréstimo. Enquanto o volume total de empréstimos consignados caiu 12% este ano, o crédito para os aposentados do INSS subiu 2% entre janeiro e maio.
Os idosos estão com dificuldades para pagar as dívidas. A inadimplência subiu mais no grupo de pessoas que têm acima de 61 anos, passou de 11,8% para 12,2%, como aponta pesquisa do Serasa Experian.
O professor de Finanças avalia que o aumento do limite consignável pode ser um perigo para pessoas mais idosas e que não tem muito esclarecimento sobre as regras e riscos de comprometer mais de um terço da renda com empréstimos. “São pessoas mais vulneráveis, mais suscetíveis a por exemplo algum problema de saúde e outros tipos, inclusive de ocorrências”, afirma Marcos Sarmento Melo.
Ele também lembra que o assédio dos bancos aos aposentados costuma ser grande. “Se alguém lhe concede a possibilidade de tomar mais recursos e você sempre tem a necessidade e a possibilidade de gastar mais dinheiro em outras necessidades, é claro que a pessoa até pela facilidade de se obter esses recursos acaba tomando dinheiro emprestado”, ressalta.
Aposentado pelo INSS, seu José Custódio de Melo tem 30% da aposentadoria comprometida com o pagamento de consignados e conta que é difícil se livrar deles. “Quando estava quase vencendo um, as meninas me ligavam e me ofereciam e eu pegava, estava precisando do dinheiro. Espero não fazer, se eu fazer vai diminuir mais o salário, já é pouco e vai diminuir mais”, diz.
Essa foi a segunda mudança feita nas regras do crédito consignado para os aposentados e pensionistas. Em setembro do ano passado, o Conselho Nacional da Previdência Social aumentou o prazo para o pagamento dos empréstimos de 60 para 72 meses.


 

Miriam Leitão sobre limite maior do consignado: 'Pode ser bola de neve' Comentarista alerta para risco de endividamento com novo limite de 35%. 'Famílias têm 46% da sua renda anual comprometida com dívidas', revela.

É estranho. O Banco Central restringe o crédito para combater a inflação. E o aumento do limite do crédito consignado estimula o endividamento e o consumo. Parece estar na contramão.
 O Banco Central está subindo juros para desestimular o endividamento. E mais: em maio o governo vetou uma proposta que o Congresso tinha aprovado para aumentar o limite do consignado para 40%. E agora, o governo aumenta para 35%.

E o pior é o seguinte: poderia ser uma boa ideia se fosse só para pagar a conta já pendente no cartão de crédito. Mas não é, não. É o seguinte: qualquer dívida nova que você faça no cartão de crédito, na hora de pagar pode ser com o consignado. Quer dizer, pode ser uma bola de neve.

E mais do que isso: se olharmos os dados dos últimos anos, aumentou muito o grau de endividamento das famílias. Em 2005, as famílias tinham 18% da sua renda anual comprometido com dívidas. Agora é 46%.

Neste momento, 22% do orçamento das famílias já é gasto com pagamento de dívida. Então está ficando muito perigoso. O endividamento está aumentando.

Os juros do cartão chegam a 360%. Estimular novas dívidas no cartão?

Revisão da meta de economia
E por falar em endividamento, está difícil para o governo endividado cumprir a meta de economia. Então, é até normal que o governo reveja essa meta para baixo.

Mas as ideias que estão surgindo são muito ruins. Por exemplo, a ideia de “meta flexível”, que saiu do Ministério do Planejamento: pode ser um número, pode ser outro. Como assim?
Esse é um sinal péssimo para todos os investidores que estão analisando as contas brasileiras.

Aumentou muito o endividamento brasileiro desde o começo do governo Dilma: subiu de 52% do PIB para 62% do PIB – a dívida bruta. E o país não está conseguindo ter superávit. E o déficit nominal chegou a 8% do PIB. Essa não é uma hora de brincar de fazer uma meta flexível na área fiscal.

Então, que o governo estabeleça o que exatamente ele vai perseguir – e perseguir essa meta e cumprir.




 

Sonda da Nasa chega perto de Plutão e vai revelar mistérios do planeta anão Viagem de quase cinco bilhões de quilômetros levou nove anos. A New Horizons vai dar uma volta completa e captar imagens de altíssima resolução.


Pela primeira vez, uma sonda da Nasa deve chegar perto de Plutão. A viagem que parece até coisa de ficção científica vai revelar mistérios do planeta anão.

Uma viagem de quase 5 bilhões de quilômetros e que levou nove anos para ser completada. Nesta terça-feira (14), os cientistas da Nasa estão de olhos grudados na sonda New Horizons.
Alan Stern, o líder da missão diz: “parece ficção científica, mas não é. As informações que já estamos recebendo são um presente para a espécie humana”.
Mas essa é uma história que começou lá atrás, em 1930. Foi quando Clyde Tombaugh, um astrônomo americano, de 24 anos, descobriu Plutão. O que seria o nono planeta do sistema solar, em 2006, foi reclassificado com planeta anão. Isso porque ele não é o astro dominante de sua órbita, que cruza a de Netuno, esse sim, um planeta.
Nesses 85 anos, os cientistas só conseguiram imagens e dados sobre Plutão usando telescópios, instalados na Terra ou no espaço. Essa é a grande mudança, que vai acontecer.
A sonda da Nasa vai passar a 12,5 mil quilômetros da superfície de Plutão e a 29 mil quilômetros da maior de suas cinco luas: Caronte. Pode parecer uma distância muito grande, mas para esse tipo de estudo não é não.
A New Horizons vai dar uma volta completa e captar imagens de altíssima resolução. Cathy Olkin, especializada em ciência planetária, explica que será possível observar a geologia, a composição e a atmosfera do planeta anão. “Poderemos saber a altura das montanhas e a profundidade dos vales”, afirma.
Mesmo antes de chegar ao destino, a New Horizons já trouxe informações que surpreenderam os astrônomos. Uma foto revela linhas claras e escuras, que sugerem a existência de penhascos por lá.
John Spencer, geólogo da missão, afirma: “é incrível o que já estamos vendo. São imagens que revelam coisas que nunca soubemos antes”.
Essa viagem está provocando muita curiosidade nos Estados Unidos. A Nasa fez até um aplicativo para telefone celular para acompanhar essa aventura bem de perto.
Em um dia histórico para ciência, o descobridor de Plutão não será esquecido. A sonda está levando parte das cinzas de Clyde Tombaugh, que sonhou tanto com esse momento.




 

Costa diz que Renan recebeu dinheiro de propina da Petrobras Presidente do Senado e deputado foram citados no depoimento à Justiça. Ex-diretor da Petrobras disse que dois políticos teriam recebido propina.


Um dos principais delatores da Operação Lava Jato reforçou nesta segunda-feira (13) a denúncia de que o senador Renan Calheiros se beneficiou do esquema de corrupção da Petrobras e disse que Renan tinha deputado como representante para receber a propina.
O senador Renan Calheiros e o deputado Aníbal Gomes foram citados no depoimento do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa à Justiça. De acordo com o que disse Paulo Roberto, os dois políticos teriam recebido uma parte da propina de fraudes na Petrobras.
Advogado: Quem lhe dava sustentação política no PMDB? Não ouvi o senhor mencionar.
Paulo Roberto Costa: Porque já constou de outros depoimentos. É, senador Renan Calheiros era um dos que davam sustentação política.
Advogado: O senhor negociava também valores, propina, comissionamentos?
Paulo Roberto Costa: Não, com ele não. Mas ele tinha um representante lá, um deputado, Aníbal Gomes, que algumas vezes negociou comigo isso.

Renan e Aníbal já são investigados em outro processo pela Procuradoria-Geral da República em Brasília, porque têm foro privilegiado.
Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef foram interrogados no processo que investiga fraudes nas obras das refinarias Getúlio Vargas, no Paraná, e de Paulínia, em São Paulo.
O advogado de uma das empreiteiras investigadas pela Lava Jato afirmou que vai pedir a anulação da delação premiada de Paulo Roberto Costa. Segundo o advogado, Paulo Roberto mentiu à Justiça quando questionado sobre valores de propina que teria recebido enquanto foi diretor de Abastecimento da Petrobras. “Disse hoje aqui que recebeu de 6 a 8 milhões de Alberto Youssef e Youssef disse que entregou 50 milhões a ele no Brasil”, disse Roberto Telhada, advogado da OAS.
Quando questionado por advogados sobre o dinheiro que repassou a Paulo Roberto, o doleiro respondeu: “Em torno de 50, 60 milhões para o senhor Paulo Roberto Costa”.
Paulo Roberto revelou números diferentes, mas disse estar se referindo a transações feitas não com Youssef, mas com Fernando Baiano, outro acusado no esquema.
Paulo Roberto Costa também disse ao juiz Sérgio Moro que, na Petrobras, era voz corrente que a indicação de Renato Duque - outro ex-diretor investigado e preso - teria partido do ex-ministro José Dirceu.
 Paulo Roberto Costa:  As indicações tinham que ter apoio político. A indicação que se falava dentro da companhia, a indicação de Renato Duque foi pelo PT.
 Sérgio Moro : Algum polí tico em particular ou o partido?
Paulo Roberto Costa: Dentro da Petrobras, quando ele foi indicado, corria pelos corredores lá que ele tinha sido indicado na época pelo ministro José Dirceu.
Renan Calheiros reafirmou que suas relações com as empresas públicas nunca ultrapassaram os limites institucionais e que jamais autorizou o deputado Aníbal Gomes a falar em nome dele. O senador Renan aponta o que considera uma contradição, já que nos depoimentos anteriores o delator sempre negou ter tratado de projetos e valores com ele.
O deputado Aníbal Gomes negou as acusações e disse que não houve entrega ou promessa de recursos para ninguém.
O advogado de José Dirceu disse que o ex-ministro não indicou Renato Duque para diretoria da Petrobras.
A defesa de Alberto Youssef reafirmou que ele mantém todas as declarações.
Não conseguimos contato com os advogados de Paulo Roberto Costa e Fernando Baiano.



 

Bebê usa óculos pela primeira vez e vídeo faz sucesso na internet Vídeo chama atenção de como os pais podem reconhecer problemas de visão nas crianças bem pequenas. A pequena Piper tem miopia.


Um vídeo de um bebê enxergando tudo pela primeira vez está fazendo o maior sucesso na internet pelo mundo. E chama atenção de como os pais podem reconhecer problemas de visão nas crianças bem pequenas.
Nos primeiros segundos a menina americana, chamada Piper, parece incomodada, até o instante em que a mãe consegue colocar os óculos. A bebê abre um sorriso enorme, arregala os olhos com a surpresa de enxergar os pais pela primeira vez.
A mãe pergunta se ela pode ver e o pai é quem responde que acha que sim. Enquanto isso, Piper, que tem até sete graus de miopia, continua com a carinha fascinada.
O vídeo já foi compartilhado milhares de vezes nas redes sociais, e o mais interessante é que a fofura da pequena Piper não rendeu só um sucesso na internet, serviu também para fazer um alerta: atrasos no desenvolvimento de crianças podem estar relacionados a problemas de visão. Só que perceber este tipo de problema nem sempre é fácil: os pais precisam estar atentos ao comportamento deles.
“A criança, às vezes, fica se aproximando muito dos objetos para poder enxergar, não responde muito ao ambiente, não olha na direção do pai e da mãe”, alerta o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto.
Outros sinais típicos são olhos lacrimejando ou com tremores e a fotofobia, que é a aversão à luz. É o pediatra quem vai indicar a necessidade de uma consulta com o oftalmologista. O Emanuel, de um ano, reclamou bastante.
A mãe saiu do consultório mais tranquila: Emanuel não tem nenhum problema de visão. A relação do bebê com o mundo depende 85% da visão. Por isso, ela é tão importante. A Helena, de 3 anos, teve sorte porque a mãe observou cedo a dificuldade que ela tinha para assistir desenhos na TV. O médico diagnosticou uma hipermetropia, e com os óculos tudo mudou.
Bom Dia Brasil: O que que você gosta de fazer agora?
Helena: Desenho!
“Quando ela fica exposta na tela seja da televisão, do celular ou tablet, ela mantém uma distância, que é mais correta e a expressão dela fica mais relaxada. Então, a gente percebe que ela tem um conforto maior”, afirma Fabiana Ferreira Roldão, fonoaudióloga e mãe de Helena.
“É legal usar óculos”, diz Helena.



 

Comércio pode cobrar pelas sacolinhas recicláveis em São Paulo Acordo, que garantia duas embalagens de graça por compra, terminou no sábado (10). Comércio ainda usa sacolinhas antigas, que estão proibidas.


Mais um capítulo da novela das sacolas plásticas em São Paulo. O comércio pode, de novo, cobrar pelas sacolinhas recicláveis. Só que muita gente não aceita isso.
Ainda encontra-se muita gente saindo de lojas com as sacolinhas antigas, que estão proibidas. Principalmente, dos estabelecimentos menores. A prefeitura disse que não quer criar uma indústria de multas. Que o que importa é mudar o comportamento das pessoas em relação ao lixo.
O que não falta nas ruas é variedade. Tem sacolinha de tudo quanto é jeito: as cinzas, as verdes, as que vão e voltam para casa e até mesmo aquelas que não poderiam mais estar circulando por aí.
Bom Dia Brasil: Érica, o que você comprou?
Érica: Comprei cosméticos.
Bom Dia Brasil: E entregaram na sacola branquinha?
Érica: Na sacola.
Rejane comprou parte do jantar em uma banca de rua, que também foi entregue para ela na sacola antiga. “A maioria dos estabelecimentos comerciais entregam na sacolinha reciclável mesmo, mas só na rua. Essas coisas que você compra na rua diretamente, não”, afirma Rejane Patrícia, captação de recursos.
A mesma coisa aconteceu quando o aposentado Nelson da Silva foi comprar os jornais. “Nem pensei. Lembro mais no mercado, açougues. Mas banca de jornais não”, diz.
O que os pequenos comerciantes dizem, sem gravar entrevista, é que ainda têm estoque das sacolinhas antigas e que não querem simplesmente jogar tudo fora. Por isso, continuam distribuindo os modelos que já deveriam ter sumido das ruas.
Em um açougue, o lote das sacolinhas antigas está no fim e o dono diz que já nem distribui mais. Mas tem cliente que insiste.
“Até pelo fato da sacola ser frágil e algumas pessoas pegam ônibus. Além do peso, ela é transparente a carne fica visível e para esconder o produto o cliente coloca várias sacolinhas para poder transportá-las”, conta o proprietário do açougue, José Turim.
Ele diz que essa atitude tem saído caro para ele porque o açougue não cobra pelas sacolinhas. Mas poderia. O acordo, entre o Procon e a Associação Paulista de Supermercados que garantia duas embalagens de graça por compra, terminou no sábado (10). A ideia era educar o consumidor, que continua tendo desconto se trouxer a sacola de casa.
“Quando ele levar a sua ecobag ele terá direito de R$ 0,03 de desconto a cada cinco produtos. E este direito continua até o dia 10 de novembro”, explica a diretora executiva do Procon/SP, Ivete Maria Ribeiro.
Dona Maria do Socorro anda equipada com sacolas ecológicas e até um carrinho de compras. E diz que se precisar, topa pagar pela sacolinha. “Eles cobrando, as pessoas vão saber utilizar melhor. Não vai pegar muita sacolinha porque, às vezes, como é gratuita, eles pega muita sacola e polui o ambiente, afirma a autônoma Maria do Socorro.
A prefeitura disse que a decisão de cobrar pelas sacolas plásticas depende da consciência ambiental de cada empresa. E reforçou que a ideia das novas sacolas é favorecer a separação do lixo reciclável e orgânico.




 

Casos de meningite triplicam no RS e há dificuldade para encontrar vacina Secretaria de Saúde diz que estado está em alerta, mas a situação está sob controle. Nem todas as vacinas estão disponíveis nos postos de saúde.




O número de casos de meningite triplicou, na primeira metade do ano, no Rio Grande do Sul. Nem todas as vacinas estão disponíveis em postos públicos. E nos particulares, a conta sai cara.

A preocupação com a meningite movimenta, principalmente, as clínicas particulares. A maior procura é pela vacina contra o tipo B que não está disponível na rede pública. A imunização exige de duas a quatro doses e cada uma custa em média R$ 540.

E a vacina, mesmo cara, está difícil de encontrar. Por isso, a gerente comercial Clenia Costa foi com a filha para Porto Alegre. “Extremamente cara porque na realidade a população toda precisa se imunizar e pagar R$ 1250,00 por uma vacina, Graças a Deus eu posso, mas e quem não pode?”, reclama. 
As duas são de Cachoeirinha, na região metropolitana, onde a secretaria estadual de Saúde registrou um surto isolado de meningite do tipo C. Apenas a vacina para o grupo C está disponível nos postos de saúde, e eles ficaram lotados no fim de semana. Preocupadas, algumas pessoas usaram máscaras nas filas.
A meningite é uma inflamação na membrana que envolve o cérebro e a medula espinhal. A doença pode ser causada por bactéria, vírus ou fungo. Os sintomas são febre alta, dor de cabeça, vômito, náuseas, rigidez na nuca e manchas vermelhas na pele.
No Rio Grande do Sul, em todo ano passado, foram 75 casos e 13 mortes. Neste ano, já são 48 casos e 10 mortes. A secretaria de Saúde diz que o estado está em alerta contra a meningite, mas garante que a situação está sob controle.
Uma reunião nesta segunda-feira (13) definiu que as medidas de prevenção serão reforçadas. Principalmente,as escolas.
“Medidas de prevenção como lavagens de mãos, ventilação dos recintos, evitar aglomerações e procurar um médico sempre que houver uma situação sintomática”, diz Francisco Pazsubsecretário de saúde do Rio Grande do Sul.



 


quarta-feira, 24 de junho de 2015

Energia elétrica deve subir 43,4% em 2015, estima Banco Central Há duas semanas atrás, estimativa do BC era de uma alta de 41%. Gasolina, por sua vez, já teve aumento de 9,3% até maio, diz instituição.

A energia elétrica deve ter um reajuste de 43,4% em 2015 fechado, informou o Banco Central nesta quarta-feira (24) por meio do relatório de inflação do segundo trimestre deste ano. A última previsão do BC para o aumento da energia elétrica neste ano foi feita duas semanas atrás. Naquele momento, o BC previa um aumento menor: de 41% em 2015.
A estimativa de alta no preço da energia elétrica em 2015 reflete do repasse às tarifas do custo de operações de financiamento, contratadas em 2014, da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

O governo anunciou, no início deste ano, que não pretende mais fazer repasses à CDE – um fundo do setor por meio do qual são realizadas ações públicas – em 2015, antes estimados em R$ 9 bilhões. Com a decisão do governo, as contas de luz dos brasileiros podem sofrer em 2015, ao todo, aumentos ainda superiores aos registrados no ano passado.
Custo de produção maior
O custo de produção de eletricidade no país vem aumentando principalmente desde do final de 2012, com a queda acentuada no armazenamento de água nos reservatórios das principais hidrelétricas do país.
Para poupar água dessas represas, o país vem desde aquela época usando mais termelétricas, que funcionam por meio da queima de combustíveis e, por isso, geram energia mais cara. Isso encarece as contas de luz.
Entretanto, também contribui para o aumento de custos no setor elétrico o plano anunciado pelo governo ao final de 2012 e que levou à redução das contas de luz em 20%.
Para chegar a esse resultado, o governo antecipou a renovação das concessões de geradoras (usinas hidrelétricas) e transmissoras de energia que, por conta disso, precisaram receber indenização por investimentos feitos e que não haviam sido totalmente pagos até então. Essas indenizações ainda estão sendo pagas, justamente via CDE.
Gasolina, gás de cozinha e telefonia fixa
O Banco Central informou ainda que, até maio, o preço da gasolina já avançou 9,3% e que, o preço do gás de bujão subiu 4,3%. Para a telefonia fixa, a autoridade monetária está prevendo um recuo de 3% em todo ano de 2015.
Com a alta da tributação sobre gasolina e fim de repasses para a conta de luz, o Banco Central informou que prevê, para o conjunto de preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros), um aumento de 13,7% neste ano. Há duas semanas, a previsão era de uma alta de 12,7% para os administrados em 2015.



Alexandro Martello Do G1, em Brasília

Veja os citados na pesquisa Exatus para deputado federal no RN

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