segunda-feira, 20 de julho de 2015

Todos os gráficos que eu olho não mostram queda do amor dos filhos às mães. O problema é que faltou dinheiro mesmo na hora de comprar o presente. O amor não está diminuindo, mas o dinheiro no bolso, sim. E esse é que é o problema.

Na verdade, quando comparamos com 2001 – que foi o ano do apagão –, a economia vinha muito bem em 2000, em 2001 com o apagão caiu a economia e foi para níveis recessivos. Desde então nunca houve queda de maio em relação a abril tão grande. Normalmente em maio cresce por causa do Dia das Mães – que é o segundo melhor mês de vendas.
Os dados do IBGE mostram o varejo simples e o varejo ampliado. E o varejo normal, o comércio varejista teve uma queda de 4,5% em relação a maio do ano passado. Mas o varejo ampliado – em que entram carros, motos, material de construção – deu 10,5%. São muito ruins.
E a expectativa é que esse ano continue negativo, mesmo melhorando algum mês, que o ano termine com vendas no varejo menores do que no ano passado.
A crise está pegando a economia como um todo. Mas, especificamente no comércio, o que mais afetou para se chegar a esse resultado tão ruim? É a ponta que sente o efeito de tudo isso que está acontecendo com a gente. É um círculo vicioso.
A inflação subiu, comeu um pouco da renda. Teve um tarifaço de energia, parte da renda foi comprometida com o pagamento dessa conta. Aí os juros subiram, então ficou mais difícil refinanciar a dívida, você gastou mais com a dívida. Então, isso tudo tornou a renda disponível – um conceito que os economistas usam para compras em geral que o consumidor pode escolher ou adiar – ficou menor com tudo isso.
E, além disso, o desemprego – mesmo que não afete diretamente aquela família – ele paira sobre a economia como um medo de que ele pode ser o próximo. Então, a pessoa compra menos porque teme o dia de amanhã. Então, tudo isso vai bater exatamente no varejo.




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