Preso preventivamente em Curitiba,
frente a frente com o juiz federal Sérgio Moro, em duas ocasiões, Mário
Góes chorou. Em depoimento à PF, já no âmbito do acordo de colaboração
premiada, Mário Góes afirmou à Polícia Federal que Pedro Barusco lhe
disse que já teria ‘outros esquemas da mesma natureza com outras
empresas’.
Ele contou que ‘se mostrou inicialmente
preocupado com a proposta, embora já sentisse que havia alguma atuação
de Barusco nesse sentido há algum tempo’.
Mário Góes declarou que o ex-gerente de
Engenharia da Petrobras ‘gostava mais de jantares, cabendo a Barusco de
fato atuar na gestão das atividades da Diretoria de Serviços, resolvendo
as coisas’.
Segundo o delator, Barusco o
tranquilizou dizendo que haveria outras pessoas envolvidas no esquema e
que o ‘Partido dos Trabalhadores estaria dando algum tipo de suporte a
essa atividade’.
Mário Góes está preso desde fevereiro de
2015. Ele explicou à força-tarefa da Lava Jato que ‘desde o início a
divisão dessa comissão era feita da seguinte forma, o valor era dividido
por seis ou por sete’.
Ele não soube dizer ‘ao certo porque às
vezes era de uma forma ou de outra’, mas incluiu o nome do ex-diretor de
Serviços da Petrobras Renato Duque como um dos beneficiários do
dinheiro.
“Quando a divisão era por seis, Barusco
dizia que duas partes seriam para Renato Duque, duas para o próprio
Barusco, uma para o declarante”, registrou a Polícia Federal.
A sexta parte era dividida no porcentual
de 60% para Barusco e 40% para o próprio Góes, ele disse. Nas vezes em
que a divisão era por sete, Mário Góes não soube para quem iria a sétima
parte. “Quanto ao valor destinado ao partido (PT), Barusco dizia que
era ?uma outra parte?, sendo que o declarante nunca participou e
preferia não saber de tal assunto.”
O PT tem reiterado que todos os valores
que o partido arrecada têm origem lícita, são contabilizados e
declarados à Justiça eleitoral.
Isto É
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