O prefeito de
Umarizal, Carlindson Onofre Pereira de Melo (Mano), foi afastado do
cargo no início da manhã desta quarta-feira (29) durante a operação
Negociata. Deflagrada pelo Ministério Público, a ação apura fraudes e
desvio de recursos através de um convênio firmado com o banco Gerador
S.A. O afastamento do prefeito se deu a pedido do procurador geral de
Justiça, Rinaldo Reis.
Além do afastamento do prefeito, 17 promotores de Justiça, delegados e
agentes de Polícia Civil deram cumprimento a 15 mandados de apreensão,
seis de prisão preventiva e três de condução coercitiva (com o uso da
força se necessário) em Umarizal, Martins, Natal e Parnamirim.
Segundo o MP, os mandados foram expedidos pelo Tribunal de Justiça e
pelo Juízo da Comarca de Umarizal. Participam da operação a Procuradoria
Geral de Justiça, Promotoria de Umarizal e do GAECO, com apoio da
Polícia Civil, atuam na operação nesta quarta-feira.
O esquema
Ainda de acordo com o MP, o chefe do executivo de Umarizal tem
envolvimento direto no esquema. Em razão disso, o procurador geral de
Justiça, Rinaldo Reis, pediu o afastamento de Carlindson Onofre Pereira
de Melo do exercício do mandato. A decisão favorável, no entanto, foi do
desembargador Expedido Ferreira, que também determinou pelo cumprimento
de mandado de busca e apreensão na casa do prefeito e no gabinete dele
na sede da prefeitura.
"No curso da investigação, restou evidenciada a existência de um
esquema de desvio de dinheiro através do Termo de Convênio celebrado
entre a Prefeitura Municipal de Umarizal e o Banco Gerador S.A. para a
concessão de empréstimos consignados e financiamentos aos servidores
ativos e inativos daquela edilidade, pelo qual foram firmados 109
empréstimos dessa natureza na Prefeitura de Umarizal, sendo liberado nas
contas dos interessados o valor total de R$ 1.571.792,33, o que gerou
um saldo devedor aproximado de R$ 2.043.625,34 atualizado até o ano de
2014", afirmou o Ministério Público.
Entretanto, ainda segundo as investigações, dos 109 beneficiários dos
empréstimos, 98 sequer fazem parte do quadro de servidores públicos do
Município de Umarizal. "Tais empréstimos tiveram início no ano de 2010,
na gestão do ex-prefeito e um dos investigados, e prosseguiu, até meados
do ano de 2013. Portanto, no início da gestão do atual prefeito",
acrescentou.
O MP afirma também que os investigados, "de forma organizada e com
divisão de tarefas, fraudavam contracheques e, após o depósito do
dinheiro nas contas dos beneficiários por parte do banco, sacavam e
transferiam o montante em benefício do grupo criminoso e para financiar a
campanha eleitoral do candidato vencedor das eleições locais de 2012".

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