O chefe do Centro de Controle de
Zoonoses da SMS, Alessandre Medeiros, explicou que a instalação de novas
armadilhas foi concluída na última segunda-feira (24) e que todas serão
monitoradas semanalmente por agentes de controle de endemias, que
recolherão as palhetas com os ovos do Aedes e as substituirão por
outras.
“Todo o material será analisado e os
dados, computados, para que possamos ter um mapa detalhado dos pontos
com maior probabilidade de proliferação do mosquito e que necessitam de
intervenção urgente. Esses dados devem ser cruzados também com os
números de casos notificados de dengue, para que, baseados nestas
informações, a SMS possa desenvolver as ações de combate a serem
realizadas de forma mais eficaz”.
Alessandre Medeiros afirmou que todos os
agentes de endemias que atuarão neste trabalho estarão uniformizados e
identificados com os símbolos da Prefeitura Municipal e da SMS, bem como
os veículos usados para locomoção destes. As visitas de monitoramento
das armadilhas começam na próxima segunda-feira (31) e os primeiros
dados devem ser divulgados nas próximas semanas.
Método é mais eficiente que LIRAa
Conforme estudo desenvolvido pela
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Ovitrampas é mais eficiente que o
Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa),
até então o mais utilizado pelas prefeituras municipais e que analisa
apenas a presença de focos em imóveis, sem levar em conta a quantidade
de futuros mosquitos.
Alessandre explicou que a armadilha é
simples e consiste em um pequeno vaso preto, com uma palheta de madeira e
a mistura de água e uma substância atrativa para a fêmea do Aedes.
“Elas estão instaladas a cerca de 300 metros uma da outra e cobrem todo o
município”.
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