Os sites e aplicativos são gratuitos. E,
na maioria dos casos, direcionam os usuários para a compra diretamente
com a companhia aérea ou companhias aéreas se eles decidem adquirir uma
“passagem hacker” (mais sobre isso adiante).
A ferramenta que sempre uso é o Google
Flights. É rápida, mas abrangente. Ela possui os filtros essenciais
(como classe e paradas) e requer menos cliques para chegar a toda essa
informação. Coloque suas datas de viagem na caixa de pesquisa e
calendários mensais vão aparecer com passagens de cada dia (as verdes
são as mais baratas), assim você fica sabendo na hora se deveria mexer
na data de chegada ou de partida para conseguir um preço melhor.
O Google Flights também é minha primeira
escolha porque faz com que a procura por passagens econômicas premium,
executivas e primeira classe seja mais simples do que a dos seus
competidores, graças a um menu drop-down na página inicial. Informe suas
datas, clique no menu da classe da passagem e você verá os preços mais
baratos para cada uma delas. Uma pesquisa recente para um voo de Nova
York para San Francisco em outubro mostrou o valor mais baixo da
econômica por US$337. Para uma econômica premium era US$737 e para
business e primeira classe, US$982. Uma “dica” no alto da página dizia
que eu podia economizar 208 dólares da passagem executiva saindo um dia
depois e voltando dois dias mais tarde.
O site funciona bem nos celulares
também, mas se você normalmente procura voos em seu telefone, talvez
queira tentar o Hopper, que lançou uma versão em Android de seu
aplicativo em agosto.
Para quem quer ser criativo, algumas
ferramentas de farecasting encorajam os usuários a combinar voos de
companhias aéreas diferentes
Kayak (que analisa mudanças históricas
de preços para prever quais passagens vão subir ou cair) se refere a
elas como “passagens hacker”, e apesar de oferecê-las há anos, será
novidade para alguns viajantes. Comprar aqui fica mais divertido quando
usamos filtros como “qualidade do voo”, que permite que você veja,
digamos, os voos com Wi-Fi. No site também é possível filtrar por
“passagens hacker”: aquelas que combinam bilhetes só de ida para ou de
um destino em companhias diferentes, resultando em barganhas ocasionais.
Se ficou curioso, dê uma olhada no
Skypicker, uma startup tcheca que encontra combinações de voos entre
companhias como Spirit e United.
Outro competidor que acabou de ser
lançado, o Flyr, também aconselha a melhor hora de partir para o ataque.
Há gráficos elegantes, e vejo potencial, apesar de ter algumas
deficiências.
O site pode parecer confuso, e há poucas opções na página inicial.
Uma das coisas que deixa o Flyr
diferente dos outros é que ele permite que usuários indecisos bloqueiem
um preço de passagem temporariamente sem compromisso de comprar o
bilhete (os poucos dólares que você paga não são devolvidos). Isso
ajuda. O Flyr devolve até US$200 se sua passagem aumentar nesse período e
deixa que você mantenha o valor mais baixo se o preço diminuir. No
entanto, em algumas das minhas pesquisas ficava mais barato bloquear a
passagem diretamente no site da companhia aérea. Por exemplo, manter o
mesmo voo de ida e volta da United por sete dias custava US$11 no Flyr e
US$8,99 na United.com. Bloqueie a passagem pelo site da empresa aérea
e, se o preço subir, você já garantiu a passagem mais barata. Se cair,
você não precisa comprar o bilhete que bloqueou. É só reservar um novo
pelo preço mais baixo.
Ainda assim, se, como eu, você gosta de
caçar passagens mais baratas, vale a pena voltar ao Flyr quando ele
tiver amadurecido um pouco.
Qualquer que seja a ferramenta de
farecasting que você use, cheque sempre o número de paradas, os tempos
de conexões e a duração dos voos (em alguns sites, trajetos que demoram
normalmente duas horas podem chegar a 20 horas por causa das paradas).
Nenhuma passagem vale a pena se você precisar correr pelo aeroporto e,
ainda assim, acabar perdendo a conexão.
O Globo
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