O senador e ex-jogador Romário
respondeu nesta terça-feira as declarações do coordenador técnico da
seleção brasileira, Gilmar Rinaldi, e do técnico Dunga, que revelaram na
noite de segunda, em entrevista ao programa Bem, Amigos!, do SportTV,
que vão entrar na Justiça contra o senador.
Em longo texto nas redes sociais,
Romário manteve o que disse sobre supostos interesses que existem nas
convocações da seleção brasileira e citou reportagem publicada pelo
jornal O Estado de S.Paulo.
“Estão me pedindo provas, não preciso ir
muito longe, o jornal O Estado de S. Paulo tornou público um contrato
da CBF com a empresa a ISE, para a realização de amistosos da Seleção
Brasileira”, escreveu Romário. “Onde ficam os critérios técnicos? Quem
define quais jogadores convocados? O técnico ou os parceiros
comerciais?”, questionou.
A reportagem apresenta documentos que
comprovariam que as listas de jogadores convocados precisariam atender a
critérios estabelecidos pelos parceiros comerciais da CBF. E qualquer
substituição precisaria ser realizada em “mútuo acordo” entre a entidade
e empresários.
Durante a entrevista na noite de
segunda-feira, Dunga disse que Romário dispara para “todos os lados” e
que ele teria de “trazer os fatos” que comprovariam irregularidades na
convocações. Gilmar ainda desafio Romário a abrir seu sigilo bancário e
disse que o senador fizesse isso ele mostraria suas contas.
Romário não gostou e foi duro: “Sobre
mim não pesam suspeitas”, escreveu o senador, que também criticou a
carreira de empresário de Gilmar antes de assumir o cargo na seleção.
“Gilmar Rinaldi tem que se colocar no lugar dele. Sou senador da
República, legitimado por quase 5 milhões de pessoas, enquanto ele foi
indicado para um cargo em uma entidade corrupta depois de ter sido um
jogador e empresário medíocre”, atacou.
O senador questionou o trabalho de
Gilmar como empresário antes de ser contratado pela CBF. “Tenho todo
direito de afirmar que ele não deveria ocupar o cargo de coordenador da
seleção brasileira. Até um dia antes dele ser anunciado para a função,
Gilmar Rinaldi era empresário de jogador de futebol. Não acredito na
isenção dele para o cargo”.
“Ele só ocupa o cargo de coordenador da
seleção porque foi indicado por pessoas como José Maria Marin, que está
preso na Suíça, e Marco Polo Del Nero, outro alvo do FBI. Ele tem que
desafiar seus iguais, pessoas iguais a ele”, declarou Romário.
fonte: Estadão Conteúdo
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