domingo, 7 de setembro de 2025

Governadora Fátima Bezerra e ministra das Mulheres debatem fortalecimento da rede de proteção às mulheres no RN

 A governadora Fátima Bezerra (PT) e a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, reuniram nesta sexta-feira (5) representantes dos poderes públicos e da sociedade civil para discutir o fortalecimento da Rede de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres no Rio Grande do Norte. O encontro aconteceu no auditório da Governadoria, em Natal, e contou com a presença de autoridades do Judiciário, Ministério Público, Assembleia Legislativa, movimentos sociais e coletivos feministas.

Durante a reunião, foram apresentadas as principais iniciativas do Governo do Estado na área, incluindo a criação de sete novas Delegacias da Mulher, a realização de concursos públicos na segurança, a implantação da Delegacia Virtual e da Delegacia 24h, além da ampliação da Patrulha Maria da Penha, do projeto Maria da Penha Vai à Escola, da Casa de Acolhimento Anatália de Melo Alves, em Mossoró, e da construção do Hospital da Mulher.

Avanços e desafios

Em sua fala, Fátima Bezerra ressaltou os avanços da gestão. “Quando cheguei ao governo em 2019, existiam apenas cinco Delegacias da Mulher, e uma delas, em Caicó, estava fechada por falta de pessoal. Não havia concurso para a Polícia Civil há 13 anos. Nós realizamos”, destacou. Ela também lembrou a aprovação da Lei Complementar nº 683/21, que extinguiu a cota de gênero nos concursos da Polícia Militar, permitindo igualdade de acesso entre homens e mulheres.

A ministra Márcia Lopes elogiou os avanços, mas alertou para a necessidade de maior integração. “Fiquei feliz em ver que o índice de feminicídio caiu mais de 20% no estado. Mas, ao mesmo tempo, aumentaram os casos de estupro e outras violências. Não podemos permitir. É preciso diálogo, estratégias e articulação entre todas as instâncias para romper de vez com essa realidade”, afirmou.

Patrulha Maria da Penha

A coordenadora do programa, coronel Helena, destacou a expansão da Patrulha Maria da Penha. “Antes, havia apenas uma viatura para todo o estado. Hoje, os 167 municípios estão cobertos. Já atendemos mais de 1.800 mulheres neste ano, e todas estão vivas. Isso é fruto de um compromisso real com a vida das mulheres”, disse.

Educação e transformação cultural

Outro destaque foi o projeto Maria da Penha Vai à Escola, que busca conscientizar estudantes sobre direitos humanos e igualdade de gênero. A coordenadora Maisy de Medeiros apresentou a nova cartilha “A Voz da Proteção”, desenvolvida em parceria com a UERN. “Nenhum menino nasce assassino. É uma cultura patriarcal, machista e misógina que precisa ser desconstruída. A escola é o espaço para essa transformação”, defendeu.

Presenças

Entre os participantes estavam a secretária Júlia Arruda (SEMJIDH), Socorro Batista (SEEC), Íris de Oliveira (SETHAS), Marina Marinho (Turismo), a defensora pública Maria Tereza Gadelha, o juiz Fábio Ataíde, além das deputadas estaduais Isolda Dantas e Divaneide Basílio, e as vereadoras Brisa Bracchi, Samanda Alves e Plúvia Oliveira. Representantes de movimentos sociais como Centro Feminista 8 de Março, Coletiva Nísia Floresta e Marcha Mundial das Mulheres também marcaram presença.

A secretária Júlia Arruda reforçou a meta da gestão estadual: “Tivemos uma redução de 20% nos casos de feminicídio. Isso não é por acaso, é resultado de vontade política e de instrumentos de proteção fortalecidos. Mas nosso objetivo é chegar ao feminicídio zero”.

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