O caso da pintura italiana
supostamente avaliada em US$ 1,5 milhões, danificada depois de um menino
de 12 anos tropeçar e se apoiar na tela para não cair, em Taiwan,
ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira. Isso porque a autenticidade
da obra passou a ser questionada.
Até então, acreditava-se que a pintura
era “Flores”, de Paolo Porpora, datada de 1600 e integrante de um acervo
de 55 obras de arte de museu em Taipen. Uma análise feita pelo portal
“Apple Daily”, no entanto, mostrou que a tela parecia idêntica a outra,
intitulada “Composizione con vaso di fiori” (século XVII), de Mario
Nuzzi.
Essa segunda peça fazia parte do
catálogo da casa de leilões italiana Della Rocca Casa d’Aste em 2012,
com um preço estimado entre US$ 28.467 e US$ 34.161, mas ficou
encalhada.
David Sun, chefe do TST Art of Discovery
Co. que patrocinou a exposição de Taiwan, insistiu, no entanto, que as
duas pinturas eram diferentes, afirmação que não eliminou as suspeitas.
“De uma perspectiva profissional, se as
pinturas são tão antigas e caras, elas não deveriam ser expostas a um
ambiente sem temperatura e umidade adequadas”, analisou Sean Hu, curador
da Hu’s Art Company, à AFP, “Há muitas perguntas no ar… Ninguém sabe se
elas são verdadeiras ou falsas”.
Em vídeo divulgado, o menino tropeça em
uma plataforma na frente da pintura e se apoia no quadro, olhando depois
aturdido em volta sem saber o que fazer.
A pintura de 200 centrímetros, que ficou
com um buraco, foi restaurada na segunda-feira e já está sendo exibida
novamente. Nenhuma idenização foi pedida a família do garoto.
As informações são do site “Yahoo News”
O Globo
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