Hoje é um daqueles dias que vão entrar para a história. Os Estados Unidos e Cuba estão prestes a selar o fim de uma briga de mais de 50 anos. Os dois países reabrem nesta segunda-feira (20) as embaixadas em Washington e em Havana. O correspondente Hélter Duarte mostra o que pode mudar daqui para frente.
Restaurantes, hotéis, empresas de aluguel de carros. A indústria do turismo está de olho em Cuba. Do início do ano até agora, o número de visitantes americanos à ilha aumentou 36%.
O governo cubano já anunciou que vai investir em transporte e hospedagem.
Antônio Soles é guia de turismo. Ele diz que não há hotéis suficientes para atender aos turistas. Só de Porto Rico chegam 4 voos por semana e muita gente não consegue acomodação.
Transformações que devem ficam ainda mais aceleradas a partir desta segunda-feira (20). Às 11h30 (horário de Brasília), os Estados Unidos reabrem sua embaixada em Havana. E Cuba, sua embaixada em Washington.
Um dia histórico, depois de 54 anos de hostilidades entre os dois países.
A cerimônia vai acontecer em Washington, com a presença do secretário americano John Kerry e do ministro das relações exteriores de cuba, Bruno Rodriguez.
A bandeira cubana será hasteada na capital dos Estados Unidos.
Agora, a bandeira americana em Havana, só quando Kerry for a Cuba. Isso deve acontecer ainda este ano.
O presidente de Cuba, Raúl Castro, disse que nesta segunda (20) termina a primeira parte do processo que normalizou as relações entre os dois países. E que a parte mais demorada e complicada começa agora.
Castro está falando do embargo econômico, que continua.
A suspensão depende do Congresso americano. E, claro, existe uma forte resistência de parte da oposição republicana.
Mas o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, disse que o presidente Barack Obama vai usar medidas executivas – que não dependem dos parlamentares, para seguir com as mudanças.
Novos dias também para os direitos humanos. É o que os cubanos esperam.
Apesar da retomada das relações com os Estados Unidos, organizações não governamentais calculam que pelo menos 3 mil opositores ao regime foram presos na ilha nos últimos seis meses.
Neste domingo (19) houve um protesto em Havana pela libertação dos dissidentes. Mas dezenas de manifestantes acabaram na cadeia.
Bom Dia Brasil
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