Na Grécia, os bancos reabriram nesta segunda-feira (20) e não houve correria. As agências reabriram em clima de tranquilidade. Mas os bancos estão funcionando com muitas restrições. Nesta segunda-feira o governo começa a pagar suas dívidas e os gregos já vão sentir vida muito mais cara em vários setores.
Fechados há três semanas, os bancos gregos reabriram na manhã desta segunda-feira. Por enquanto, com um limite ainda muito restrito de saques: 420 euros por semana. Não se pode abrir novas contas, nem mandar dinheiro para fora do país. A bolsa de valores continuará fechada.
Nesta segunda-feira começam a ser cobrados os aumentos de impostos para os hotéis e restaurantes das ilhas, transportes públicos e alimentos.
Com o desemprego a 27% e uma projeção de queda do Produto Interno Bruto, a soma das riquezas produzidas pelo país, de 3%, a Grécia está diante de um desafio enorme. E o governo começa a enfrentá-lo com uma nova formação.
No fim de semana, os novos ministros e colaboradores tomaram posse, jurando ao presidente da República, Prokópis Pavlópoulos. Todos os da ala radical foram afastados. Novas eleições deverão ser convocadas entre setembro e outubro.
Aléxis Tsípras seria o favorito, com 42% dos votos, se as eleições fossem nesta segunda-feira. O mesmo instituto de pesquisa apurou que 70% dos gregos são favoráveis ao acordo com os credores, e 73% querem permanecer na Zona do Euro.
Neste domingo (19) a primeira ministra alemã declarou a um canal de TV do seu país que um verdadeiro corte da dívida grega, da ordem de 30% a 40%, não pode ser feito dentro da União Monetária. Mas, pela primeira vez, admitiu uma suavização do débito através de prazos maiores e da diminuição dos juros, mas só depois que os detalhes do último plano de ajuda forem aprovados, informou Angela Merkel.
Nesta segunda-feira espera-se a chegada do empréstimo de emergência de 7,2 bilhões de euros, dinheiro com o qual a Grécia vai pagar o FMI e o Banco Central Europeu e usar para as primeiras necessidades.
O transporte público grego, gratuito desde o fechamento dos bancos, voltou ao normal há cinco dias, mas com um rombo de mais de 10 milhões, afirmam os jornais do país. O preço das passagens provavelmente terá que ser aumentado para compensar as perdas.
Bom Dia Brasil
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