Enquanto cidades vizinhas avançam, Alexandria amarga índices vergonhosos no IDEB e expõe o fracasso da gestão educacional.
Os números não mentem — e, neste caso, são alarmantes. A educação de Alexandria, município do Oeste potiguar, vive um cenário de estagnação preocupante. Mesmo com o aumento expressivo dos recursos destinados ao setor nos últimos anos, o desempenho educacional permanece praticamente inalterado.
De acordo com dados oficiais do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), o progresso de Alexandria entre 2017 e 2023 foi de apenas 0,3 pontos, um crescimento quase imperceptível diante dos investimentos realizados.
O contraste com municípios vizinhos é gritante. No mesmo período, Bom Sucesso avançou 1,1 ponto, Paraná teve alta de 1,3, e Tenente Ananias alcançou 1,7 pontos de crescimento no índice. A comparação expõe uma dura realidade: Alexandria ficou para trás — e por ampla margem.
Desde 2017, a pasta da Educação é comandada pela secretária Soraia Souza, cuja gestão tem sido marcada por críticas e resultados aquém do esperado. A lentidão no avanço dos indicadores educacionais revela um marasmo administrativo, onde o aumento de recursos não se converte em melhorias concretas nas salas de aula.
O IDEB é um dos principais termômetros da qualidade da educação básica no país, combinando dados de rendimento escolar e desempenho em avaliações. No caso de Alexandria, o índice mostra que a cidade regrediu em comparação ao ritmo estadual e nacional, reforçando a percepção de descaso e falta de resultados.
E se a educação do Rio Grande do Norte já figura entre as piores do Brasil, Alexandria consegue a proeza de apresentar números ainda mais baixos que a média estadual. Uma situação que escancara a urgência de mudanças profundas na condução das políticas públicas educacionais.
Em tom de metáfora, pode-se dizer que, se a educação potiguar está na UTI, a de Alexandria caminha a passos firmes para o necrotério. Um retrato duro, porém fiel, de um sistema que parou no tempo — enquanto outras cidades da região, com menos recursos, mostram que é possível fazer mais e melhor.
O povo alexandriense, que sempre valorizou a educação como caminho de transformação, merece muito mais do que promessas e índices pífios. Merece resultados concretos, compromisso e gestão eficiente — pilares sem os quais o futuro continuará sendo refém da mediocridade.
VIA: RN POLITICA EM DIA
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