Gestora precisa identificar quem é aliado e quem atua como obstáculo dentro do próprio secretariado
Nos bastidores da política de Paraná, município localizado no Oeste potiguar, o clima é de expectativa e mudança. Fontes ligadas à administração municipal afirmam que a prefeita Josiene Gomes parece, enfim, ter aberto os olhos — e os ouvidos — para a voz das ruas.
A população, que há tempos cobra uma postura mais firme da gestora, começa a perceber sinais de que uma ruptura política está prestes a acontecer. A saída de figuras ligadas à gestão anterior, segundo aliados próximos, é apenas uma questão de tempo.
Para muitos, essa possível ruptura representa uma verdadeira “carta de alforria” para Josiene, que poderá, enfim, consolidar uma equipe alinhada ao seu projeto administrativo, livre de influências e pressões políticas herdadas do passado.
Entretanto, a prefeita precisa ter cautela ao reorganizar o secretariado. “É hora de separar o joio do trigo”, comenta um interlocutor político. Manter no primeiro escalão pessoas que, na prática, trabalham contra o governo pode ser um erro estratégico — e perigoso — a menos de três anos de uma nova eleição municipal.
A disputa por espaço político em Paraná deve se intensificar já a partir de 2026, com as eleições gerais servindo de termômetro para a corrida à prefeitura em 2028. Diante desse cenário, Josiene precisa definir com clareza quem está verdadeiramente comprometido com a atual gestão e quem apenas ocupa cargos por conveniência.
Como dizem os mais experientes, a política não perdoa distrações. E, em Paraná, o tempo para ajustes estratégicos começou a se esgotar.
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