O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), voltou a defender a atuação das forças de segurança do estado após a megaoperação policial nos complexos da Penha e do Alemão, que deixou mais de 120 mortos nesta semana. Em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (30), ao lado de governadores alinhados à direita, Castro afirmou que nenhuma grande cidade do mundo toleraria criminosos fortemente armados e desafiou quem criticasse a ação.
“Desafiaria qualquer pessoa a portar um fuzil em cidades como Paris, Londres, Barcelona ou Nova York e permanecer viva por mais de 20 ou 30 segundos”, declarou o governador.
![[vídeo] governador do rio de janeiro desafia: "quero ver alguém portar um fuzil em paris e viver mais de 20 segundos" | notícias do rio grande do norte GoveRio Grande do Norteador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil](https://agorarn.com.br/wp-content/webp-express/webp-images/uploads/2025/10/image-346-edited-830x468.png.webp)
Governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Durante o pronunciamento, Castro também propôs que facções criminosas sejam classificadas como organizações terroristas, argumentando que a atual legislação é insuficiente para lidar com o poder bélico e o nível de violência desses grupos.
“Nós achamos que o terrorismo é muito maior do que a lei que define o que é ou não. Esses grupos aterrorizam comunidades inteiras e desafiam o Estado diariamente”, completou.
Consórcio de segurança pública entre estados
Na mesma coletiva, os governadores anunciaram a criação de um consórcio interestadual voltado para a área de segurança pública, com o objetivo de trocar experiências, integrar ações e fortalecer o combate ao crime organizado. Castro sugeriu que a sede do consórcio seja no Rio de Janeiro.
“A ideia é somar esforços, dividir experiências e buscar soluções conjuntas. O enfrentamento à criminalidade precisa ser coordenado entre os estados”, afirmou.
Balanço da operação
A operação, realizada entre terça (28) e quarta-feira (29), foi conduzida pelas polícias Civil e Militar e é considerada a mais letal da história do país. Segundo o balanço oficial do governo estadual, 117 suspeitos foram mortos — 54 durante a operação e outros 63 encontrados posteriormente em uma área de mata no Complexo da Penha.
Ao todo, 113 pessoas foram presas, e as forças de segurança apreenderam 118 armas de fogo, entre elas 91 fuzis, 26 pistolas e um revólver, além de 14 artefatos explosivos e uma grande quantidade de drogas ainda em contabilização.
Repercussão nacional
A letalidade da operação tem gerado forte repercussão em todo o país. Diversas autoridades, incluindo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, pediram explicações ao governo fluminense. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também teria demonstrado “estarrecimento” com o número de mortos, segundo informou Lewandowski.
Castro, no entanto, manteve o tom firme em defesa da ação: “As únicas vítimas foram os quatro policiais que tombaram em serviço. O Estado não pode recuar diante do crime”, concluiu.
Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil
Com informações da Agência Brasil e do Governo do Rio de Janeiro
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