Ação da 27ª DP expõe abusos e manipulação religiosa praticados por líder espiritual no entorno do DF
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na tarde de terça-feira (28), a Operação Falso Profeta, que culminou na prisão preventiva do pastor Maurício Beserra, acusado de praticar crimes sexuais, tortura e violência física contra os próprios filhos e enteados.
A ação foi coordenada pela Seção de Atendimento à Mulher (SAM) da 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas), após uma investigação detalhada que revelou abusos contínuos e manipulação psicológica com conotação religiosa.
De acordo com as apurações, o pastor — líder de uma igreja localizada em Santo Antônio do Descoberto (GO), região do Entorno do Distrito Federal — utilizava sua autoridade espiritual para coagir e silenciar as vítimas, cometendo atos de violência e estupro de vulnerável (art. 217-A do Código Penal). As vítimas, filhas biológicas do acusado, tinham entre 6 e 7 anos de idade quando os abusos começaram.
Os depoimentos colhidos pela polícia apontam que o homem agredia física e psicologicamente as crianças, tanto sóbrio quanto sob efeito de álcool e drogas. Em alguns episódios, após os crimes, o pastor obrigava as vítimas a colocar as mãos sobre a Bíblia e orar, numa tentativa de legitimar os atos por meio da fé.
Segundo a PCDF, o caso revela um padrão de violência sistemática, no qual o agressor se valia da imagem de “homem de Deus” para manipular emocionalmente familiares e fiéis.
A prisão preventiva de Maurício Beserra representa, segundo as autoridades, mais um avanço no combate à violência doméstica, sexual e à exploração em ambientes religiosos, reforçando o compromisso da instituição com a proteção de mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade.
Fonte: Silvestre Conectado
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