O vice-presidente nacional do PT e prefeito de Maricá (RJ), Washington Quaquá, defendeu a megaoperação policial realizada nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, que deixou mais de 100 mortos, incluindo quatro policiais. Em vídeo publicado nas redes sociais, Quaquá afirmou que, embora reconheça falhas na ação, o enfrentamento ao tráfico exige firmeza.
“Quem porta fuzil é soldado do narcotráfico. Ninguém enfrenta fuzil com beijinhos”, declarou o petista, que classificou o episódio como uma consequência inevitável da guerra travada diariamente entre o Estado e o crime organizado.
![[vídeo] vice-presidente do pt defende operação no rio de janeiro e diz que “ninguém enfrenta fuzil com beijinhos” | notícias do rio grande do norte MODELO FOTO PORTAL (30)](https://agorarn.com.br/wp-content/webp-express/webp-images/uploads/2025/10/MODELO-FOTO-PORTAL-30-830x468.jpg.webp)
Apesar de apoiar a operação, Quaquá admitiu que o planejamento poderia ter sido mais cuidadoso e defendeu uma estratégia integrada entre governos federal, estadual e municipal. “Tem que fechar o morro”, disse, explicando que a proposta passa por uma ocupação permanente e gradual das favelas, com o objetivo de restabelecer a presença do Estado e impedir o retorno das facções criminosas.
O prefeito destacou ainda que o enfrentamento armado deve vir acompanhado de investimentos sociais. “Com tiro, porrada e bomba, sim, mas também com oportunidade para o povo”, afirmou. Segundo ele, o poder público precisa oferecer educação, cultura, emprego e alternativas para os jovens das comunidades, de modo a reduzir a influência do tráfico.
Mesmo diante das críticas à alta letalidade da operação — considerada a mais violenta da história recente do país —, Quaquá reforçou seu posicionamento: “Quem morre portando fuzil, morreu numa guerra”. Para ele, o combate ao narcotráfico deve ser firme, mas aliado a políticas de inclusão que devolvam dignidade e perspectiva à população das periferias.
A declaração de Quaquá contrasta com a posição de outros integrantes do PT, que classificaram a operação como parte do “genocídio da juventude negra e pobre”, como afirmou a deputada federal Natália Bonavides (PT-RN).
via AGORA RN
Nenhum comentário:
Postar um comentário