terça-feira, 7 de outubro de 2025

Barroso admite que algumas penas do 8 de janeiro foram altas, mas defende julgamento

 

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), reconheceu nesta terça-feira (7) que algumas condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023 ficaram acima do necessário, mas reforçou a importância de manter o julgamento.

“Concordo que algumas penas, sobretudo as dos executores que não eram mentores, ficaram elevadas. Eu mesmo apliquei penas menores”, afirmou Barroso, acrescentando que considerava razoável que essas pessoas cumprissem dois anos, dois anos e pouco de prisão. “Acho que estava de bom tamanho”, disse.

Sobre a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, que recebeu 27 anos e 3 meses de prisão, o ministro reconheceu o desconforto político do caso: “É um julgamento que causa mal-estar porque o ex-presidente teve 49% dos votos, mas não podíamos deixar de julgar”.

Barroso destacou ainda que as provas revelam planejamento de um golpe: “Não há dúvida de que havia um plano Punhal Verde e Amarelo, que incluía a intenção de assassinar o presidente, o vice e um ministro do Supremo. Houve incentivo à formação de acampamentos militares e mobilização de grupos para a ação”.

O ministro reforçou que o julgamento dos envolvidos foi necessário para resguardar a democracia e a integridade das instituições, mesmo diante das complexidades políticas e sociais que cercam o caso.

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