Enquanto a morte de um cão mobiliza uma cidade inteira em busca de justiça e responsabilização, um episódio semelhante ocorrido em Alexandria, no Alto Oeste potiguar, segue envolto em silêncio e indiferença.
A pergunta permanece sem resposta: por onde anda o cachorro que perambulava pelas ruas da cidade com um ferimento grave e extenso no pescoço, que avançava pelo dorso? O animal, visivelmente debilitado, chegou a comover moradores, mas, à época, teve atendimento negado por uma profissional que, em tese, teria a incumbência de prestar socorro.
O caso ganhou repercussão local no início de setembro. Desde então, nenhuma informação oficial foi divulgada sobre o destino do animal. O cachorro foi resgatado? Recebeu tratamento? Foi adotado? Teria sido submetido a sacrifício ou, no pior dos cenários, assassinado? Houve alguma atuação do poder público ou de órgãos de proteção animal?
Até hoje, nenhuma dessas perguntas foi respondida.
O episódio expõe não apenas a fragilidade das políticas públicas de proteção animal, mas também a ausência de transparência e de empatia diante de situações que exigem resposta imediata do poder público e dos profissionais responsáveis.
O caso pode até ter saído das manchetes, mas não caiu no esquecimento de quem cobra respeito à vida e cumprimento da lei.
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