O segmento evangélico, que representa cerca de 30% do eleitorado do Rio Grande do Norte, começa a ganhar protagonismo nos bastidores da política estadual e passa a ser considerado como opção estratégica para a composição da chapa majoritária da direita nas eleições de 2026.
Com presença crescente no debate político e capacidade de mobilização eleitoral, lideranças do segmento avaliam a indicação de um nome que represente o campo religioso e dialogue com o eleitorado conservador. Nesse contexto, surge como alternativa o nome do pastor Alfredo Luiz de Melo, ex-vice-prefeito de Pau dos Ferros e atual líder da Assembleia de Deus no Vale do Assú.
Além da experiência política e atuação religiosa, Alfredo Luiz de Melo integra a comissão política da UMADENE (União de Ministros Evangélicos da Assembleia de Deus do Nordeste), entidade com forte influência regional e articulação entre lideranças evangélicas de vários estados do Nordeste.
A movimentação resgata precedentes históricos no Rio Grande do Norte. Em 2002, o segmento evangélico indicou o então deputado federal Dr. Antônio Jácome para a vaga de vice-governador na chapa encabeçada por Wilma de Farias, eleita governadora naquele pleito. À época, a participação do eleitorado evangélico foi considerada decisiva para o êxito da chapa majoritária.
Nos bastidores, lideranças avaliam que a repetição dessa estratégia pode fortalecer eleitoralmente uma chapa de oposição em 2026, sobretudo em um cenário de polarização ideológica e busca por segmentos organizados com alto poder de engajamento.
Fonte: Bastidores da política potiguar
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